Malária é um western exibido de forma dinâmica, em um cruzamento de mídias numa espécie de “stop motion comic”. E é muito bom! Vejam primeiro e eu falo mais depois:
Se você não entendeu a história, o mercenário Fabiano é contratado para matar a própria morte. O curta é escrito e dirigido por Edson Oda, com direção de fotografia de Sergio Prado e desenhos de João Pinheiro. Os dubladores são Antônio Moreno e Rodrigo Araújo. Ou seja, totalmente nacional! E com legenda para os gringos!
Algumas das mídias que vemos são: origami, kirigami (tipo de origami 3D), time-lapse, nanquim, quadrinhos e - é claro - a linguagem cinematográfica. O curta foi originalmente criado para participar de um concurso ligado ao filme Django Livre (Django Unchained, 2012), mas, por sua complexidade, não ficou pronto no prazo. Acabou indo The writer, que conta a história de Pedro, um cowboy que decide desafiar o escritor de sua história! Usando algumas das técnicas vistas em Malária, o curta venceu o concurso!
Essa criatividade toda me espanta! Achei sensacional! Ambos. Não só pelas técnicas, mas pelos enredos. Parabéns aos envolvidos!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
A morte e o escritor
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Você sabe sua raça? Tem certeza?
Pois é... sabe? Te garanto que não. E a Folha de São Paulo resolveu provar isso – em matéria do ano passado, perto do vestibular, quando se discutia as polêmicas cotas raciais – fazendo o mapa genético de alguns candidatos.
Os resultados são impressionantes:
Confesso ter ficado surpreso com os resultados de Júnior, Célia e - principalmente - a "muito branca" Milene. Também jamais diria que Karine tem algo da raça negra nela. Comparando, então, com a fala deles fica certo de que nós mesmos não sabemos a nossa raça. Dois se dizem "morenos de sol", mas são geneticamente bem mais brancos do que imaginam. E coitado de Marcelo que se acha amarelo...
Quando fui me alistar no exército, me rotularam de pardo e assim eu sou para o Exército Brasileiro. Pra mim, pardo é papel. Até me acho "puxado na cor", mas pelo jeito um mapa genético me revelaria que tenho uns ameríndios perdidos no meu DNA. Me lembrei da escala de cor de pele feita por um designer francês e daquele texto chamando o homem branco de pessoa de cor.
Alguns tacharam a pesquisa de inútil, porque ninguém vai pedir o mapa genético na hora de fazer o vestibular. Acho que Milene, por exemplo, poderia entrar na justiça como cotista... Mas creio que o objetivo não é esse. É mostrar aos preconceituosos que eles possuem todas as raças dentro deles. É mostrar que devemos olhar para o futuro em busca de melhores condições sociais ao invés de ficarmos presos à ideologias raciais do passado.
Os resultados são impressionantes:
Confesso ter ficado surpreso com os resultados de Júnior, Célia e - principalmente - a "muito branca" Milene. Também jamais diria que Karine tem algo da raça negra nela. Comparando, então, com a fala deles fica certo de que nós mesmos não sabemos a nossa raça. Dois se dizem "morenos de sol", mas são geneticamente bem mais brancos do que imaginam. E coitado de Marcelo que se acha amarelo...
Quando fui me alistar no exército, me rotularam de pardo e assim eu sou para o Exército Brasileiro. Pra mim, pardo é papel. Até me acho "puxado na cor", mas pelo jeito um mapa genético me revelaria que tenho uns ameríndios perdidos no meu DNA. Me lembrei da escala de cor de pele feita por um designer francês e daquele texto chamando o homem branco de pessoa de cor.
Alguns tacharam a pesquisa de inútil, porque ninguém vai pedir o mapa genético na hora de fazer o vestibular. Acho que Milene, por exemplo, poderia entrar na justiça como cotista... Mas creio que o objetivo não é esse. É mostrar aos preconceituosos que eles possuem todas as raças dentro deles. É mostrar que devemos olhar para o futuro em busca de melhores condições sociais ao invés de ficarmos presos à ideologias raciais do passado.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Mandela, por um ponto de vista
Para o 50º aniversário da prisão de Nelson Mandela – ocorrida em 6 de agosto de 1962 pela polícia do Apartheid, e que lhe custaria 27 longos anos de sua vida –, o artista plástico sulafricano Marco Cianfanelli criou uma incrível escultura no local da captura do ativista político.
São cinquenta placas de aço entre 6 e 9 metros de altura, cortadas a laser, ancoradas em concreto e inseridas na paisagem que, num ângulo específico de observação, assumem a imagem de Mandela atrás das grades.
Ímpar.
São cinquenta placas de aço entre 6 e 9 metros de altura, cortadas a laser, ancoradas em concreto e inseridas na paisagem que, num ângulo específico de observação, assumem a imagem de Mandela atrás das grades.
Ímpar.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Bando Imobiliário!
Em 2007, Fabio Lopez lançou o polêmico War in Rio (pra quem ainda não sabe, é a versão do clássico jogo War acontecendo no Rio de
Janeiro, com direito a tabuleiro dividido em favelas e pecinhas do
Bope), intrigado pelos questionamentos levantados pelo filme Tropa de Elite. Em 2009, o Batalha Naval se transformou em Batalha Na Vala. E, em outubro de 2010, um cartaz para um terceiro filme da série.
Mas, no fim de 2012, sem muito estardalhaço, Fabio lançou um novo jogo: o Bando Imobiliário!
Também refletindo o filme (agora o número 2) e sua leituras sobre as milícias cariocas, o projeto tem bem mais complexidade que o War in Rio. Dinheiro, cartinhas de Sorte ou Revés, novas localizações... tudo - como sempre - impecável!
Na época do War in Rio, Fabio teve seus 15 minutos de fama e tomou um puxão de orelha do Beltrame. E agora? Será que ao invés de ficarem incomodados com a crítica, vão ficar incomodados com a situação do Rio? Por sorte, sei que, mesmo que a cidade consiga se recuperar desses problemas, o design instigante de Fabio não vai parar.
PS.: Tirando o Batalha Na Vala, que Fabio colocou para download, os outros dois jogos (War in Rio e Bando Imobiliário) são apenas críticas. Não há qualquer movimento de comercialização.
Mas, no fim de 2012, sem muito estardalhaço, Fabio lançou um novo jogo: o Bando Imobiliário!
Também refletindo o filme (agora o número 2) e sua leituras sobre as milícias cariocas, o projeto tem bem mais complexidade que o War in Rio. Dinheiro, cartinhas de Sorte ou Revés, novas localizações... tudo - como sempre - impecável!
Na época do War in Rio, Fabio teve seus 15 minutos de fama e tomou um puxão de orelha do Beltrame. E agora? Será que ao invés de ficarem incomodados com a crítica, vão ficar incomodados com a situação do Rio? Por sorte, sei que, mesmo que a cidade consiga se recuperar desses problemas, o design instigante de Fabio não vai parar.
PS.: Tirando o Batalha Na Vala, que Fabio colocou para download, os outros dois jogos (War in Rio e Bando Imobiliário) são apenas críticas. Não há qualquer movimento de comercialização.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O ABC dos arquitetos
Animação bacana feita pelo designer colombiano Federico Gonzales, apontando um grande arquiteto para cada letra do alfabeto. Claro que não podia faltar Niemeyer... e ainda tem Le Corbusier e a Fundação Iberê Camargo.
São eles, então:
Bem legal. Música The Butterfly de Eugene C.Rose e Franco George em creative commons, ou seja, baixe e use de graça!
São eles, então:
- Aalto, Alvar: Säynätsalo Town hall, na Finlândia
- Barragán, Luis: Satellite towers, na Cidade do México
- Calatrava, Santiago: Satolas airport railway station, em Lyon
- Domènech i Montaner, Luís: Antoni Tàpies foundation, em Barcelona
- Eduardo Souto de Moura: Paula Rego’s House of Stories, em Cascais
- Foster, Norman: London City Hall, na Inglaterra
- Gehry, Frank: Guggenheim Bilbao, na Espanha
- Herzog & De Meuron: Beijing National Stadium, na China
- Isozaki, Arata: Palau Sant Jordi, em Barcelona
- Johnson, Philip: The Glass House, nos EUA
- Kahn, Louis: National Parliament of Bangladesh, em Dhaka City
- Le Corbusier: Villa Savoye, em Poissy
- Mies van der Rohe, Ludwig: Barcelona pavilion, na Espanha
- Niemeyer, Oscar: Congresso Nacional, em Brasília
- Olbrich, Joseph Maria: Secession building, em Viena
- Pelli, César: Petronas Twin Tower, em Kuala Lumpur
- Quarenghi, Giacomo: The Smolny Institute, em São Petersburgo
- Piano, Renzo + Richard Rogers: Pompidou Centre, em Paris
- Siza, Álvaro: Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre
- Tange, Kenzo: Tokyo Olympic Stadium, no Japão
- Utzon, Jørn: Sydney Opera House, na Austrália
- Van Alen, William: Chrysler Building, em Nova York
- Wright, Frank Lloyd: Guggenheim New York, nos EUA
- Xenakis, Iannis: Philips pavilion, na Expo’58 em Bruxelas
- Yamasaki, Minoru: World Trade Center, nos EUA
- Zaha Hadid: The Pierres Vives building, em Montpellier
Bem legal. Música The Butterfly de Eugene C.Rose e Franco George em creative commons, ou seja, baixe e use de graça!
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