segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Erick Grigorovski entre nós! [atualizado]

Já falei inúmeras vezes sobre o curta de animação Uruca do meu amigo Erick Grigorovski (esse aí do desenho auto-retrato!). E falarei quanto mais for necessário porque começou querendo animar a platéia do Odeon durante a 8ª Mostra de Filmes de Montanha no Rio. O filme acabou levando dois prêmios no festival, incluindo o de melhor filme, o que motivou a tentativa em outros festivais. Resultado? A aventura foi exibida em mais de trinta festivais em 15 países, foi premiado 7 vezes (4 internacionais), recebeu 23 indicações a prêmios, além de ser a primeira produção nacional selecionada para a Banff World Tour, o que pode significar exibições em todo o planeta chegando a 577 mostras! Veja o que eu escrevi sobre o Uruca aqui e depois entre no site dele pra poder ver ainda mais!

Agora ele tá trabalhando numa nova animação chamada Entre nós, no mesmo estilo do Uruca, que está sendo produzido desde setembro de 2008, e também retrata o mundo do montanhista, mas de uma forma bem diferente da anterior. Veja o trailer:

A pedidos, a sinopse:
Entre nós narra o drama vivido pela adolescente Luísa, durante o feriadão em que seu pai e parceiro de escalada, Aurélio, sofre um sério acidente, enquanto os dois escalavam uma grande montanha na serra. O experiente escalador despenca por centenas de metros, e some no meio da vegetação e da neblina. Longe de auxílio, sozinha e no meio de uma tempestade gelada, a menina precisará reunir todas as suas forças para escapar com vida. O filme busca narrar em seus 15 minutos a história da forma mais universal possível, com as imagens e a música, eliminando os diálogos e as barreiras da língua.
Show! Fique ligado para saber mais sobre essa nova animação desse talentoso designer.

Pássaros gráficos

O designer americano Josh Brill criou cartazes de pássaros para catálogo e identificação. Mesmo que não possuam todos os requisitos técnicos de uma ilustração científica, as imagens são graficamente lindas! São três séries: Flora Fauna: Birds editions, Flora Fauna: Winter editions e Extinct editions.




As imagens estão a venda pelo site de sua empresa a Lumadessa - que significaria "aventura iluminada" (mistura de luminous e odissey) - e 5% dos lucros vão para instituições de proteção aos animais. Continuo dizendo: cartaz é especial. Nesse caso, é arte.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Já vou começar o ano com design, porque é assim que deve ser... Vejam esses cartazes do designer turco Ersin Han Ersin. Sua série I hate 2D posters utiliza dobras e cortes para dar tridimensionalidade ao que é usualmente bidimensional:

Incrível, não? Acho cartaz uma mídia excelente, mas muito pouco trabalhada no Brasil. Os investimentos e os espaços de divulgação são poucos. Acho que cartazes como esses poderiam despertar ou reavivar um desejo por aqui.

Deus é carioca e o Cacique Cobra Coral é sinistro!

Esqueci de falar duas coisas sobre esse fim de ano: primeiro, que Deus deve ser carioca... afinal, mesmo com todos os problemas, o Rio de Janeiro se tornou a cidade mais alegre, a cidade olímpica de 2016, a cidade da final da Copa do Mundo de 2014, a cidade com melhor turismo gay, a cidade do Stallone, do Jude Law, do Hugh Jackman, do Tom Cruise, da Mariah, da Madonna e até do Jesus (Luz)! Parece que voltamos aos holofotes internacionais...

Agora... pode ter gente dizendo que Deus é carioca porque não fez chover no reveillon... mas eu acho que sinistro mesmo é o tal Cacique Cobra Coral... a entidade falou que não ia chover no Reveillon e não choveu mesmo! Pena que ele teve que sacrificar umas vidas pra Tupã se acalmar... E fiquem sabendo: a entidade (através de sua Fundação) vai prever os próximos apagões e problemas "hidrometeorológicos"... é sinistro, ou não é?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MMX

E chegou 2010! Pelo que entendi, será um ano intenso pra todos, como ondas no mar, às vezes calmo, às vezes turbulento, mas sempre em movimento. Caberá a nós pegar um jacaré um tomar um saco. É ano de Vênus, de Oxalá, do Tigre de Metal. Só espero que esse tigre seja como o Haroldo...

Aproveitei esse momento de balanço e promessas para rever o meu blog. Havia dito que o ano de 2009 seria o ano de acontecer... e depois me dei conta que essa foi minha mensagem para 2010. Redundante? Não. Reincidente. Quero que esse ano continue no caminho de 2009 que – apesar de alguns percalços – foi muito bom. No balanço que fiz dos meus 30 anos, dei uma prévia do que foi e os seis meses seguintes mantiveram o ritmo fluido. O mundo continuou com seus altos e baixos e a natureza deu o seu recado com mais veemência. Os políticos continuaram decepcionando (né Lula, Obama, DEM...), mas o meu Flamengo não (mais aqui)!

Hoje tenho a impressão que vivo num grande quebra-cabeças sem fim: várias peças vão se juntando, tirando o lugar de algumas que estavam erradas, sempre com o objetivo de chegar a algumas conclusões, mas nunca ao resultado final. E acho que o importante desse meu quebra-cabeças é não concluí-lo. É manter as pontas soltas, adicionando cada vez mais peças e, até mesmo, deixando algumas abertas para que se mantenha a eterna busca pelo melhor.

ps.: pra quem não entendeu, MMX é 2010 em números romanos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aconteça!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Imagine

Uma das letras mais perfeitas que já foram feitas com uma melodia de tirar o fôlego. Essa é Imagine, escrita pelo beatle John Lennon em 1971 que chegou a ser definida como a terceira melhor música de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Vejam a letra:

Imagine there's no heaven / It's easy if you try / No hell below us / Above us only sky / Imagine all the people / Living for today
Imagine there's no countries / It isn't hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace
You may say, I'm a dreamer / But I'm not the only one / I hope some day / You'll join us / And the world will be as one
Imagine no possessions / I wonder if you can / No need for greed or hunger / A brotherhood of man / Imagine all the people / Sharing all the world
You may say, I'm a dreamer / But I'm not the only one / I hope some day / You'll join us / And the world will be as one

Imagine que não exista nenhum paraíso / É fácil se você tentar / Nenhum inferno abaixo de nós / Sobre nós apenas o firmamento / Imagine todas as pessoas / Vivendo pelo hoje
Imagine que não exista nenhum país / Não é difícil de fazer / Nada pelo que matar ou morrer / Nenhuma religião também / Imagine todas as pessoas / Vivendo a vida em paz
Você talvez diga que sou um sonhador / Mas eu não o único / Eu espero que algum dia você junte-se a nós / E o mundo viverá como um só.
Imagine nenhuma propriedade / Eu me pergunto se você consegue / Nenhuma necessidade de ganância ou fome / Uma fraternidade de homens / Imagine todas as pessoas / Compartilhando o mundo todo
Você talvez diga que sou um sonhador / Mas eu não o único / Eu espero que algum dia você junte-se a nós / E o mundo viverá como um só.

Aí vem o novo seriado da Fox, Glee (sobre corais escolares) e manda o elenco cantar junto com um coral de surdos (Haverbrook Deaf Choir)! É absolutamente divino. Prepare-se para se emocionar:

FODA! Pode enxugar as lágrimas para imaginar um mundo melhor.

Fedex

Achei legal essa propaganda do Fedex feita pela BBDO de Nova York.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Aos poucos...

Demorou, mas acho que agora vai. Devagar, mas vai.
www.filipechagas.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O tamanho de uma exposição

Hoje estava pensando sobre o tamanho das exposições que normalmente são realizadas por aí. Com aquele papo de sempre que o mundo está muito acelerado e as pessoas não tem tempo pra nada e que a tecnologia está mudando tudo, será que não deveríamos reavaliar a forma das exposições? Não digo levá-las exclusivamente para o mundo virtual, porque acredito na presença e na interação observador e objeto e duvido das condições de manutenção tecnológica. Reflito sobre a forma como os conteúdos são apresentados.

As grande exposições podem ser cansativas nos dias atuais. Excesso de acervo e de texto podem atrapalhar um projeto e acho que um curador tem que ficar atento a isso. Há alguns anos fui curador e coordenador de design da exposição Jogos de Damas - Perfis femininos na história republicana (Museu da República e Palácio do Planalto) e o material que tinha em mãos era extenso. A idéia de abordar não só as primeiras-damas, mas também mulheres brasileiras importantes, aumentou os contornos da exposição. Tomando como partido um mosaico colorido de quadrados, dispusemos imagens, textos e acervo de forma cronológica, mas que oferecia a possibilidade dos visitantes obterem a informação que achem necessária. A exposição por si só já dava o clima necessário para seu entendimento. Mas no fim, se pensarmos na totalidade da exposição, ou seja, se alguém resolvesse ler e ver tudo que era oferecido, ela era grande e até mesmo cansativa.

Por isso acredito que a grandiosidade de uma exposição deve ser diretamente proporcional ao artista/coletivo e à sua produção. Matisse, Rodin, Burle Marx e os artistas russos tiveram exposições enormes, todos com sucesso de público. São obras e histórias que praticamente falam por elas mesmas. É muito mais contemplação do que ação educativa. Os textos eram reduzidos e ampliavam o conhecimento. Poucos recursos audiovisuais, concentrados em alguns vídeos que o visitante decidia se queria ou não ver (se teria tempo ou não de ver).

Uma seleção bem feita de obras, textos suscintos e claros e recursos audiovisuais na medida podem parecer itens óbvios, mas são fundamentais e muitas vezes não seguidos em montagens de artistas desconhecidos, de pouco reconhecimento ou de resgate de importância. Cito a contraposição entre as exposições que estão hoje na Caixa Cultural do Rio de Janeiro como exemplo: Wifredo Lam: Gravuras, Bandeira de Mello: "Eu existo assim", Coletivo Potiguar: Imagens da esquina do Brasil e Propagandas de cigarro: Como a indústria do fumo enganou as pessoas.

A exposição do Lam tem o objetivo de homenagear esse artista cubano, apresentando mais de uma centena de obras. Só que ficou a pergunta: precisava disso tudo? O trabalho selecionado e forma disposta em quadros deu a impressão de que seu trabalho é "mais do mesmo". Será que se a exposição não fosse um pouco reduzida, com uma seleção mais rígida de trabalhos não teríamos uma referência maior de sua importância? Creio que sim, até porque, na sala em frente, a homenagem feita a Bandeira de Mello nos serve como prova. Pinturas, desenhos à carvão e crayon, uma linha do tempo e um número (bem) menor de projetos nos levam a conhecer melhor o artista e passamos a admirar sua técnica e suas obras.

A exposição do Coletivo Potiguar certifica minhas idéias e começa a introduzir a questão das novas formas de apresentação do conteúdo. Nove artistas expõem uma média de cinco fotografias representativas de seu trabalho. Um pequeno texto serve de legenda para a seleção e para o próprio artista. Rápido, direto, claro, suscinto, assim como a exposição de propagandas de cigarro toda feita em painéis. Se não fosse a tradução (necessária) dos textos publicitários, a exposição cairia como uma luva no que acredito seja uma nova forma contemporânea de expôr.

Sem querer tirar o lugar das grandes e magníficas exposições, será que a contemporaneidade não está pedindo esse tipo de formato de exposição? Direta, objetiva, de captação rápida da mensagem e do conhecimento, com temas intrínsecos às particularidade contextuais? Acho que sim. A linguagem tecnológica (e não somente os seus recursos) pode ensinar alguma coisa. Além de designers, curadores e colecionadores, acho que os patrocinadores e idealizadores devem refletir sobre isso.

Um adendo sobre a exposição do Bandeira de Mello, o qual não conhecia: os projetos "inacabados" do artista me causaram a mesma reação que tive na exposição de Margareth Mee. Fiquei impressionado com a genialidade da técnica. Só achei uma pena que, no vídeo que passava, eu ouvi a seguinte frase dele: "Quem não sabe desenhar, não pode entender a forma". Será que preciso entrar num curso de desenho urgente? Acho que não. Eu não desenho da forma que ele quis proteger. Eu desenho na mente.

Um outro adendo... bem repetitivo: como é bom passear pelo centro do Rio e ter tantas exposições de graça para visitar. Não vou me cansar de falar isso. E a Caixa Cultural está se tornando meu local preferido, sempre com várias exposições interessantes, instigantes e educativas ao mesmo tempo!