domingo, 23 de dezembro de 2018

Ouça.

Releia a postagem do ano passado que é praticamente a mesma coisa: a descendente continua e o tempo se extingue. Mas você vai perceber que eu estava tão animado que vi as previsões astrais de forma positiva e coloquei as partes mais negativas quase como um adendo. Só que 2018 mostrou a que veio: fanatismo, conservadorismo, teimosia... o Mal venceu.

Se você está se sentindo como um Jedi contra o lado negro da Força, saiba que você não está sozinho. E o ano de 2019 será de lutas intensas já que Marte, deus greco-romano da guerra, é o planeta regente a partir de 20 de março (quando começa o outono no hemisfério sul). Perceba que até essa data, ainda teremos o Júpiter de 2018 enchendo o nosso saco.

Marte é um astro passional, que pode tanto te dar coragem e ousadia para consolidar planos e atingir metas, quanto atrair questões relativas à ambição e ao conflito. Essa intensidade pode sim levar à conquistas, porém, muitas vezes na forma de dominação. Vale lembrar que, na última vez que Marte foi regente, aconteceram DUAS GUERRAS MUNDIAIS. E eu não duvido de uma terceira vindo aí. Marte é vinculado ao fogo (ao signo de Áries) e, por isso, sua força pode gerar acidentes (vulcões, queimadas etc) por descuido e falta de controle. O sexo casual explode e esses acidentes aí podem ser um baby boom indesejado (ou uma epidemia de IST). É preciso conhecer e domar as energias de Marte para que se tenha um ano de prosperidade.

Com isso, Ogum é o orixá do próximo ano. Sincretizado à São Jorge, ele rege 2019 para tirar o povo da catarse e levá-lo à luta. É a oportunidade de espantar as energias negativas, deixar de lado a cobiça que o mundo material desperta em nós, pois desperta a necessidade de ser focado em coisas mais importantes para vida, e não detalhes que se esvaem sem deixar traços significativos. Porém, a intolerância e a discórdia devem aumentar...

2019 é um ano 3, um ano de colocar o equilíbrio em prova, ou seja, um ano que demanda foco ou haverá dispersão, demanda atenção ou a superficialidade vai tomar conta. Quem conseguir foco e atenção, irá não só atingir o equilíbrio como conseguirá a expansão. Mas intensidade aparece novamente como característica... seja nos astros ou nos números é preciso tomar cuidado com excessos, exageros e impulsos. O silêncio será um poderoso escudo, porém, um exercício quase impossível.

Para os chineses, 5 de fevereiro marca o início do Ano do Porco da Terra. Por marcar o fim do ciclo dos doze signos do horóscopo chinês, 2019 está sendo considerado um bom ano para todos os outros animais do zodíaco. Abundância é esperada para aqueles que conseguirem pausar, refletir e analisar com atenção as energias intensas porém efêmeras.


Parece, então, que minha mensagem para 2019 se encaixa: OUÇA.

Eu acredito nas energias do Universo agindo a favor da vida.

SEI que o Universo fala conosco através do nosso próprio dia-a-dia.

Então, no meio desse turbilhão que estamos vivendo e que parece querer continuar, PARE.

OUÇA.

REFLITA.

Fique atento e focado como pede a numerologia. Não se disperse. Evite conflitos desnecessários. Dome seu fogo, sabendo quando realmente ele deve ser utilizado. E novamente... OUÇA.

PS.: A cor Pantone é Living Coral, uma cor dita vibrante e animada para energizar. Só não sei se a gente precisa de algo que potencialize demais a energia que parece estar fluindo por aí...

domingo, 7 de outubro de 2018

Compreensão do tempo e do espaço

Artigo sobre o texto Futuro do Passado, de Nelson Brissac e Maria Celeste Olalquiaga, produzido em 7 de outubro de 1996 para a disciplina Análise à Informação, do Prof. Jorge Lúcio de Campos, enquanto eu estudava no primeiro ano da ESDI.

Tempo e espaço sempre foram duas barreiras que o homem nunca conseguiu ultrapassar. A necessidade de ganhar mais espaço e de impedir a ação do tempo levou o homem a elevar o grau de ficção dentro da realidade, para poder formular hipóteses, muitas vezes, esdrúxulas.

Uma sociedade industrializada tem, como consequências naturais, uma explosão demográfica e uma gigantesca urbanização. O aumento das relações comerciais e das cidades começou a exigir um espaçamento exacerbado não esperado.

Mas aos poucos, foi-se adaptando toda a sociedade para minimizar o uso de diversas coisas, escondendo a real grandeza do problema Espaço. Isso foi favorecido, é claro, como toda a vida prática de nossa sociedade, pelos avanços tecnológicos. A informação, por exemplo, foi transformada em bits. Uma quantidade enorme de informação pode ser armazenada em apenas um disquete de computador. Horas de imagens podem ser gravadas em uma fita de videocassete.

Quando o homem pisou na Lua, todo o mundo festejou a conquista de mais um local para poder expandir suas capacidades. Talvez a Lua fosse a resposta para o problema Espaço. Todos aqueles sonhos de colônias espaciais caíram por Terra, quando se descobriu as dificuldades de explorar o terreno lunar. Tudo, então, entrou num processo de compactação na tentativa de impedir a compressão do espaço, pois a cortina criada para encobri-la já estava há muito transparente.

A ação do tempo é um fator que o homem sabe que não pode controlar, como fez com tudo em que pôs a mão.

O novo e o velho são conceitos muito usados dentro de uma sociedade industrializada. Tudo em nome de uma produção encomendada por um mercado consumista exigente. Isso leva à procura de materiais de maior resistência que dêem maior durabilidade aos produtos. Nossa sociedade industrializada viu a necessidade desse tipo de produto para baratear sua ação no futuro.

As ambições do próprio homem em querer viver mais para poder conhecer o futuro almejado e, até mesmo, criado com sua ajuda influenciam filosofias temporais, que levam a viagens ao passado, e tentativas de criogenia (processo de congelamento do corpo humano para impedir a ação tempo e permitir que haja um despertar tardio). Tudo para também esconder o problema Tempo, estimulado pela vaidade das mulheres, que pedem cosméticos e cirurgias plásticas para impedir que seus corpos envelheçam. O desejo de voltar no tempo para consertar os erros do presente e impedir falhas maiores no futuro começa a se repetir compulsivamente.

Motivada, então, por um avanço acelerado da tecnologia, pela produção de bens de maior durabilidade e pelas ambições temporais e pessoais, a sociedade começa a realizar saltos na sua cronologia natural, às vezes, perdendo estágios importantes, mas diminuindo o curso temporal que deveria seguir.

Conclui-se então que a sociedade passou a minimizar distâncias e intervalos de tempo através de simulações esquematizadas e diagramações eletrônicas, alcançando tempos e lugares, que eram apenas imaginação ou devaneio, em deslocamentos instantâneos. O ideal de futuro deixa de ser algo distante que precisa de anos para acontecer, e se torna um objetivo próximo e breve.

FUTURO DO PASSADO, EM TERMOS DE UMA ANÁLISE DO PANORAMA SÓCIO-CULTURAL CONTEMPORÂNEO
A expressão Futuro do Passado, título do texto de Nelson Brissac Peixoto e Maria Celeste Olalquiaga, nos remete a pensamentos espaço-temporais. Pensamos em passado, presente e futuro. Seria fácil dizer que o futuro do passado é o presente. Mas estaria errado.

Se estudarmos a conjuntura social do passado, teremos desejos e anseios bem diferentes dos nossos, porque as realidades são diferentes e nos permitem outras possibilidades.

Na década de 50, o futuro era a década de 90. Tudo aquilo que se esperava do futuro teria que ser exatamente o que é hoje se pensássemos que o futuro do passado é o presente. Nessa época, o mundo acabava de passar por uma grande guerra e enfrentava as agruras de uma bipolarização. A Guerra Fria levou o mundo a uma corrida armamentista que acabou investindo maciçamente em tecnologia, seja ela bélica ou não. Essa tecnologia pós-guerra levou a um deslumbramento, expressado pelo consumo de massa que eclodiu. Gigantescas estruturas vazadas ou envidraçadas se alastraram pelos subúrbios distantes, formando novos centros urbanizados, ligados por imensas auto-estradas. Os ideais de "quebra de fronteiras" e "imensidão infinita" rodeavam a imaginação dessa sociedade. Mas as possibilidades abertas para o futuro não eram só de progresso. O temor atômico, gerado pela mesma corrida armamentista e pelo exemplo de Hiroshima, também trouxe ideais apocalípticos. Foi criada uma iconografia futurística, capaz de criar futuros prováveis, dentro das possibilidades de um contexto social e internacional.

Nosso presente é caracterizado por uma perda da identidade do futuro. Ao estudar um passado que idealizou um futuro que não ocorreu, a contemporaneidade entra, então, num paradoxo. O hoje se tornou mais importante, por causa do enorme avanço tecnológico. A automação que se esperava na década de 50, ocorrera, e a ideia de tempo e espaço se tornaram conceitos filosóficos. Essa ausência de perspectiva gerou o fenômeno "retrô". O ideal de futuro passou a ser adaptações avançadas dos antigos. Viagens interplanetárias, invasões extraterrestres e criaturas mutacionadas geneticamente ou por acidentes radioativos. Toda e qualquer sensação de futuro é retirada do passado. Mas o avanço tecnológico trouxe também um exagero da artificialidade, que impossibilita qualquer mistura entre ficção e realidade.

O panorama sócio-cultural contemporâneo fica marcado por uma sociedade pós-industrial, que dificulta quaisquer projeções futuras. Constitui seu futuro de imagens do passado. Assim, o significado de Futuro do Passado se esclarece como uma possessão literal, ou seja, nossa sociedade contemporânea toma o passado como esperança e/ou exemplo para o futuro.

O CINEMA PODE SE REVELAR UMA VALIOSA VIA DE DISCUSSÃO DA QUESTÃO PÓS-MODERNA
Apesar de ser uma ficção, ou seja, apenas histórias inventadas, o cinema é capaz de problematizar situações e solucioná-las de diversos meios. Muitas vezes essas situações se assemelham a acontecimentos reais.

Para que um filme fique o mais realista possível, é preciso estudar uma época e retratá-la com mínimos detalhes, seja no cenário ou no método de pensar e agir das personagens. Assim, o cinema se torna um reflexo da sociedade da época e de seus ideais.

No texto Futuro do Passado, os filmes de ficção científica foram utilizados para a realização de uma análise sobre as crenças no futuro da nossa sociedade nas décadas de 50, 60 e 80. Fica claro que a conjuntura internacional e a tecnologia influem no modo de pensar e imaginar como será o futuro.

Na década de 50, uma sociedade pós-guerra, que idealizava um paradoxo entre progresso e degradação, realizava filmes que mostravam uma tecnologia hipotética avançada, invasões extraterrestres e viagens espaciais, expressando o encantamento com a tecnologia real, que avançava junto com a industrialização. A artificialidade dos ambientes cinematográficos conduziu a uma estilização do real, que gerava diversas possibilidades de futuro.

Já na década de 60, essa estilização deixou de ser ficção para se tornar realidade. Inicia-se um processo de desaparecimento do ideais de futuro. Toda aquela automação e mobilidade da década passada se tornaram imagens trazidas do passado, para compor um futuro iconográfico. Os filmes ganharam formas aerodinâmicas e uma eletrônica ampla e simbolizada.

Os anos 80 também foram retratados no cinema. A cultura pós-apocalíptica e nostálgica da época se transformou num retrocesso hiperartificial. A já degradada sociedade e a desumanização fazem parte do cotidiano e são conduzidas às projeções imaginárias de um futuro próximo.

Assim, se o cinema é capaz de retratar a sociedade contemporânea, mostrando personagens, momentos e valores, é capaz de se revelar uma valiosa via de discussão da questão pós-moderna. Uma análise profunda pode dar temas para diversas discussões.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Djavaneando

Em janeiro de 2017 fiquei de contar aqui sobre um projeto que tinha meu ídolo máximo como referência. E acabei esquecendo. Então aí vai... Ano passado lancei o projeto "guarda-chuva" DJAVANEANDO, onde fiz/faço/farei releituras a partir da obra do poeta Djavan.

O primeiro projeto dentro do projeto foi AZUL. Nele eu identifiquei a cor azul nas letras do músico e fiz uma correlação com as cores Pantones do universo gráfico.


O segundo projeto foi o djamor. Todo mundo sabe que Djavan é um mestre nas palavras do coração. Então frases são transformadas em simples imagens para o livre compartilhamento. Esse é um projeto em construção atualizado duas vezes ao ano.


E hoje – Dia do Animais e de São Francisco de Assis – eu lancei o projeto bicho solto. Nele eu mostro como Djavan registra os animais ampliando suas existências.


Sempre que eu puder, vou mergulhar na obra dele. É só amor. #spreadthelove

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Outubro sempre rosa!

Aqui é assim: entrou outubro, ficamos ROSA!

Lembrando... Outubro é o mês mundial da luta contra o câncer de mama. A ideia é chamar a atenção para o diagnóstico precoce do câncer de mama. De acordo com a American Cancer Society, cerca de 1,3 milhão de mulheres no mundo são diagnosticadas com câncer de mama anualmente, e 465 mil morrem por causa da enfermidade. O movimento surgiu em 1997, na Califórnia, quando edifícios públicos e monumentos históricos foram iluminados com luzes rosas. Na Internet, chegou em 2006: vários sites e blogs passara a usar o rosa durante o mês.

E, homens... isso é pra vocês também. Por duas razões: (1) homem também pode ter câncer de mama, e (2) todos vocês tem mães e avós, alguns tem esposas e filhas. Entenderam?

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Ranking MCU

Apesar de não curtir a ideia de categorização, resolvi estabelecer um ranking pessoal dos filmes de MCU. Vou separar por fase e depois um ranking geral:

FASE 1
  1. Os Vingadores
  2. Homem de Ferro
  3. Capitão América: o primeiro vingador
  4. Thor
  5. O Incrível Hulk
  6. Homem de Ferro 2

FASE 2
  1. Guardiões da Galáxia
  2. Capitão América: O soldado invernal
  3. Vingadores: A Era de Ultron
  4. Homem-Formiga
  5. Thor: O mundo sombrio
  6. Homem de Ferro 3

FASE 3
  1. Capitão América: Guerra Civil
  2. Pantera Negra
  3. Guardiões da Galáxia vol. 2
  4. Doutor Estranho
  5. Homem-Aranha: De volta ao lar
  6. Vingadores: Guerra Infinita
  7. Thor Ragnarok
Claro que um ranking geral é totalmente incoerente, visto que existe uma ordem cronológica a seguir. Porém, aqui vai ele de acordo com meus critérios de qualidade cinematográfica, desenvolvimento de personagens, enredo e - óbvio - gosto pessoal.

GERAL
  1. Os Vingadores
  2. Guardiões da Galáxia
  3. Capitão América: O soldado invernal
  4. Capitão América: Guerra Civil
  5. Vingadores: A Era de Ultron
  6. Pantera Negra
  7. Guardiões da Galáxia vol. 2
  8. Homem de Ferro
  9. Capitão América: o primeiro vingador
  10. Doutor Estranho
  11. Homem-Formiga
  12. Thor
  13. Homem-Aranha: De volta ao lar
  14. O Incrível Hulk
  15. Thor: O mundo sombrio
  16. Vingadores: Guerra Infinita
  17. Homem de Ferro 2
  18. Thor Ragnarok
  19. Homem de Ferro 3

Estou me dando conta agora que realmente não fiquei fã do desenvolvimento dado ao Homem de Ferro, apesar dele ser o norte do MCU, enquanto acabei curtindo muito mais o que fizeram com o Capitão América (mesmo quase não sendo filmes do herói e sim de vários – o que mostra minha preferência por filmes coletivos, de equipe). Outro detalhe interessante pra mim é que, mesmo curtindo demais mitologia, os filmes do Thor realmente ficaram aquém do que poderiam entregar.

Vou alterando esse ranking de acordo com os lançamentos da Fase 3, como o segundo filme do Homem-Formiga (que ainda vou resenhar), o vindouro Capitã Marvel e a sequência de Guerra Infinita que deve encerrar o primeiro ciclo do MCU.
PS.: Quem se assustou com o ranking baixo de Guerra Infinita, vá ler a minha resenha.

sábado, 22 de setembro de 2018

E agora?

As poucas pessoas que passam por aqui já devem ter percebido que ando revisitando alguns trabalhos. Então... achei esses dois cartazes que fiz durante uma oficina com os célebres designers Jair de Souza e André Stolarski (RIP) no SENAC, em julho de 2006.

Feito de forma analógica, ou seja, com recorte e colagem.
Cartaz com auxílio de softwares.

Não são perfeitos para o momento? Tanto em relação às vindouras eleições quanto ao mês de prevenção ao suícidio?

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Somos latinos

Em 2010, também participei de um concurso de cartazes de Concurso de Afiches do Encuentro Latinoamericano de Diseño 2010 com o tema "Somos Latinos". Mandei duas imagens mas só a primeira foi publicada na página 110 do Libro de Afiches do evento.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

USA by Designers

Em 2010, rolou um concurso que perguntava "O que os Estados Unidos significam pra você?". Essas foram as imagens que eu mandei:


Claro que o USA by Designers não aprovou, né? 😉

Fera

Jim Lee
ALTER EGO: Henry "Hank" Peter McCoy

NOME ORIGINAL: Beast

EPÍTETOS: "Doutor"

ORIGEM
O envolvimento inoportuno de Norton McCoy num acidente nuclear de circunstâncias indeterminadas resultou numa sobrevivência aparentemente sem sequelas. Já seu filho, Henry, nasceu com imensas extremidades podais com características preênseis.

Na puberdade, Henry demonstrou uma destreza atlética que excedia em muito os padrões estabelecidos, com potência inigualável. Realizou grandes feitos esportivos sem negligenciar suas buscas intelectuais, especializando-se em estudos científicos. Em vez de ser vítima de suas condições físicas, como acontece na maioria das escolas, Hank se superou: tornou-se o astro do time de futebol americano e o primeiro aluno da escola em termos acadêmicos.

Quando uma gangue tentou assaltar a bilheteria de uma das partidas, Hank fez uso de suas proezas atléticas para impedi-la. O triunfo do rapaz foi observado pelo vilão El Conquistador que considerou usar as habilidades de Hank em sua gangue e, para isso, sequestrou os pais do rapaz, obrigando-o a invadir uma instalação do governo para roubar um aparelho que amplificaria sua arma de raios elétricos.

O Professor Xavier já havia estabelecido sua Escola para Jovens Superdotados em Westchester, Nova York. Com ajuda de um computador de rastreamento mutante, Xavier identificou Hank e mandou seus três alunos - Scott (Ciclope), Warren (Anjo) e Robert (Homem de Gelo) - para recrutá-lo. Com ajuda dos três, Hank conseguiu salvar seus pais antes que o vilão morresse sobrecarregado em sua própria arma. No fim, o rapaz acabou conversando com sua família e aceitou estudar na escola de Xavier, tornando-se o Fera.

Depois de muitas aventuras ao lado dos X-Men, Henry deixou o grupo para concluir seu doutorado em Bioquímica. Foi rapidamente contratado pela Corporação Brand para investigar mutações genéticas. Uma de suas muitas descobertas foi um soro capaz de ativar mutações latentes não-ativadas. Quando descobriu criminosos infiltrados, Henry tomou o soro e passou por uma nova mutação: ganhou garras e dentes afiados e pelos cinza escuro por todo o corpo. Perturbado com sua nova aparência, deu um tempo para refletir.

Já conformado e seguro de sua condição, Hank tornou-se uma pessoa bem-humorada e acabou se juntando aos Vingadores ao lado de seu grande amigo Magnum. Após muitas aventuras, Fera se juntou a seus antigos amigos, Anjo e Homem de Gelo, na superequipe Defensores, que quase acabou de forma trágica.

Karl Maddicks, ex-colega de Hank na Corporação Brand, sequestrou o herói para testar uma fórmula que iria restaurar a humanidade de seu filho. Acabou que Hank recuperou sua forma humana e voltou para os X-Men, que passou a se chamar X-Factor para ações mais ativas em esconder mutantes perseguidos pela humanidade. Infelizmente, Hank foi infectado por um mutante chamado Pestilência que lhe transmitiu uma doença degenerativa que diminuía seu intelecto sempre que usava sua força mutante. Já quase retardado, Hank foi atacado novamente por uma mulher chamada Infectia, cujo beijo era capaz de deixar humanos sob seu controle, alterando a estrutura molecular, e acabou recuperando não só seu intelecto, mas sua aparência bestial. De volta aos X-Men, Fera passou a usar muito mais suas capacidades intelectuais.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: Com mãos e pés grandes. Henry possuía uma aparência normal com cabelos castanhos, 1,80m e 161kg de força. Ao tomar um produto químico que amplificou sua mutação original, ganhou pelos azuis por todo o corpo, dentes afiados e orelhas pontudas. Uma mutação secundária induzida pela mutante Sábia fez com que sua aparência ganhasse contornos felinos. E parece que sua mutação contínua em progresso, deixando-o cada vez mais bestial.

PODERES: Atleta desde sempre, Hank é um grande ginasta, acima das proezas olímpicas. Além de seu intelecto acima do genial e de seu phD em Bioquímica e Genética, possui força, agilidade e velocidade sobre-humanas (capaz de levantar quase uma tonelada e saltar cinco metros de altura), olfato e paladar amplificados, e visão noturna. Também ganhou uma glândula que esconde feromônios para atrair um indivíduo. Pode escrever tanto com suas duas mãos quanto com seus dois pés. Possui um fator de cura duas vezes mais rápida do que a de um ser humano normal.

ARMAS E ACESSÓRIOS: Pode aparecer usando alguns aparelhos tecnológicos criados por ele.

FRAQUEZAS:

AFILIAÇÕES: Norton McCoy (pai), Edna McCoy (mãe) e Robert (tio)

GRUPOS: X-Men (atual), X-Factor, Vingadores, Defensores e E.S.P.A.D.A.

CRIAÇÃO: Stan Lee e Jack Kirby, em setembro de 1963
PRIMEIRA APARIÇÃO: X-Men (vol. 1) #1

OUTRAS MÍDIAS:
  • No último filme da trilogia inicial dos X-Men (X-Men: O confronto final, 2006), o Fera foi personificado por Kelsey Grammer. Em 2014, o ator repetiu brevemente o papel em X-Men: Dias de um futuro esquecido. A versão jovem foi interpretada por Nicholas Hoult na nova trilogia X.

CURIOSIDADES:
  • A famosa pelagem azul do Fera não é original. Inicialmente, Hank ganhou pelos acinzentados após tomar o soro. Com o tempo, a cor foi escurecendo para preto. A impressão do preto precisava de tons azuis para dar contorno e sombreado, o que levou o personagem a adquirir - com o tempo - sua cor azul definitiva.
  • Fera já teve uma "aluna": a jovem Patsy Walker tornou-se a Felina e foi treinada por ele.
  • Durante muito tempo, Hank namorou a repórter Trish Tilby. Ela aguentou todas as transformações de homem para fera azul, mas quando ele ficou felinesco, Trish não suportou. Fera chegou a dizer que era homossexual só para facilitar a decisão da repórter.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Ressignificar para não morrer

Pense que os blogs surgiram com a ideia de serem diários online, onde as pessoas compartilhavam suas vidas, pensamentos... bom... já perceberam que isso agora é feito em outro lugar, né? As redes sociais mudaram (reduziram) a forma de comunicação via web... os blogs passaram para 140 caracteres em tweets e agora são imagens no Instagram. Ninguém mais tem tempo (ou vontade) para ler um texto na internet que não seja algo informacional e necessário (ou fofoca, é claro).

Só que eu também não tenho mais tempo de escrever um texto significativo para internet. Ainda mais para uma internet que parece exigir interação em um espaço de relacionamento quase nulo. Quem lê o que escrevo? Vira esquizofrenia ou egocentrismo...

Dessa forma, preciso ressignificar esse espaço agora que já tem 10 anos "no ar". Tem muita informação bacana que consegui colocar aqui, porém, já estão datadas e isso é a morte na web. Coisa velha não dura. Vivemos a Era do Agora (ou de coisas antigas que voltam pra assombrar sem ninguém se ligar na data). Aos poucos, então, farei uma limpa, uma atualizada. Avisarei das coisas bacanas que já foram escritas numa tentativa de otimizar e - como eu já disse - ressignificar isso aqui.

Vamos ver o quanto dura.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Mulher-Maravilha

George Pérez
ALTER EGO: Diana

NOME ORIGINAL: Wonder Woman

OUTROS NOMES: Agente especial Diana Prince, Suprema (nome original), Super Mulher (tradução brasileira errada) e Miss América (tradução brasileira errada).

EPÍTETOS: "Primeira heroína da DC Comics", "A princesa do poder" e "Princesa Amazona"

ORIGEM
(Versão Original) Muitos anos atrás, uma jovem piloto de testes norte-americana chamada Diana Trevor caiu em uma Themyscira (também chamada de Ilha Paraíso), uma ilha remota que é o lar da raça guerreira conhecida como Amazonas. Algum tempo depois, quando um monstro chamado Cottus ameaçou a ilha, Diana usou o que havia restado das armas de seu avião para proteger as novas amigas e acabou dando sua vida por elas. Hipólita, a rainha das Amazonas, nunca se esqueceu do sacrifício da piloto, lembrando-se para sempre do nome dela.

Hipólita ansiava por uma filha e, seguido as tradições de seu povo, modelou a forma de um bebê a partir do barro. Dotada de poderes concedidos pelos deuses por meio de orações, a estátua ganhou vida na forma de uma criancinha. Feliz, Hipólita chamou-a de Diana em homenagem à deusa e à piloto que salvara Themyscira anos antes.

A rainha supervisionou o ensino e a criação da filha, auxiliada por muitas de suas irmãs amazonas. Todas queriam fazer parte da criação da princesa, a primeira criança gerada na ilha. Elas ensinaram não só a cultura, como também seus segredos de combate. Embora fosse muito protetora, Hipólita queria que um dia Diana estivesse preparada para encarar o mundo que a cercava com a força e a graça das Amazonas.

Ares, o deus grego da guerra, tentava conquistar a humanidade regularmente, e empreendia outros atos de agressão contra a raça de guerreiras. Para proteger e defender os humanos, Hipólita conclamou uma nova campeã. Esta escolhida deveria ser a primeira frente de defesa contra Ares e seus filhos, e vestir um uniforme inspirado nas marcas da antiga aeronave de Diana Trevor. Disposta a proteger sua filha de ser ferida, a rainha proibiu a jovem de participar da disputa que apontaria a campeã. Diana, então, se disfarçou e venceu o torneio com facilidade, tornando-se a Campeã das Amazonas. Forçada a aceitar a decisão da filha, Hipólita presenteou-a com os Braceletes Prateados e o Laço Dourado da Verdade para sua proteção. Com tais posses, Diana virou a Mulher-Maravilha

*****
(Renascimento por Pérez) As amazonas eram reencarnações de mulheres assassinadas na pré-história, a benção dada pelos deuses para que isso fosse possível, não serviu ao propósito esperado mas, ainda assim, elas tiveram mais uma chance. Do barro Hipólita moldou a sua filha, a filha que estava em seu ventre quando fora assassinada na Idade Média. Assim, os deuses permitiram que a última alma levada pudesse ter a sua vida e a abençoaram a tornando mais poderosa ao que costumava ser.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: Basicamente, a Mulher-Maravilha é uma mulher caucasiana de cabelos pretos longos (os quais já foram cacheados e lisos), usando uma tiara dourada com uma estrela, um traje que combina bustiê vermelho com uma águia dourada como símbolo (sendo substituída por um duplo "W" nos anos 1980 até então), short azul com estrelas brancas e botas de cano longo vermelhas. Depois da guerra civil em que sua mãe foi deposta do trono das Amazonas, a Mulher-Maravilha deixou de usar a tiara.

PODERES: Diana foi treinada para controlar o uso de seus poderes por Hipólita e a general amazona Phillipus. É dito que ela tem a força de Hércules, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e a velocidade de Hermes. Entre várias habilidades, podemos citar:
  • Força física sobre-humana, sendo considerada a personagem feminina mais forte das HQs.
  • Invulnerabilidade corporal sobre-humana, sendo dotada de uma altíssima resistência a ataques tanto físicos como mágicos. Sua tolerância à dor, também, foi adquirida graças aos intensos treinamentos como amazona. Ela também possui um regeneração curativa espontânea que gera dúvidas sobre imortalidade e retardo do envelhecimento.
  • Capacidade de voo (no início, ela só planava), podendo, atualmente, atingir velocidade supersônica.
  • Velocidade sobre-humana, que também amplifica sua agilidade e seus reflexos.
  • Audição sobre-humanas
  • Ela pode se comunicar com muitas espécies de animais, e sua simples presença, por vezes, traz calma empática para as mais ferozes criaturas.
  • Imunidade à Ilusões e Controles Mentais.
  • É um omni-linguista: capaz de falar todas as línguas existentes
  • Também é treinada em todas as habilidades de luta armada e desarmada da antiga Grécia, tornando-se uma exímia estrategista e mestre em combate corpo-a-corpo. Possui extensa habilidade com armas de combate e conhecimentos de aviação.

ARMAS E ACESSÓRIOS
São dois os principais acessórios da Mulher-Maravilha: o Laço Dourado da Verdade e os Braceletes Pateados. Seu famoso laço faz bem mais do que laçar e segurar ladrões em fuga. Feito de pequenos elos de corrente, o laço foi forjado a partir do cinturão de Gaia e presenteado a Diana pela deusa Héstia. Virtualmente indestrutível e de comprimento ilimitado, a maioria daqueles que são atados por ele – deuses ou mortais – são compelidos a falar a verdade. Poucos conseguem resistir ao seu controle. Em histórias posteriores, foi explicado que este laço é um símbolo da verdade em nosso mundo, cabendo à heroína, portanto, o papel de guardiã da verdade.

Os braceletes são uma lembrança simbólica da escravidão que seu povo sofreu no passado, algo que elas jamais permitirão que ocorra novamente. Os que são utilizados por Diana foram forjados a partir do Escudo de Zeus e, por essa razão, são indestrutíveis.

Diana também utiliza uma tiara com bordas cortantes que pode ser lançada como um bumerangue. Além disso tem acesso ao arsenal das Amazonas, que consiste em machados, espadas, escudos e numa belíssima armadura de guerra inspirada numa águia.

Por um determinado tempo, Diana usou um avião invisível para se locomover por grandes distâncias. No início, a Mulher-Maravilha possuía um avião invisível feito do metal fictício Amazonium (pois ela não voava). Aos poucos foi sendo retirado das histórias, mas seu uso destacado na TV, fez com que ele fosse reutilizado. Com a versão da Mulher-Maravilha de George Pérez, foi estabelecido que ela pode voar com seus próprios poderes e o avião foi descartado. Recentemente, o avião foi reintegrado a cronologia, sendo um dote da raça dos aliens lansiranianos.

FRAQUEZAS:

AFILIAÇÕES: Rainha Hipólita (mãe)

GRUPOS: Liga da Justiça, Sociedade da Justiça, Departamento de Meta-Humanos e Amazonas

CRIAÇÃO: William Moulton Marston (sob o pseudônimo Charles Moulton), em 1941, possivelmente inspirado por sua mulher, Elizabeth, e sua amante, Olive.
PRIMEIRA APARIÇÃO: All Star Comics #8 (1941)

OUTRAS MÍDIAS:
  • A primeira tentativa de produzir um programa de TV sobre a heroína foi em 1967, com o curta-metragem Wonder Woman: Who's afraid of Diana Prince?, protagonizado por Ellie Walker. Apesar do tom cômico, o uniforme era bem fiel aos quadrinhos da época.
  • Em 1974, foi produzido pela ABC o telefilme Wonder Woman para testar a audiência para uma série. A ex-tenista, Cathy Lee Crosby ficou com o papel, mas a série não vingou por divergências com os quadrinhos.
  • De 1975 a 1979, Lynda Carter foi a heroína na série de TV Wonder Woman, da CBS, por três temporadas e 59 episódios. A identidade de Diana Pince saiu da TV para os quadrinhos. O icônico giro de transformação foi sugestão de Lynda pela dificuldade de efeitos especiais.
  • Adrianne Palicki gravou um piloto para uma nova série de TV em 2011, mas não foi aprovado.
  • Em 2009, a DC lançou a animação "Mulher-Maravilha", mas, na década de 1970, a personagem era recorrente na animação seriada Superfriends (Superamigos, no Brasil).
  • Em 2007, tentaram fazer um filme, mas o roteiro nunca foi aprovado. Em 2016, a heroína apareceu no filme Batman vs. Superman: Dawn of Justice, sendo encarnada pela modelo Miss Israel 2004 Gal Gadot. Em junho de 2017, a atriz protagonizou o primeiro filme de uma super-heroína de quadrinhos e estabeleceu recordes de bilheteria. Em dezembro, participou do filme da Justice League.
  • Também em 2017 foi lançado o filme Professor Marston & The Wonder Women contando a história da criação da heroína. Luke Evans é William Marston, Rebecca Hall é Elizabeth e Bella Heathcote é Olive Byrne.

CURIOSIDADES:
  • William Marston era um psicólogo envolvido com os ideais do feminismo. Junto com sua esposa Elizabeth, criou um protótipo do polígrafo (detector de mentiras), mas não foi patenteado. O laço da verdade é uma alusão ao polígrafo.
  • Apesar de ser um dos maiores ícones pop do sexo feminino, a Mulher-Maravilha sofre constantemente questionamentos por suas atitudes e, principalmente, por sua vestimenta. Na década de 30, teve revistas queimadas e críticas relacionadas à perversão, lesbianismo, tortura e sadomasoquismo (entenda um pouco aqui) de suas histórias.
  • Faz parte da Trindade da DC Comics, equilibrando Superman e Batman.
  • Por um período, Diana foi substituída pela amazona Ártemis. Seus acessórios eram os braceletes de Atlas e as sandálias de Hermes para simular os poderes da Mulher-Maravilha. Ela empunhava o arco e flecha.
  • Seus braceletes são feitos de amazonium, material tido como indestrutível. Ainda assim, os acessórios foram destroçados pelo Superman. Na série de TV, os braceletes eram feitos de feminium.
  • Peter Marston, filho de William, montou o Museu da Mulher-Maravilha em sua casa, em Connecticut (EUA).
  • Dia 26 de outubro é o Dia da Mulher-Maravilha em Portland (Oregon, EUA) e Fleming (New Jersey, EUA). Trata-se de um evento criado pela escritora Andy Mangels para arrecadar fundos para ações contra a violência doméstica.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Menos um...

É... tô ficando velho e não tô dando mais conta de um monte de blog, freelancer e projeto pessoal ao mesmo tempo. O primeiro blog a sair (parcialmente) de cena foi o H+Min+Sec. Disse parcialmente porque ele continua lá com as antigas postagens e, de vez em quando, eu atualizo algumas informações. Porém, ele está de vento em popa no Facebook com compartilhamento de postagens do blog e novidades de várias marcas de relógio nacionais e internacionais.

Agora quem sai de cena é o Superpersonagens, que, na verdade, nunca engrenou. A ideia era fazer uma enciclopedia virtual dos super-heróis da Marvel e da DC de forma mais simples para que todo mundo pudesse entender o mínimo sobre os personagens. No fundo, no fundo... eu não queria parar, mas realmente não dá. Para não perder o que foi feito, vou aos poucos transferindo o que tinha lá para cá. Caso eu decida continuar, será por aqui.

Aos seguidores do Mito+Graphos, tranquilizem-se: esse não sairá do ar NUNCA! Esse é xodó. Vai devagar e sempre! Tem Facebook também!

E, assim, sigo o lema deste blog... deixo fluir as energias. 😉

domingo, 15 de julho de 2018

COPA 2018: Allez les bleus!


No primeiro tempo, só deu Croácia. A França parecia meio acuada (ou em estratégia de cansar o já cansado adversário) e não conseguia armar suas jogadas frente aos croatas famintos. Acontece que essa mesma fome, deu a vitória parcial aos franceses, considerando que, o primeiro gol foi contra, o segundo foi um golaço e o terceiro foi um pênalti de vídeo.

No segundo tempo, a França acordou e fez logo dois gols pra colocar a mão na taça. Até que o bom goleiro Lloris resolveu colocar os croatas de volta ao jogo com um erro de soberba. Aliás... quanto erro bobo numa final! É gol contra, mão na área, goleiro tentando driblar e tomando gol... Seria nervosismo? Ou um questionamento sobre a real qualidade dessa Copa? Mesmo se tirássemos esses erros, a França levava o bicampeonato por 2 a 1.

À Croácia fica a excelente campanha, a raça, a vontade, o controle, o incrível preparo físico e a presença das mulheres em papéis políticos não só no futebol mas como uma presidente digna que não gasta dinheiro público. Enquanto a França, além da Copa, mostrou para o mundo um futebol eficiente e IMIGRANTE.


Muito foi ensinado nessa copa... que não há favorito, que não há fronteiras, que o futebol é mais do que um monte de homem correndo atrás de um bola. Vamos ver como será no Qatar... uma Copa com muito mais problema político internacional e que deverá ser no fim do ano por conta do clima. Ao Brasil (que deve ter ficado em 6º por pontuação), resta iniciar o novo ciclo de quatro anos, revendo sua atitude dentro e fora de campo.

sábado, 14 de julho de 2018

COPA 2018: Merecido.

Venhamos e convenhamos: a disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo é um jogo desnecessário. Era melhor definir as posições por pontos ao invés de fazer um jogo caça-níqueis onde a maior parte dos jogadores não quer se machucar porque estão próximos ao início de suas temporadas nos clubes.

Dito isto...


A Inglaterra veio com um time misto com o objetivo de colocar todos os jogadores da delegação para participar do evento. Kane queria a artilharia (e deixar de ser um engodo), mas os ingleses ficaram sem a maioria de suas estratégias: só sobraram os zagueiros. Já a Bélgica não quis saber: seu objetivo era fazer a melhor campanha da história e merecidamente levaram o bronze. Os belgas, na verdade, merceiam mesmo era ter chegado à final, mas os cruzamentos não permitiram. O futebol que eles jogaram foi - talvez - o mais bonito de toda a competição. Devem fechar como a seleção de melhor ataque e saldo de gols.

Vale dizer que o ex-jogador francês Thierry Henry fez parte da delegação belga. Uma de suas funções era levar a motivação e a vontade de ser campeão. Foi assim que a Bélgica entrou nessa disputa de terceiro lugar. No fim, Henry abraçou todos os jogadores com um largo sorriso no rosto, parabenizando-os pela importante conquista histórica! Campeões.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

COPA 2018: Incansáveis!


Dois jogos decisivos com empate, prorrogação e penalidades cansaram a Croácia. Era possível ver seus jogadores pesados em campo. E tomando um gol de falta da Inglaterra aos 5 minutos do primeiro tempo, fez os croatas correrem atrás do resultado, esbarrando na eficiente marcação inglesa. Isso ficou tão visível que os próprios ingleses reduziram o ritmo e pareciam levar o jogo em banho maria. Mas só bastou um intervalo de 15 minutos para a Croácia voltar com tudo. Chegaram ao empate e passaram a pressionar. Resultado: mais uma prorrogação e a Croácia jogou um jogo a mais do que todo mundo! Fez diferença isso? NÃO! Os croatas partiram pra virada, deixando os ingleses sem meio de campo, bem mais cansados do que eles e completamente atônitos! Não há bolão vencedor nesta copa!

França e Croácia revivem a semifinal de 20 anos atrás quando a França levou seu primeiro campeonato mundial. A chance de levar o segundo é absurda porque é franca favorita. O problema é que não dá pra duvidar de nada que venha desses incansáveis guerreiros croatas! Para Bélgica e Inglaterra só resta um jogo pelo terceiro lugar que todo mundo espera que seja mais animado do que o jogo de classificados da primeira fase entre essas duas seleções.
PS.: Mick Jagger disse que não estava torcendo pra ninguém, mas hoje postou a favor da Inglaterra!

terça-feira, 10 de julho de 2018

COPA 2018: Por um lance

Eu disse que ia ser um dos (ou O) jogo da Copa.


A primeira falta foi aos 16 minutos! Jogo na bola! A Bélgica dominou o primeiro tempo de forma aguda e parou em Lloris, mas a França também mostrou suas garras e fez Cortouis trabalhar. No intervalo, os franceses consertaram o posicionamento e entraram de outra forma (acordaram o Mbappé), se fecharam e conseguindo um gol em bola parada. Qualquer um que vencesse estaria bom e os franceses eram até favoritos, mas, por merecimento, os belgas deveriam levar pelo futebol, pela campanha e pela geração. Mas o futebol precisa de gols e a pontaria não estava boa hoje.

Agora é partir pro bicampeonato.

sábado, 7 de julho de 2018

COPA 2018: Só pode haver um


A superioridade inglesa era óbvia e foi notória. Ao analisarmos o percurso da Suécia até aqui, só poderíamos imaginar que os suecos levariam essa se algo ajudasse. Veja: na primeira fase, ganharam da Coréia com um pênalti de vídeo, perderam da Alemanha e só ganharam de um México já classificado porque teve um gol contra que desnorteou os mexicanos; e, nas oitavas, só ganhou da Suíça porque o chute sueco desviou no zagueiro suíço. Já o conjunto da Inglaterra não foi muito testado durante a primeira fase, mas mostrou uma consistência estratégica de marcação, bom goleiro, contra ataques rápidos e um atacante fatal (entendeu, Brasil?). Aliás, são tão parecidos com a Bélgica (que ganharam dos ingleses na primeira fase por 1 gol somente) que não me supreenderia se houvesse um reencontro na final.


A ex-União Soviética e a ex-Iugoslávia fizeram uma das maiores peladas dessa Copa. Apresentaram um futebol que não se esperaria em uma quartas-de-final. A Croácia sempre foi melhor e favorita, chegando a apresentar um futebol melhor em alguns momentos. A Rússia sempre foi a franco atiradora que jogava com o coração de anfitriã, sendo dessa forma que chegou ao empate na prorrogação. Ambas já haviam passado por penalidades nas oitavas, então mostraram um futebol mais cansado e cansativo. Mas vale dizer que os russos fizeram uma participação incrível com Cheryshev marcando três gols belíssimos e a eliminação da Espanha. A classificação croata era esperada, mas sua continuidade dependerá de descanso e de seus talentos assumirem a responsabilidade.

Inglaterra vs. Croácia é o caminho mais difícil para os ingleses após a saída dos espanhóis. A diferença do que vem sendo apresentado pelos dois lados do chaveamento nessa copa, me faz dizer que a saída do Brasil foi um erro de planejamento ao não ter se permitido passar em segundo lugar no grupo.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

COPA 2018: Supremacia do amadurecimento europeu


No primeiro tempo, o jogo foi dividido em três partes: um terço de bom jogo, aberto e disputado com as duas equipes reconhecendo o terreno; outro terço, chato, mais pegado e nervoso; e o terço final com a França assumindo sua postura dominante no jogo. O segundo tempo foi um mistura dos dois terços finais anteriores, com um Uruguai nervoso e uma França mandando. É muito ruim quando um frango (ou um desvio como no jogo entre Suécia e Suíça) decide o jogo... sim, já estava 1 a 0 para os franceses, mas quebra o ritmo, o clima.. entra o fator pena, o desespero. Uruguai chegou às quartas sem ser derrotado, com apenas um gol sofrido e apenas um cartão amarelo. Ver seu jogador chorando com a bola rolando foi de cortar o coração. No entanto, os franceses mereceram por toda a campanha e bom futebol (grandes chances de ser campeã).



Hazard fez o que Neymar não fez (driblou com eficiência e ganhou todas de seu marcador). Cortouis fez o que Alisson não fez (defesas confiantes). De Bruyne fez o que Philippe Coutinho não fez (levou o time pra frente). Lukaku fez o que Gabriel Jesus não fez (segurou a zaga por imposição de qualidade). Fernandinho fez o que Casemiro não fez (um gol contra que tão ruim quanto um frango). A Bélgica foi eficiente na marcação e fatal no contra ataque, enquanto o Brasil foi perdendo chances de forma quase desordenada (não temos jogada de linha de fundo, todos os jogadores centralizam). Não jogamos mal, mas emocionalmente...

E assim caem os dois sulamericanos, mostrando a supremacia europeia que já falei antes: só sobrou seleção da Europa. É mais do que dinheiro e jogadores de qualidade. É um amadurecimento emocional que passa MUITO longe deste continente. Talento, raça e coração não vencem mais.

A semifinal entre França e Bélgica deverá ser o grande jogo desta Copa. Talvez maior do que a final. Melhores jogadores, melhores esquemas táticos... Mas as (bem) pequenas falhas na defesa que os belgas apresentam podem ser aproveitados pelos franceses.

terça-feira, 3 de julho de 2018

COPA 2018: Disputa nos limites


Suécia e Suíça fizeram uma oitava de final improvável, porém bem interessante. Duas escolas de marcação forte, tendo que mostrar suas habilidades de ataque em um jogo bacana e equilibrado. Só um pezinho mesmo poderia desviar o placar para qualquer um dos lados. A vitória sueca é bem significativa: deixa o ídolo Ibrahimovic meio calado ao colocar novamente a seleção nas quartas com um futebol estratégico e jogadores com algumas qualidades.


Catimba e cera. Duas coisas que eu detesto no futebol, mas foi o que mais teve no jogo elétrico entre Colômbia e Inglaterra. Os ingleses foram melhores contra os colombianos, que jogaram de forma desordenada, buscando o tempo todo desconcentrar agressivamente o jogo. O empate no último minuto do tempo regulamentar acabou sendo o correto por raça e determinação. O juiz quase se perdeu num jogo que ninguém foi exatamente merecedor. Na prorrogação, a Colômbia veio melhor porque a Inglaterra sentiu o golpe do gol de empate nos acréscimos. Só que nos pênaltis...

Bom, agora é Suécia vs. Inglaterra nas quartas de uma Copa que mostra uma supremacia europeia. Entendam: dos oito times que seguem, seis são europeus e dois são sulamericanos. E o chaveamento faz com que só exista a possibilidade de um sulamericano chegar a final contra um europeu garantido. Além disso, das oito que seguem quatro seleções já foram campeãs, sendo que três delas disputam uma única vaga na final. As surpresas tem vindo nos últimos minutos, então, aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

COPA 2018: Evolução e involução


Já venho falando que jogar contra o México é sempre difícil, mas parece que todos os narradores e comentaristas acharam que ia ser fácil. Talvez por causa do 3 a 0 para Suécia (esquecendo que eles venceram os alemães na estreia), mas é muita ingenuidade da nossa imprensa ficar dizendo que os mexicanos fizeram esse jogo ficar duro. Eles SEMPRE fizeram isso. Ao adiantar a marcação, eles mostraram o quanto nossos jogadores são previsíveis e deixou bem claro que ignora o nosso pífio atacante (nem vem com o papo de importância tática). Acontece que o William resolveu jogar tudo que não jogou na primeira fase, inclusive, melhor do que o Philippe Coutinho. Acho até que isso desnorteou os mexicanos que acabaram se preocupando com o lado esquerdo, enquanto William fazia um salseiro do lado direito. A defesa do Brasil teve bastante dificuldade de sair com a bola, mas ficou bem fechada e Alisson quase não trabalhou. Sim, houve uma evolução e esperemos que assim continue.


A certeza da vitória belga foi bem diferente do que se imaginava. Apresentando um jogo burocrático (como os alemães) e sem objetividade (como os espanhóis), a Bélgica mostrou todas as suas deficiências na hora errada. O Japão veio com a estratégia bem semelhante à da Rússia (e do México) de marcação em cima e contra ataque veloz, abrindo a defesa belga e assustando a "geração de ouro", que se perdeu em sua soberba. A diferença se fez no condicionamento físico e na experiência internacional, com uma virada no ÚLTIMO LANCE de jogo.

Olha... Brasil vs. Bélgica era as quartas que se esperava como parte do caminho difícil ao hexa. Porém... como a comissão técnica do Brasil é bem informada, todas as falhas que a Bélgica (melhor seleção em pontos e gols) apresentou hoje serão estudadas e exploradas. Jogo é jogo, mas depois desse contra os japoneses, acho que o jogo contra o México foi mais difícil. Veremos.

domingo, 1 de julho de 2018

COPA 2018: Equilíbrio para penalidades


A Rússia chegou à essa Copa somente como a anfitriã que iria passar da primeira fase com dificuldade. A Espanha sempre favorita depois da campanha vencedora de 2010 e o futebol refinado de seus jogadores. E daí? Futebol é futebol, meus amigos. Num jogo de ataque contra defesa, não adianta dominar sem objetividade: somente os russos fizeram gols nos mais de 120 minutos de jogo (o gol espanhol foi contra e o goleiro russo fez somente 1 defesa). Com uma ideologia de jogo bem amarrada e seus jogadores dando a alma como franco atiradores, a Rússia entrou pra fazer história. E fez. Não há bolão que aguente!


Mais um jogo com prorrogação. Dessa vez sem um dominante, mas com duas estratégias que se anularam e gols meio que sem querer. O jogo teve uma intensidade menor, porém lances mais interessantes da Croácia. A Dinamarca fez um jogo pra segurar ímpetos e condicionamento físico em contra ataques pontuais. O goleiro Schmeichel bem que tentou, mas são nesses momentos que vimos as diferenças de qualidade (e atitude) entre as duas seleções.

Rússia vs, Croácia será uma quarta de final bem improvável e nada previsível. Tecnicamente a Croácia é superior, mas a Rússia tirou a Espanha e vem com uma confiança insuperável.

sábado, 30 de junho de 2018

COPA 2018: Coletivos versus Indivíduos

Começaram as oitavas e duas coisas são importantes: (1) todas as seleções vão jogar mais abertas porque só importa a vitória; e (2) os cartões farão diferença para as quartas e haverá mudanças.

Dito isso...


Que jogo! A confusa Argentina veio pra jogar de igual para igual com a toda poderosa França, mas Mbappé DESTRUIU o jogo. Os argentinos contavam apenas com talentos individuais que estavam nervosos, ansiosos e ainda foram bem marcados por uma organização coletiva francesa que deve levá-la às cabeças. Foi também um jogo de gerações: um velha Argentina que deve/precisa começar uma renovação técnica (tchau Messi) contra uma França que vem fazendo a passagem dentro e fora de campo.


Outro bom jogo onde o coletivo se mostrou superior às individualidades. Longe de Portugal ser bagunçado como os argentinos, mas é visível sua dependência de Cristiano Ronaldo. Mesmo com bons jogadores como Quaresma e William Carvalho, os portugueses dominaram grande parte do jogo, porém, não conseguiram encontrar uma brecha na excelente marcação uruguaia. E essa foi a proposta do Uruguai: fechar perfeitamente a defesa e qualquer ação mais perigosa de CR7 (será que deu tchau?), partindo para o contra ataque com a força de Suarez e Cavani, que foi o personagem desse jogo com dois golaços.

Agora é França vs. Uruguai, dois bons coletivos sendo um mais ofensivo e outro mais defensivo. Acho os franceses superiores como um todo, mas precisam se precaver dos contra ataques uruguaios (Cavani precisa se recuperar).

quinta-feira, 28 de junho de 2018

COPA 2018: Critérios estratégicos


Times reservas para Inglaterra e Bélgica. O jogo de compadres só ficou bom enquanto esses reservas estiveram com vontade de mostrar serviço... o que durou 30 minutos. Quando os belgas chegaram ao gol - porque jogaram melhor -, os ingleses tentaram mais. No entanto, ficou claro o ritmo mais lento e descompromissado. No outro jogo, Tunísia e Panamá querendo uma despedida honrosa. Os tunisianos são melhores, mas estavam abatidos com o número de lesões e os resultados negativos. Já os panamenhos estavam com a corda toda depois de terem feito o primeiro gol em Copas e vieram para a primeira vitória. Venceu a habilidade.


Não pude ver os jogos da manhã, pois estava trabalhando, mas soube que foram emoções até os últimos minutos, com o Japão perdendo da Polônia, mas avançando na competição por causa do número de cartões como critério de desempate com Senegal, que perdeu da classificada Colômbia. Sinceramente acho que cartões não deveriam ser critério de desempate, pois são uma medida disciplinar e não técnica... mas é isso. O problema é que tanto Japão quanto Senegal ficaram de olho no placar e deixaram de jogar por causa disso. Azar dos senegaleses que não conseguiram recuperar a tempo.

Esses dois grupos se cruzam: Bélgica encara o Japão, num jogo que deve ser muito tranquilo para os diabos vermelhos (se eu fosse belga, já estaria preocupado com as quartas, vide abaixo); e os ingleses encaram um jogo bem difícil com os colombianos, sem qualquer previsão.

Agora com todas as oitavas definidas, vale dizer que o chaveamento do lado do Brasil é muito, mas MUITO mais difícil do que o da Espanha. Compare:
  • No lado do Brasil, pegamos agora o México. Se passarmos, teremos certamente a Bélgica nas quartas. Na semi, pode ter Uruguai, Portugal, França ou Argentina!
  • No lado da Espanha tem: Rússia, Croácia, Dinamarca, Suécia, Suíça, Inglaterra e Colômbia.
Com isso, caso Espanha e Inglaterra saiam no meio do caminho, teremos uma final com pelo menos uma seleção que nunca venceu uma Copa do Mundo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

COPA 2018: Aos trancos e barrancos

Aos trancos e barrancos conseguimos a primeira vaga no grupo. Com um futebol bem mediano e previsível, o Brasil conseguiu vencer a boa Sérvia e eliminá-la. Não foi fácil porque os sérvios mantiveram sua marcação adiantada e, cientes de nossas principais jogadas, deixaram os brasileiros em constante pressão.

É claro que a saída de um jogador como o Marcelo é prejudicial, mas Felipe Luís é um bom jogador que pode trazer mais consistência à defesa brasileira, liberando espaço para o meio de campo atuar. Pelo menos pelo lado esquerdo, porque pelo lado direito temos que testar ou o Fred ou o Taison, porque o William errou 90% do que tentou no primeiro tempo! Não sei se o Renato Augusto tem a condição de assumir essa posição porque ele é reserva do craque Philippe Coutinho, que mais uma vez foi responsável por um gol, dessa vez, como assistente. No segundo tempo, com um Gabriel Jesus nulo e um meio de campo morno, demos espaço pra Sérvia chegar e o jogo endureceu. A saída de Paulinho para a entrada de Fernandinho deu um pouco mais de consistência à Seleção e chegamos ao segundo gol que derrubou os sérvios.

No outro jogo, a Costa Rica não veio pra ser saco de pancada e fez jogo duro contra a Suíça. O bom Campbell (que infelizmente começou como reserva na competição por condicionamento físico) abriu as brechas no ferrolho e o empate foi bem merecido. Na verdade, os costarriquenhos mereciam a vitória, pois foram mais agudos e interessados.


Que vergonha... com um futebol medíocre desde o início da competição, a Alemanha foi derrotada e eliminada (ficou em ÚLTIMO no grupo) pela Coréia do Sul em um jogo que não mostrou brio ou vontade (algo que falei que já estava faltando). Nem os titulares estavam presentes o tempo todo! Somente quando o bicho começou a pegar é que a pressão aumentou. Enquanto isso, os coreanos entraram com a estratégia do contra ataque bem definida e levaram os pontos.

No jogo quente entre México e Suécia, os suecos surpreenderam. Mais organizados e determinados chegaram a uma vitória significativa contra os mexicanos nervosos, assustados e perdidos após os gols. Mas o jogo foi bom, lá e cá. O México mostrou suas fragilidades e a Suécia mostrou suas forças para as oitavas.

Com isso, temos o México pela frente... ai ai... Uma das seleções americanas mais difíceis independente da competição. Estão jogando muito bem e, mesmo tendo perdido a última partida, acho que virá pra derrubar outro campeão Mundial. Confesso que eu preferia pegar a Suécia. Temos história positiva contra eles em 1994 e acho que nosso futebol sairia em vantagem. Mas eles agora pegarão a Suíça, num jogo que deve ser pegado e totalmente imprevisível. Como o nosso.
Ainda sobre Alemanha... aguardem, porque, depois de uma queda, eles costumam vir melhores.

terça-feira, 26 de junho de 2018

COPA 2018: Tá frio, tá quente!


Tinha esquecido que a Austrália ainda tinha chances de classificação e acabei dando mais atenção para o sonolento jogo entre França e Dinamarca. Sobre esse jogo, só vale dizer que a seleção francesa mostrou um pouco mais de disposição, mesmo com uma equipe mexida, porque os dinamarqueses, ao saberem do segundo gol peruano, literalmente pararam de jogar e a torcida começou a vaiar o primeiro empate sem gols da Copa. Enquanto isso, o Peru entrou com brio, querendo mostrar que podia ter feito mais e, mesmo desclassificados, dominaram as ações do jogo e os australianos pouco fizeram para virar e conseguir a vaga.



Não dá pra só cercar uma seleção como a Argentina. Não dá pra duvidar de uma seleção desorganizada se for a Argentina com Messi. A Nigéria fez um excelente jogo, mas não matou quando tinha que matar. Achou que fosse só capaz de controlar e acabou derrotada. No outro jogo, a Islândia mostrou que atingiu suas limitações quando fez pouco frente aos reservas da Croácia.

E, por mais incrível que pareça, os dois grupos fecharam mais ou menos como esperado: as duas europeias no C e Argentina e Croácia no D. O "mais ou menos" fica por conta do drama argentino que quebrou as apostas ao fazer a seleção passar na segunda vaga com sofrimento. E agora... França e Argentina nas oitavas! Sei que agora é outro campeonato e os argentinos se reuniram, mas vencer os franceses vai precisar de muito mais! A outra oitava tem Croácia e Dinamarca, com os croatas levando vantagem no talento.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

COPA 2018: Resultados esperados


A decisão do grupo A terminou como o esperado. A Rússia mostrou toda sua fragilidade contra um Uruguai em crescimento e perdeu a partida, ficando em segundo no grupo (e trazendo novamente a desconfiança pré-Copa). Enquanto isso, Arábia Saudita e Egito iam morrendo abraçados num bom empate, quando os árabes fizeram um gol nos acréscimos... aliás, algo bem frequente nessa Copa. A decepção egípcia fica por conta do próprio Sallah que perdeu um gol na cara do gol e iludiu o mundo. Vale registrar a história do goleiro egípcio El-Hadary, tornando-se o jogador mais velho em uma Copa (45 anos) com uma belíssima defesa de pênalti.


Já no grupo B, Portugal e Irã era o jogo principal, mas teve a Espanha fazendo bobagem contra Marrocos e deixando os dois jogos animados. Nunca teve tanto VAR!!! Teve dois pênaltis de VAR, um que o CR7 perdeu e outro que empatou o jogo e colocou o Irã de volta ao jogo... Teve marroquino botando bola na trave num jogo chato de domínio espanhol, mas empatado com gol de letra e VAR... No fim o resultado esperado: as seleções ibéricas passaram. Precisa ser dito que Irã e Marrocos saem da Copa de cabeça erguida. Fizeram jogos ótimos botando fogo no grupo.

Definidas as primeiras oitavas de final: o Uruguai pega Portugal, enquanto a Espanha pega a Rússia. A disputa do B era mais importante porque todos queriam fugir do Uruguai e pegar a irregular Rússia. Com isso, a Espanha ganha uma vantagem para chegar nas quartas, porém... precisa tomar cuidado porque anda vacilando bastante. Agora... Uruguai e Portugal vai ser um jogaço com qualquer resultado possível!