segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Marca de futebol

Este ano é de futebol. Os campeonatos regionais brasileiros já começaram e os internacionais estão no meio da temporada. A Copa Africana de Nações já está na reta final. E, no meio do ano, teremos a Copa do Mundo na África do Sul.

Normalmente no fim de cada ano, fazem inúmeras listas dos maiores e mais ricos times do mundo, sendo que os ingleses e espanhóis costumam liderar essas pesquisas. Até porque o investimento em publicidade e design é muito maior. Existe uma maior capitalização da marca dos clubes, de seus jogadores e dos campeonatos europeus.

Vejam o exemplo da Eurocopa de 2012 que terá sede dupla, na Ucrânia e na Polônia, e comunicação visual da Brandia Central. É possível vermos todo o desenvolvimento da idéia através da animação The brand story:


É um estudo de cores, de conceitos, de belezas naturais e artísticas dos dois países em busca de denominadores comuns: as flores. São belíssimos os desenhos florais a partir de figuras humanas e ícones de futebol. Do caule, brotam estádios, bolas e flores que apresentam toda identidade visual a ser utilizada. Além de bonito, o resultado final parece ser coerente e conciso com todo o processo.

Do Com Limão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Como criar um mundo fantástico real

Eu gosto de comprar DVDs duplos dos filmes porque eu realmente vejo os extras. E essa semana eu tive uma surpresa bem agradável ao assistir os extras do filme Hellboy II: O Exército Dourado (Hellboy II: The Golden Army, 2008). E aconselho a designers verem todo o trabalho de produção. Desde o início, Guillermo del Toro (diretor) e Mike Mignola (criador do personagem) definem toda a identidade do filme. Toda. Não escapa nenhum detalhe e isso vai sendo visto ao longo do documentário. Roupas, cenário, criaturas... tudo vai do sketchbook do diretor para a equipe de produção.

Aliás, criaturas são um capítulo a parte. Para del Toro, o segundo filme de Hellboy veio após outro filmão, O Labirinto do Fauno (El Labirinto del Fauno, 2006) e isso significava avançar na questão criaturas... que vão além do bizarro, mas são absolutamente incríveis! O Anjo da Morte, os elfos, o Mercado dos Trolls... ver o trabalho de criação de seres fantásticos desde o desenho até a conclusão é muito legal. Detalhe importante: grande parte das criaturas são atores com roupas, maquiagens e um pouco de robótica! Seres de computação gráfica - como o próprio del Toro diz - são para criaturas de proporções muito distintas das humanas, como animais quadrúpedes, gigantes ou seres pequeninos, por exemplo.

E aqui, vale um destaque para Doug Jones. Seu trabalho gestual e corporal - meio mímico - é tão forte que seus personagens ganham realidade. Ele é Abe Sapien, o Chamberlain e o Anjo da Morte. Ele também já foi o Fauno, o Homem Pálido e o Surfista Prateado entre outros inúmeros personagens.Me lembrei que, quando vi o primeiro filme da nova trilogia de Guerra Nas Estrelas - A Ameaça Fantasma (Star Wars: The Phantom Menace, 1999) -, não me senti confortável ao ver personagens e cenas inteiras feitas em computador. Só ficava me lembrando da primeira trilogia feita com maquetes e maquiagens que tinha uma força muito maior. E del Toro expressa algo semelhante. Para ele, ter um ator presente nas cenas vestido e agindo como o personagem/criatura dá mais realidade do que atores trabalhando com fundo verde. E eu assino embaixo.

Ele e Tim Burton (que venha o novo filme de Alice no País das Maravilhas!) são demais. Os mundos que eles criam possuem uma assinatura visual incrível, expressa em todos os cantos. Sejam bons ou não, os filmes desses dois visionários valem a pena ser vistos, revistos e analisados. E meu lado criança agradece a ambos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cores geométricas para daltônicos

Daltonismo é o nome que se atribui a insuficiência visual relacionada com a incapacidade de distinguir diversas cores do espectro a partir de uma alteração genética. Um indivíduo com uma visão normal é capaz de distinguir cerca de 30.000 cores. O daltônico apenas consegue identificar ou diferenciar entre 500 e 800 cores, dependo do grau (dicromacia, tricromacia anómala e monocromacia). Os indivíduos com esta deficiência podem ter problemas para realizar algumas tarefas e até viverem situações de risco, se estas dependerem fortemente da leitura das cores. Estima-se que cerca de 10% da população masculina mundial é daltônica!

Pensando nisso, o designer português Miguel Neiva criou um sistema de identificação de cores para daltônicos com a intenção de facilitar o dia-a-dia deste público. O ColorAdd é um código de substituição de cores por figuras geométricas monocromáticas e combinação das mesmas, sempre baseado nas cores primárias azul, amarelo e vermelho.

Depois de aprendida a lógica, ou memorizado o código, o indivíduo daltônico poderá identificar as cores dos produtos, desde que estejam devidamente codificados, como, por exemplo, roupas, materiais didáticos e sinalização pública.
Não sei se essa proposta foi validada, mas já vale a iniciativa e um estudo continuado que pode causar um grande impacto no mundo pela sua simplicidade e força. Parabéns pela dissertação de mestrado (na Universidade do Minho, Portugal) que não é só teoria, mas também possui um resultado prático (coisa rara por aqui).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As facetas da Coca-Cola!

Nada como ser uma incrível marca pop...

Mais uma vez a Coca-Cola deixa rolar uma proposta sensacional com o seu nome. O designer francês Dzmitry Samal resolveu desenvolver uma proposta poligonal multifacetada das latinhas do refrigerante, através de uma técnica chamada extrusão por impacto.

Vai me dizer que não ficou bacana? Sei lá se seria tão funcional e é óbvio que a Coca-Cola não vai fazer, mas acho ótimo ver a fluidez do nosso mundo que permite que as coisas mudem sem perder suas identidades. Se fosse um artigo promocional, viraria item de colecionador e valeria milhões! Pensem nisso!

Curtos e simples

Sempre procurando cartazes interessantes, encontrei esses primores de minimalismos geométricos feitos pelo diretor de arte austríaco Albert Exergian, em novembro de 2009, para várias séries de televisão. Cliquem para aumentar a imagem e ver os títulos.
Eu sei que é preciso conhecer algumas séries para entender o significado dos cartazes (e mesmo assim é difícil para alguns), mas é incrível como poucos traços podem simplificar todo um conceito. E é isso que muitas vezes é necessário para um designer: um bom estudo de semiótica para se atingir a totalidade de uma identidade.

Quer? Dá pra comprar!