Demorou, mas acho que agora vai. Devagar, mas vai.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O tamanho de uma exposição
Hoje estava pensando sobre o tamanho das exposições que normalmente são realizadas por aí. Com aquele papo de sempre que o mundo está muito acelerado e as pessoas não tem tempo pra nada e que a tecnologia está mudando tudo, será que não deveríamos reavaliar a forma das exposições? Não digo levá-las exclusivamente para o mundo virtual, porque acredito na presença e na interação observador e objeto e duvido das condições de manutenção tecnológica. Reflito sobre a forma como os conteúdos são apresentados.
As grande exposições podem ser cansativas nos dias atuais. Excesso de acervo e de texto podem atrapalhar um projeto e acho que um curador tem que ficar atento a isso. Há alguns anos fui curador e coordenador de design da exposição Jogos de Damas - Perfis femininos na história republicana (Museu da República e Palácio do Planalto) e o material que tinha em mãos era extenso. A idéia de abordar não só as primeiras-damas, mas também mulheres brasileiras importantes, aumentou os contornos da exposição. Tomando como partido um mosaico colorido de quadrados, dispusemos imagens, textos e acervo de forma cronológica, mas que oferecia a possibilidade dos visitantes obterem a informação que achem necessária. A exposição por si só já dava o clima necessário para seu entendimento. Mas no fim, se pensarmos na totalidade da exposição, ou seja, se alguém resolvesse ler e ver tudo que era oferecido, ela era grande e até mesmo cansativa.
Por isso acredito que a grandiosidade de uma exposição deve ser diretamente proporcional ao artista/coletivo e à sua produção. Matisse, Rodin, Burle Marx e os artistas russos tiveram exposições enormes, todos com sucesso de público. São obras e histórias que praticamente falam por elas mesmas. É muito mais contemplação do que ação educativa. Os textos eram reduzidos e ampliavam o conhecimento. Poucos recursos audiovisuais, concentrados em alguns vídeos que o visitante decidia se queria ou não ver (se teria tempo ou não de ver).
Uma seleção bem feita de obras, textos suscintos e claros e recursos audiovisuais na medida podem parecer itens óbvios, mas são fundamentais e muitas vezes não seguidos em montagens de artistas desconhecidos, de pouco reconhecimento ou de resgate de importância. Cito a contraposição entre as exposições que estão hoje na Caixa Cultural do Rio de Janeiro como exemplo: Wifredo Lam: Gravuras, Bandeira de Mello: "Eu existo assim", Coletivo Potiguar: Imagens da esquina do Brasil e Propagandas de cigarro: Como a indústria do fumo enganou as pessoas.
A exposição do Lam tem o objetivo de homenagear esse artista cubano, apresentando mais de uma centena de obras. Só que ficou a pergunta: precisava disso tudo? O trabalho selecionado e forma disposta em quadros deu a impressão de que seu trabalho é "mais do mesmo". Será que se a exposição não fosse um pouco reduzida, com uma seleção mais rígida de trabalhos não teríamos uma referência maior de sua importância? Creio que sim, até porque, na sala em frente, a homenagem feita a Bandeira de Mello nos serve como prova. Pinturas, desenhos à carvão e crayon, uma linha do tempo e um número (bem) menor de projetos nos levam a conhecer melhor o artista e passamos a admirar sua técnica e suas obras.
A exposição do Coletivo Potiguar certifica minhas idéias e começa a introduzir a questão das novas formas de apresentação do conteúdo. Nove artistas expõem uma média de cinco fotografias representativas de seu trabalho. Um pequeno texto serve de legenda para a seleção e para o próprio artista. Rápido, direto, claro, suscinto, assim como a exposição de propagandas de cigarro toda feita em painéis. Se não fosse a tradução (necessária) dos textos publicitários, a exposição cairia como uma luva no que acredito seja uma nova forma contemporânea de expôr.
Sem querer tirar o lugar das grandes e magníficas exposições, será que a contemporaneidade não está pedindo esse tipo de formato de exposição? Direta, objetiva, de captação rápida da mensagem e do conhecimento, com temas intrínsecos às particularidade contextuais? Acho que sim. A linguagem tecnológica (e não somente os seus recursos) pode ensinar alguma coisa. Além de designers, curadores e colecionadores, acho que os patrocinadores e idealizadores devem refletir sobre isso.
As grande exposições podem ser cansativas nos dias atuais. Excesso de acervo e de texto podem atrapalhar um projeto e acho que um curador tem que ficar atento a isso. Há alguns anos fui curador e coordenador de design da exposição Jogos de Damas - Perfis femininos na história republicana (Museu da República e Palácio do Planalto) e o material que tinha em mãos era extenso. A idéia de abordar não só as primeiras-damas, mas também mulheres brasileiras importantes, aumentou os contornos da exposição. Tomando como partido um mosaico colorido de quadrados, dispusemos imagens, textos e acervo de forma cronológica, mas que oferecia a possibilidade dos visitantes obterem a informação que achem necessária. A exposição por si só já dava o clima necessário para seu entendimento. Mas no fim, se pensarmos na totalidade da exposição, ou seja, se alguém resolvesse ler e ver tudo que era oferecido, ela era grande e até mesmo cansativa.
Por isso acredito que a grandiosidade de uma exposição deve ser diretamente proporcional ao artista/coletivo e à sua produção. Matisse, Rodin, Burle Marx e os artistas russos tiveram exposições enormes, todos com sucesso de público. São obras e histórias que praticamente falam por elas mesmas. É muito mais contemplação do que ação educativa. Os textos eram reduzidos e ampliavam o conhecimento. Poucos recursos audiovisuais, concentrados em alguns vídeos que o visitante decidia se queria ou não ver (se teria tempo ou não de ver).
Uma seleção bem feita de obras, textos suscintos e claros e recursos audiovisuais na medida podem parecer itens óbvios, mas são fundamentais e muitas vezes não seguidos em montagens de artistas desconhecidos, de pouco reconhecimento ou de resgate de importância. Cito a contraposição entre as exposições que estão hoje na Caixa Cultural do Rio de Janeiro como exemplo: Wifredo Lam: Gravuras, Bandeira de Mello: "Eu existo assim", Coletivo Potiguar: Imagens da esquina do Brasil e Propagandas de cigarro: Como a indústria do fumo enganou as pessoas.
A exposição do Lam tem o objetivo de homenagear esse artista cubano, apresentando mais de uma centena de obras. Só que ficou a pergunta: precisava disso tudo? O trabalho selecionado e forma disposta em quadros deu a impressão de que seu trabalho é "mais do mesmo". Será que se a exposição não fosse um pouco reduzida, com uma seleção mais rígida de trabalhos não teríamos uma referência maior de sua importância? Creio que sim, até porque, na sala em frente, a homenagem feita a Bandeira de Mello nos serve como prova. Pinturas, desenhos à carvão e crayon, uma linha do tempo e um número (bem) menor de projetos nos levam a conhecer melhor o artista e passamos a admirar sua técnica e suas obras.
A exposição do Coletivo Potiguar certifica minhas idéias e começa a introduzir a questão das novas formas de apresentação do conteúdo. Nove artistas expõem uma média de cinco fotografias representativas de seu trabalho. Um pequeno texto serve de legenda para a seleção e para o próprio artista. Rápido, direto, claro, suscinto, assim como a exposição de propagandas de cigarro toda feita em painéis. Se não fosse a tradução (necessária) dos textos publicitários, a exposição cairia como uma luva no que acredito seja uma nova forma contemporânea de expôr.
Sem querer tirar o lugar das grandes e magníficas exposições, será que a contemporaneidade não está pedindo esse tipo de formato de exposição? Direta, objetiva, de captação rápida da mensagem e do conhecimento, com temas intrínsecos às particularidade contextuais? Acho que sim. A linguagem tecnológica (e não somente os seus recursos) pode ensinar alguma coisa. Além de designers, curadores e colecionadores, acho que os patrocinadores e idealizadores devem refletir sobre isso.
Um adendo sobre a exposição do Bandeira de Mello, o qual não conhecia: os projetos "inacabados" do artista me causaram a mesma reação que tive na exposição de Margareth Mee. Fiquei impressionado com a genialidade da técnica. Só achei uma pena que, no vídeo que passava, eu ouvi a seguinte frase dele: "Quem não sabe desenhar, não pode entender a forma". Será que preciso entrar num curso de desenho urgente? Acho que não. Eu não desenho da forma que ele quis proteger. Eu desenho na mente.
Um outro adendo... bem repetitivo: como é bom passear pelo centro do Rio e ter tantas exposições de graça para visitar. Não vou me cansar de falar isso. E a Caixa Cultural está se tornando meu local preferido, sempre com várias exposições interessantes, instigantes e educativas ao mesmo tempo!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Brinquedinhos de natal
Brinquedos são sempre procurados nessa época do ano. Andei vendo alguns bem interessantes. Vejam esses dois:
BABADOR AVIÃOZINHO: É fato que todo mundo brinca de aviãozinho com os filhos na hora da comida. Então, que tal um babador que simula uma pista de pouso com leds iluminados e uma colher em formato de avião? Vai dizer que a brincadeira não vai ficar mais divertida? Fazem parte do kit: 3 colheres removíveis para facilitar a lavagem, o babador (com botão on/off) e as baterias. O Iluminated Jet Bib custa 24,99 dólares no Think Geek.

TRENZINHO MUSICAL: Pensando no sistema das caixinhas de música, o designer italiano Ricardo Seola criou um interessante conceito de brinquedo educativo musical. O Original Sound Track é um trenzinho, com corda, que anda numa pista de música e toca uma melodia. Novas músicas podem ser criadas se a pista for disposta de maneiras diversas. Seu filho pode virar um compositor! Do designboom.
Querem ver mais opções? Apareçam no Blog de Brinquedo e divirtam-se!
BABADOR AVIÃOZINHO: É fato que todo mundo brinca de aviãozinho com os filhos na hora da comida. Então, que tal um babador que simula uma pista de pouso com leds iluminados e uma colher em formato de avião? Vai dizer que a brincadeira não vai ficar mais divertida? Fazem parte do kit: 3 colheres removíveis para facilitar a lavagem, o babador (com botão on/off) e as baterias. O Iluminated Jet Bib custa 24,99 dólares no Think Geek.
TRENZINHO MUSICAL: Pensando no sistema das caixinhas de música, o designer italiano Ricardo Seola criou um interessante conceito de brinquedo educativo musical. O Original Sound Track é um trenzinho, com corda, que anda numa pista de música e toca uma melodia. Novas músicas podem ser criadas se a pista for disposta de maneiras diversas. Seu filho pode virar um compositor! Do designboom.
Querem ver mais opções? Apareçam no Blog de Brinquedo e divirtam-se!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Só tem um Ronaldo!
A torcida do Flamengo mostrou que tem gratidão pelo herói do Hexa. Depois de muita especulação no início do campeonato pela vinda do Ronaldo Fenômeno para o Flamengo, o jogador GG resolveu trocar a Nação pelo Timão. Lá fez juras de amor, renegou o rubro-negro e disse que faz parte do "bando de loucos". Deve fazer mesmo, porque ontem depois da premiação do campeonato foi comemorar com os flamenguistas e ainda disse que se considera campeão. Ha! A torcida imediatamente reagiu dizendo que o Flamengo só tem um Ronaldo... o ANGELIM!
O Magro de Aço vs. Ronaldo Fofômeno...Ronaldo Angelim ficou no banco este ano e teve uma contusão que quase o fez perder a perna! Vai dizer que fazer o gol do título não é a maior volta por cima que você já ouviu falar? Sua esposa ainda precognizou o gol, ligando para o zagueiro na madrugada da véspera e dizendo que iria acontecer exatamente como anos atrás no Fortaleza, quando o Magro de Aço também fez o gol do título. Será que ela não sonha com os números da Mega Sena?
Apesar de já ter conquistado cinco títulos em quatro anos pelo clube (uma Copa do Brasil, um Brasileiro e três Cariocas), Angelim prefere não se colocar na galeria dos ídolos eternos do clube. Rubro-negro de carteirinha, o jogador fez juras de amor ao Flamengo em suas várias entrevistas de ontem. Uma mostra de caráter:
Eu me considero um torcedor, jogo com a alma. Procuro jogar com raça porque sou flamenguista desde criancinha e o mínimo que posso fazer é correr quando entro em campo. Procuro me dedicar ao máximo. Tem dia que vou agradar, e tem dias que não vou agradar.Simples e correto. Não está em busca de cifras e sim de corresponder ao seu sonho, ao seu coração. Há muito tempo não se via um jogador que veste a camisa do time como uma segunda pele. Talvez desde a época do técnico Andrade...
A TV Globo homenageou o héroi com imagens da família e Angelim nem conseguiu falar de tão emocionado. Em seguida, mostrou o gol em câmera lenta... SENSACIONAL! ARREPIANTE! Veja e se emocione também:
Enxugou as lágrimas? Então, se você foi ao jogo, tente se encontrar AQUI. A ALE, patrocinadora do Flamengo, postou uma foto GigaPan, ou seja, uma mega foto com toda a torcida do Flamengo que dá pra dar zoom e identificar alguns personagens. Vai lá! Procure-se! Tem de outros jogos também!
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