sábado, 16 de janeiro de 2010

DOIS ANOS DE BLOG: Julie & Julia

Post meio atrasado, mas além da exposição (post abaixo) também fui ao cinema. Fui ver Julie & Julia na Casa de Cultura Laura Alvim. Filmezinho gostosinho...e nada mais. Aliás, com tanta comida, tinha que ser pelo menos isso. Mas não vou fazer uma crítica sobre o filme, porque tudo depende do momento e da pessoa. Mesmo assim, ressalto aqui três coisas:

1- Meryl Streep é sensacional. Só ela já valeria o caro ingresso, mesmo com a voz irritante que a personagem pedia. Acho que tudo que vi dela nos últimos tempos foi um show particular da atriz. Amy Adams é legalzinha, coisa e tal... mas a Meryl é imbatível! Nem precisa de Oscar. É hors concours.2- Identifiquei-me com a personagem de Amy Adams. Pois é... ela resolve escrever um blog porque está meio sem objetivo na vida. No caso dela, o blog se torna uma obssessão (ainda não cheguei aí...). Ela chega a se questionar pra quê e pra quem está escrevendo se ninguém comenta (ps.: mãe não conta... e isso é falado no filme! [risos]). Mas ela recebe apoio do marido que diz que o importante é ela estar fazendo alguma coisa com a própria vida. Nem preciso dizer que tô me perguntando até agora o que eu estou fazendo aqui...3- Laura Alvim... evolua! Então, fui ver o filme na Casa de Cultura Laura Alvim que sempre guardei na memória como um lugar incrível na beira da praia de Ipanema. Apesar do Grupo Estação ter assumido os cinemas, tudo é ruim: telão, imagem, cadeiras, cheiro da sala... ruim. Poucos lugares para sentar e esperar as sessões de cinema e teatro. Exposições curtas e com pouca expressão. Sei lá... tá tudo melhorando e fiquei com a impressão do tipo "sou assim, se não gostou, vá para outro lugar".

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DOIS ANOS DE BLOG: Pierre et Gilles - A apoteose do sublime

Alguém acreditaria que já estou escrevendo abobrinhas na internet há 2 anos? Pois é... nem eu! Então, pra "comemorar" essa data fui ver a exposição Pierre et Gilles - A apoteose do sublime.
(Les cosmonautes, 1991. Modelos: Pierre e Gilles)

(Le Marin, 1985. Modelo: Philippe Gaillon)

(La range de vaincre, 2005. Modelo: Tsuyoshi Shinjo)

Após estudos de arte, Pierre Commoy (fotógrafo) e Gilles Blanchard (pintor) se encontraram em 1976, em Paris, e começaram a trabalhar em conjunto. Nos anos 80, o casal apareceu no cenário da moda e da música européia com um novo tipo de abordagem à imagem: fotos bem produzidas, retocadas à mão, muito coloridas e surrealistas, com uma certa estética gay/kitsch e um bizarro toque religioso. Na foto ao lado, o casal na inauguração da exposição com a obra Saint Sebastién de la Guerre, criada especialmente para a mostra no Rio com o modelo brasileiro Jaime de Oliveira. Segundo o curador da mostra, Marcus de Lontra Costa:
O trabalho de Pierre et Gilles, cheio de vitalidade, é próximo do espírito brasileiro, especialmente da cidade do Rio de Janeiro, tendo em vista sua exuberância, intensidade cromática, sensualidade e mistura tipicamente Kitsch, nos fazendo remeter às alegorias e fantasias dos desfiles de escolas de samba brasileiras (…) o mundo contemporâneo está saturado de imagens, elas estão em toda a parte. Um dos papéis mais importantes da ação artística é selecionar dentre essas imagens, proporcionando-lhes novas direções e conceitos. Todas as imagens são, portanto, passíveis de manipulação artística, e é isso o que fazem, de forma singular, Pierre e Gilles.
(Legend, 1995. Modelo: Madonna)

A exposição - que fez parte das comemorações do Ano da França no Brasil - infelizmente só ficará no Oi Futuro (Flamengo) até este domingo. Tem fotos da inauguração aqui. São 26 peças únicas em grandes formatos com vários ícones pop, como Madonna e Kylie Minogue. E o interessante não é somente as incríveis imagens e todo o conceito ao redor delas, mas a incrível composição que elas fazem com suas molduras. Elas acompanham o tema da imagem e as transformam em belíssimas obras de arte. Curtam essas fotos (de Fabiano Moreira do GemaTV também):

(L'Afrique brises ses chaines, 2006. Modelos: Alexis e Jean-Yves)

(La cerise sur le gateau, 2005. Modelo: Sylvie Joly)

(Le petit boxer, 1994.)

(Apollon, 2005. Modelo: Jean-Christophe Blin)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mi mi mi...

Esse aí em cima é o Beaker, personagem dos Muppets, eterna cobaia de laboratório do Dr. Bunsen Honeydew. O divertido dele é o não uso de palavras para se espressar... ele só fala "mee mee mee". Sua versão baby era divertida e me fez gravar uma musiquinha chata na cabeça:


Só que agora, pra mim, "mi mi mi" significa aquelas "reclamaçõeszinhas" e manias chatinhas... dignas de outros dois personagens infantis (que ainda falarei por aqui): Mutley e Zé Buscapé! Eu sou assim! hehehehe Sou um cara cheio de mi mi mi!!! Mas independente disso, fiquem com uma pérola beakeriana do mi mi mi:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pra onde vai o côco verde?

Verão estourando as praias cariocas, choque de ordem em pauta e o côco verde em cheque. Vai ou não vai poder ser vendido nas areias? Bom... sinceramente... essa não é a questão. A questão é: pra onde vai o côco depois que bebe sua água e come sua polpa?

Mas não me perguntei isso na praia e sim nas ruas mesmo, quando precisei tomar uma água de côco refrescante e me dei conta que aquele monte de casca de côco sobrando ficava perto do lixo. Perguntei para a vendedora da barraquinha para onde ia o côco... resposta: "pro lixo, ué?" Então, vocês, por favor, parem por um segundo e imaginem... PRA ONDE VAI O CÔCO VERDE? Gente, deve ter algum lugar do mundo que tem uma quantidade infinita de côcos verdes (canetas bics e cabelos também...)!

Todos aqueles produtos bonitinhos que conhecemos feitos de côco vêm do côco marrom seco. A casca do côco verde já se tornou um subproduto do consumo e da industrialização da água de côco. É um material de difícil decomposição, levando mais de 8 anos para se decompor, tornando-se um problema ambiental nos grandes centros urbanos. Cerca de 80% a 85% do peso bruto do côco verde é considerado lixo. No entanto, se processada, a casca pode ter alguma importância econômica, ambiental e social.

A fibra da casca do côco verde é quase inerte e possui alta porosidade e, portanto, tem baixo aproveitamento. No entanto, é de fácil produção e baixo custo, podendo se tornar matéria-prima importante na produção de vasos, xaxins, placas acústicas e térmicas, palitos para paisagismo, forragem, material de decoração, substratos (para a produção de mudas ou em cultivos sem o uso do solo) e outros produtos, como cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos.

Fiquei feliz em saber que
o aproveitamento da casca de côco verde vem sendo estudado há anos pela Embrapa Agroindústria Tropical através de vários projetos, laboratórios e empresas incubadoras que possuem apoio do Banco Mundial. Também existe o Projeto Côco Verde, no Rio de Janeiro, que oferece carrinhos para a venda da água e faz a coleta da casca para reutilização. Esse projeto também trabalha com projetos sociais de inclusão de ex-presidiários. Infelizmente, o site é ruim. E ainda tem esse artigo que pode ser um bom início.

Bom, confesso que, apesar de mais tranquilo ao saber que alguém está pensando sobre isso, me preocupo com a distribuição dessa informação. Se os donos de carrinhos e quiosques não sabem o que fazer com as cascas, acaba sobrando para Comlurb e para o dinheiro público.
Será que não era hora de alguém fazer algo mais proeminente sobre isso? Será que nós podemos fazer algo?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cores e mais cores

Quem trabalha com imagens no computador sabe que a combinação das cores CMYK (cyan, magenta, yellow e black, ou ciano, magenta, amarelo e preto, as cores dos cartuchos das impressoras) se transformam em 16,7 milhões de cores RGB! Como assim??? Eu sempre desconfiei disso... afinal... eu nunca vi ou ouvi o nome desses milhões de cores e, como nossa visão é em RGB (red, green e blue, ou vermelho, verde e azul), as coisas sempre iriam funcionar diferente.

Também tem a Escala Pantone (já falei aqui) com várias cores... mas eu sou um designer, então eu queria poder usar essas cores... e não é que já estão pensando nisso? Pelo menos o designer curitibano Fernando Almeida Cavalcanti está! Ele desenvolveu uma proposta para Canetas BIC Pantone! Seria ótimo!
Mas aí eu descobri que já existe algo próximo. Bom... não chega perto de milhões de cores, mas é uma caixa de lápis de cor com 500 cores! A coleção 500 Colored Pencils foi criada pela Social Designer e possui nomes individuas e criativos para cada cor, como alface, tragédia ou chá com leite. Inclusive, existem vários brancos como o Icicle, o Cashmere ou o Névoa de Outono. Saiba que para comprar, a forma de entrega - vem do Japão - é feita em partes, 25 lápis de cada vez com diferentes soluções criativas de armazenamento que podem criar obras de arte na sua casa! Quem não quer?
Vale uma ressalva: a Faber-Castell, velha conhecida dos brasileiros, chega 120 cores e ainda tem versões metalizadas!

E vocês sabiam que a internet tem cores chamadas Websafe Colors, que são vistas da mesma forma na maioria dos computadores? São 216 cores em código que garantem uma uniformidade cromática para os sites. Para você saber se o seu site está garantido, você pode entrar no Check My Colours, uma ferramenta virtual de validação de cores do seu site. Basta colocar o endereço do site e aparecerá em segundos uma tabela mostrando todas as combinações de cores, informando se o contraste e luminosidade dos elementos estão ok e se a diferença de cor e brilho entre os elementos estão adequados. Muito legal.