terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cores geométricas para daltônicos

Daltonismo é o nome que se atribui a insuficiência visual relacionada com a incapacidade de distinguir diversas cores do espectro a partir de uma alteração genética. Um indivíduo com uma visão normal é capaz de distinguir cerca de 30.000 cores. O daltônico apenas consegue identificar ou diferenciar entre 500 e 800 cores, dependo do grau (dicromacia, tricromacia anómala e monocromacia). Os indivíduos com esta deficiência podem ter problemas para realizar algumas tarefas e até viverem situações de risco, se estas dependerem fortemente da leitura das cores. Estima-se que cerca de 10% da população masculina mundial é daltônica!

Pensando nisso, o designer português Miguel Neiva criou um sistema de identificação de cores para daltônicos com a intenção de facilitar o dia-a-dia deste público. O ColorAdd é um código de substituição de cores por figuras geométricas monocromáticas e combinação das mesmas, sempre baseado nas cores primárias azul, amarelo e vermelho.

Depois de aprendida a lógica, ou memorizado o código, o indivíduo daltônico poderá identificar as cores dos produtos, desde que estejam devidamente codificados, como, por exemplo, roupas, materiais didáticos e sinalização pública.
Não sei se essa proposta foi validada, mas já vale a iniciativa e um estudo continuado que pode causar um grande impacto no mundo pela sua simplicidade e força. Parabéns pela dissertação de mestrado (na Universidade do Minho, Portugal) que não é só teoria, mas também possui um resultado prático (coisa rara por aqui).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As facetas da Coca-Cola!

Nada como ser uma incrível marca pop...

Mais uma vez a Coca-Cola deixa rolar uma proposta sensacional com o seu nome. O designer francês Dzmitry Samal resolveu desenvolver uma proposta poligonal multifacetada das latinhas do refrigerante, através de uma técnica chamada extrusão por impacto.

Vai me dizer que não ficou bacana? Sei lá se seria tão funcional e é óbvio que a Coca-Cola não vai fazer, mas acho ótimo ver a fluidez do nosso mundo que permite que as coisas mudem sem perder suas identidades. Se fosse um artigo promocional, viraria item de colecionador e valeria milhões! Pensem nisso!

Curtos e simples

Sempre procurando cartazes interessantes, encontrei esses primores de minimalismos geométricos feitos pelo diretor de arte austríaco Albert Exergian, em novembro de 2009, para várias séries de televisão. Cliquem para aumentar a imagem e ver os títulos.
Eu sei que é preciso conhecer algumas séries para entender o significado dos cartazes (e mesmo assim é difícil para alguns), mas é incrível como poucos traços podem simplificar todo um conceito. E é isso que muitas vezes é necessário para um designer: um bom estudo de semiótica para se atingir a totalidade de uma identidade.

Quer? Dá pra comprar!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Brincando de design

É tão difícil entender o que é design que acho legal terem iniciativas que possibilitem o conhecimento da área. Por exemplo, o que vocês acham:

LOGO BOARD GAME
Recentemente andou pelos e-mails do mundo um joguinho de Excel com partes de marcas e era preciso identificá-las. Me lembro que foi super divertido e, com alguma ajuda, só ficou faltando um marca. Posteriormente, saiu um com filmes. Agora a Drumond Park resolveu criar o Logo Board Game, um jogo de tabuleiro para identificar imagens de logotipos e respondem perguntas sobre marcas e produtos famosos. O jogo vem com 400 cartões e 1.600 perguntas, mas são sobre marcas inglesas. Dá pra jogar uma versão demo online no site da empresa.

TYPE TRUMPS
O sucesso dos jogos de RPG com cartas possuem um antepassado: o incrível Super Trunfo de veículos! O designer Rick Banks, do Face 37, resolveu pensar isso na área e criou o Type Trumps, o Super Trunfo de tipografia! o jogo de cartaz utiliza fontes famosas e conhecidas (Frankfurter, Times, Helvetica, Avant Garde etc.) com estatísticas que vão do ano do desenho a quantidade de pesos, legibilidade e preço. Fez tanto sucesso que ele lançou o segundo deck!Eu gostei. Imagino até crianças jogando nas escolas, se divertindo, conhecendo a tipografia, brincando de letras, se alfabetizando no design e na contemporaneidade.
(Do Blog de Brinquedo)

Escrever ou não escrever, eis a questão...

Me lembrei de uma frase que ouvi no fim do ano passado do meu professor de filosofia da escola durante uma reunião de planejamento escolar:
Grandes ações são feitas de pequenas ações.
Era isso ou algo muito parecido, mas a mensagem é a mesma. Pensei nela durante uma corridinha pela manhã, onde não saía da minha cabeça o filme Julie & Julia (veja abaixo) e a história de que eu escrevo pra ninguém (ou só pra minha mãe - ps.: mãe, stay tuned!). O resultado dos meus questionamentos foi:
E daí?
E sabe de onde veio isso? Do lixo. Pois é... sabe aquela história de que cada um deve fazer a sua parte? Então... eu não jogo o lixo na rua e tento separar o máximo que dá. Tenho a convicção que não serei aquele que mudará o mundo e resolverá o aquecimento global. Mas eu estou fazendo a minha parte. É pra isso que serve o meu blog. Se tem uma pessoa lendo o que eu escrevo ou se são milhões de leitores, não importa. O que realmente importa é que alguém está ganhando um pouco mais de cultura e conhecimento. E se ninguém está vendo, também não importa. O que vale é o registro e o reconhecimento de coisas que acontecem por aí.

Portanto... meus milhões de leitores escondidos, invisíveis e imateriais e minhas dezenas de seguidores, usarei frases consagradas do nosso "querido" presidente Lula e do ex-técnico da seleção Zagallo:
A luta continua companheiro!
Vocês vão ter que me engolir!