
(Do I can read).

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Page) e Eames (Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.



No entanto, confesso ter esperado algo muito maior em termos visuais já que estamos falando de sonhos! Me lembrei do filme A Cela (The Cell, 2000), com Jennifer Lopez e Vincent D'Onofrio, que possui um roteiro ao menos semelhante: entra-se na cabeça do psicopata em coma para saber onde ele deixou sua última vítima. O visual desse filme é muito louco! Entendo que no A Origem era necessário um sonho mais real com o objetivo de enganar os outros. Sobrou pra gente as incríveis escadas escherianas, alguns movimentos em câmera lenta e a excelente luta com a sala girando. Achei simples tudo em relação à arquitetura... dobrar uma rua? Andar no teto? Prédios em ruínas na beira do mar? Isso não é nada demais com os efeitos que temos hoje. Os belos cartazes já mostravam o que íamos ver:
Além do sensacional cartaz que começa esse post (labirintos de cabeças dentro de labirintos de cabeças dentro de...), fica aqui esse outro do designer americano Trent Walton. Só vai entender os "totens" - objetos que os invasores de sonhos usam no filme como link com a realidade - quem viu, mas é legal:
Quem lê meu blog deve saber que sou um entusiasta das canetas BIC. Elas tem um enorme potencial para novas criações de design e ainda ajuda em aulas de educação sexual. Todo mundo também sabe que deve existir um limbo de canetas BIC (ou ninguém nunca perdeu uma caneta novinha e até hoje não achou?). Sempre que precisamos dela, PUFF! Ela sumiu, desapareceu, escafedeu-se!— Tava em promoção! - risos familiares generalizados - E a gente sempre perde a caneta e nunca mais acha! Agora não teremos mais esse problema!Anos depois, e todas as BICs evaporaram! Juro! Tenho certeza que existe uma ilha pradisíaca de BICs ou, então, elas realmente evaporam se não estiverem no campo de visual de alguém por mais de 5 minutos...