quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Arte ao Lado: A revista!

O Arte ao Lado saiu do blog e se tornou uma publicação! Isso mesmo! Nesse primeiro volume, os três fotógrafos – Fernando Gonçalves, Reinaldo Smoleanschi e Victor Haim – tem suas postagens transformadas em matéria. Clique AQUI e leia!

Aos poucos os outros também aparecerão! E quem sabe alguns inéditos? :)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Datas de Djavan

Em 2017, Djavan faz 68 anos (hoje, pra ser preciso) e seu álbum Matizes faz 10 anos de lançado.

Eu, então, anuncio que em breve (breve mesmo) irei finalmente lançar o meu primeiro projeto relacionado ao meu ídolo máximo.

Parabéns Djavan! E – como sempre – obrigado!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Arte ao Lado: Eu

Isso mesmo... resolvi me colocar no lugar dos meus entrevistados. Já que tem sido tão difícil conseguir depoimentos, nada melhor do que experimentar do "próprio veneno" pra ver se é tão complicado mesmo. E olha... fácil não é, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. E eu nem sou artista; sou designer e professor, e me aventura pelo mundo da nossa língua.

Bom, seguindo as perguntas que fiz a todos... o que eu faço é brincar com as palavras, desde o som às letras que as compõem. Sempre fui fascinado pela nossa língua e me lembro de ter passado mais de uma semana com a palavra "papoula" ressoando na minha mente. Quando aprendi as figuras de linguagem na aula de português da minha inesquecível professora Auxiliadora, senti que as possibilidades eram enormes. Aliás, foi na aula dela que escrevi meu primeiro poema iludidamente construtivista e totalmente cliché:

DÚBIO PREDICATIVO
Por que Sertão?
Ser tão pobre.
Ser tão miserável.
Ser tão infértil.
Ser tão seco.
Ser tão desesperançoso.
Ser tão morto.
É.
Por isso somos tão.

Daí vieram os sinônimos, antônimos e a noção que nosso idioma é realmente rico. As palavras foram amadurecendo dentro de mim e em 2000 participei de uma exposição coletiva chamada DaGema, com a obra DicionáRIO.


A vida foi tomando outro rumo até que entrei no universo acadêmico que me fazia complicar o fácil, ser prolixo porém conciso e claro. Em 2010, a porteira se abriu e a produção começou. A maioria já apareceu aqui no blog:

  1. enGARRAFAmento
  2. Banco de DADOS
  3. emPILHAmento
  4. indigNAÇÃO
  5. É, nem... nem é!
  6. Rio de Janeiro a Novembro de 2010
  7. Direitos Humanos para Humanos Direitos
  8. Direito Civil: onde já se viu? (em gênero, número e grau)
  9. Luto - Luta
  10. Arranquem o SiSU
  11. Irã. Irá? Ira!
  12. COMUNIDADE
  13. FRIO
  14. Cética Ética ETC... e a variação CosmÉTICA
  15. Afeto Afeta
  16. Deus Juiz
  17. Muda.
  18. Sabia, sábia sabiá?
  19. B! (Anagrama)
  20. entre outros...

Mas dando sequência nas perguntas... como eu faço isso? Olha... não tem muito uma fórmula. Normalmente, quando alguma palavra me pega, eu a anoto e deixa ela amadurecer. Assim que ela precisa sair (e eu tenho tempo), eu vou pro computador testar espaços e tipografias. Tenho as tipografias prediletas e os formatos e cores mais ou menos queridos, mas tudo está aberto para o que a palavra quiser.

Agora vem a pergunta mais difícil, provavelmente aquela que empacou com todo mundo: POR QUÊ? E eu não sei responder mesmo. Eu faço porque eu quero, porque eu preciso. Não é só uma forma de expressão, é a criação de algo e ao criar me sinto dando vida. Algo nesse mundo passa a existir porque eu fiz. Esse tipo de poder é único, comparado talvez à geração paterna/materna.

É isso. Esse é meu lado artista, meu lado criador (e ontem esse blog fez 9 anos!).

domingo, 1 de janeiro de 2017

Persevere!

Que 2016, gente... Acho que é quase unânime que tivemos um ano brabo. No entanto, peço que você que está lendo essa mensagem reflita sobre os momentos positivos que existiram esse ano. Mesmo que tenham sido poucos, eles serão responsáveis por você pensar "OK, esse ano não foi tão ruim assim".

É isso que tem me feito seguir em frente. É isso que me faz trazer essa mensagem nada original (que me lembra a incrível viagem à Londres que fiz esse ano), porém propícia para o momento...


Independente do ano que estamos, tenha certeza que as lutas serão constantes (vide os últimos anos de obstáculos aguardando melhoras). Não adianta esperarmos uma vida plácida porque isso não existe. Mas devemos perseverar. Devemos continuar em busca dos nossos objetivos, mesmo que um pouco de cada vez.

E 2017 trará um novo ciclo astrológico que vai durar 36 anos! E é um Ciclo de Saturno! Ou seja, preparem-se! Saturno é o regente do tempo e, portanto, implacável e insensível. Nós colheremos exatamente o que andamos plantando por aí. Porém, é o princípio organizador da vida que traz sabedoria e amadurecimento. Acredita-se que todo o problema com 2016 venha desse fim de ciclo astrológico, onde foram necessários estabelecer as novas bases para o próximo ciclo.

Não à toa, é ano 1 para a Numerologia. O ano-semente traz ansiedade e medo de tão prolixo que é. Muita criatividade, muita coisa nova, muita possibilidade... mas será rápido: perdeu o bonde, dançou. E também não dá pra ficar esperando algo florescer aqui se está florescendo outras coisas em outros lugares.

É também ano de Oxóssi que recebe Oxum no meio do ano. É um ano que se soma a Saturno na sabedoria e na busca de aprendizado. Traz também maior força popular e maior força da natureza, ou seja, as manifestações não irão parar assim como a fúria da Terra vai aumentar. É um ano de planejamentos e alguns conflitos que podem tanto findar alguma relação quanto fotalecê-la. Tenha vontade e corra atrás. Novamente... persevere.

Oxóssi diz que o verde é a cor do ano e parece que a Pantone obedeceu. Segundo a diretora executiva da marca, regenerar, refrescar, revitalizar, renovar, renascer é a vibe do Greenery, um verde-amarelado alegre e vivo que remete às florestas (olha Oxóssi aí) e à esperança.

A partir de 28 de janeiro começa o ano do Galo de Fogo para o Horóscopo Chinês. É um ano de coragem, honestidade e ambição, porém de imposição, teimosia e algum conservadorismo.

Parece que a palavra do ano será VONTADE. Ou seja, persevere! Keep calm and carry on!

domingo, 4 de dezembro de 2016

"A arte existe, porque a vida não basta"

Este ano o Centro Cultural do BNDES montou uma exposição para comemorar os 85 anos de carreira de Ferreira Gullar, que tive a oportunidade de conhecer com meus alunos.

Entrada da exposição.

A exposição traçou uma linha cronológica com textos, vídeos, livros, objetos, fotografias, pinturas, colagens e até músicas feitas por esse múltiplo artista maranhense.

Poema Sujo (1976), um dos principais poemas da literatura brasileira.
Poema Enterrado (1959), apresentado pela primeira vez em público.

Eu já conhecia alguma de suas obras por três razões: (1) dou aulas de Arte e um professor de Arte não pode desconhecê-lo; (2) sou fascinado pelo Concretismo/Neoconcretismo do qual ele fundamental; e (3) julgo que minha veia artística se inspira no que foi feito por Gullar. Ainda tive a oportunidade de ver este ano o Manifesto Neoconcreto escrito por ele na Tate Modern, em Londres (abaixo).


Há alguns anos atrás, ele apareceu na mídia contando sua história de vida por causa de seus dois filhos com esquizofrenia, assunto que, naquela época, estava sendo retratado em uma novela. Mas o grande público não sabia de sua capacidade de dizer tudo com poucas palavras. Sinceramente... acho que nunca soube.

É dele a sábia frase que entitula esta postagem. Agora, em sua morte, espero que ele seja elevado ao seu lugar de direito, ao hall dos grandes artistas brasileiros, responsável por mostrar ao mundo nosso potencial para a Arte.