terça-feira, 16 de agosto de 2011

Capitão América para fãs

Eu nunca fui fã do Capitão América dos quadrinhos, porque nunca entendi um bandeiroso sem poderes vencer todo mundo com um escudo. Mas se você pensar bem ele é o Batman e o Superman (ambos da DC) juntos em um só: o humano sem poderes que não mata ninguém e inspira todo mundo com sua super-ética e seu uniforme americanizado. Com o tempo, a gente passa a entender melhor o personagem dentro de seu universo. E a Marvel conseguiu modernizar bastante o personagem nas HQs, trazendo-o para o século 21 sem precisar de eventos cósmicos ou cancelamento de revistas (para isso, teve que "matá-lo" e "ressucistá-lo", como sempre).

E já era hora de levá-lo para o cinema. Mas, primeiro, era preciso tirar o mal estar do filme feito em 1990 que - de tão ruim - foi direto pra VHS em 1992...


E, quando, disseram que Chris Evans iria fazer o filme, todo mundo só ficava repensando os péssimos filmes de comédia da carreira do rapaz e do fato dele já ter feito o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico, da mesma editora. Mas Chris Evans segura a onda do personagem, sem sua canastrice habitual.


Aliás, de todo, o filme Capitão América: O Primeiro Vingador (Capitain America: The First Avenger, 2011) é bom. Bem amarrado - mais até do que o filme do Thor -, porém previsível como uma história em quadrinhos da década de 40. Foi legal terem desviado um pouco do nazismo, para não ficar uma guerra clara entre nações, sendo uma delas o "todo-poderoso-maravilhoso" EUA.


Falando nisso, é absolutamente ridículo a crítica especializada ficar comparando o filme ao Bastardos Inglórios de Tarantino, chamando o herói de pueril... ALÔ, CRÍTICOS! VOCÊS JÁ LERAM QUADRINHOS OU FICAM ACHANDO QUE O MUNDO É CHATO COMO O QUE O WOODY ALLEN ESCREVE? Quem disse que todo filme precisa ser comparado a outro filme? Nem tudo deve ser trazido aos tempos atuais! Isso é um filme a partir de uma história em quadrinhos da Segunda Guerra!!! Eu hein...

Bom...

É preciso entender a construção desse heroi bondoso ao extremo, resiliente ao máximo. Para isso, três cenas ainda antes de sua transformação em um supersoldado são seminais: (1) a surra que ele se levanta sem parar; (2) a sacada da bandeira; e (3) a granada falsa. Outra coisa importante é sua relação com Peggy Carter, que vai sendo construída em um crescente para que torçamos para dar certo e nos apiedemos ao final.

Claro que Hugo Weaving merece um destaque por si só. Ele é o anarquista e vingativo V, o rei dos elfos Elrond no Senhor dos Anéis, o Agente Smith de Matrix, a voz de Megatron e encarna o Caveira Vermelha nesse filme! Quer mais? Bom... é verdade que o Caveira não chega a ser um vilão memorável, mas e daí? Olha os filmes que esse cara faz! E os personagens! Weaving age com respeito ao personagem. Como sempre.

Voltando ao filme, é preciso saber que ele é uma ponta solta que será concluída no filme dos Vingadores em maio de 2012, que juntará o Capitão América ao Homem de Ferro, ao Thor, ao Hulk e a outros personagens que apareceram nos filmes anteriores. Portanto, sugiro que você veja todos esses filmes antes dos Vingadores e - até mesmo - deste filme do Capitão, pois você entenderá algumas ligações com maior facilidade.

Com isso tudo, quero dizer que o filme é para fãs de quadrinhos. É divertido, mas não é de encher os olhos. Então, como fã digo: vão se divertir no cinema!

Harry e o fim das heresias


Demorei um pouco para ver a segunda parte cinematográfica de Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter and the Deathlt Hollows - part 2, 2011), porque eu estava fora do Brasil. Mas posso dizer que foi uma guinada de 170° em relação a chatíssima primeira parte. Aliás, fiquei me perguntando pra que foi dividido em 2 partes se dava pra enxugar pra 20 minutos o primeiro filme, fazendo a parte final em 3 horas ou 3 horas e meia como um Senhor dos Anéis da vida.


Esse trailer é mais empolgante que muitos dos filmes...

Mas faltaram aqueles 10° pra ser uma guinada completa, porque o finalzinho do filme é igual ao do livro, mas ficou chato PACAS na telona. Depois de um filme que é 220 volts o tempo inteiro para poder amarrar todas as pontas (mesmo retalhando - necessariamente - os livros), o final parece uma vela de bolo de aniversário que se apaga com um sopro. Mas vamos lá: são 10 anos de saga no cinema! Vimos todos os alunos crescerem MESMO na telona (apenas alguns deles amadureceram profissionalmente... como a Hermione de Emma Watson e o Neville de Matthew Lewis)!


Ah... e Alan Rickman é disparado o melhor ator de todos os oito filmes! DISPARADO!


A história está eternizada nos filmes, mas - na boa - os livros são MUITO MELHORES e essa é a minha conclusão! E J. K. Rowling também sabe disso. Tanto que criou o site Pottermore, onde desdobramentos da saga podem acontecer. Só espero que daqui a 3 anos, Hollywood não resolva fazer um remake...Link

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DO PERU: Machu Picchu!

Finalmente... Machu Picchu!



Extasiado? Pois é... agora imagine estar lá. Passar pelas quase três horas de trem (um bom trem por sinal), depois mais 20 minutos em um ônibus que sobe um precipício de mão dupla em zigue-zague (!!!) e mais um bom número de degraus de pedra pra você se deparar com o Vale Sagrado visto bem de cima e uma cidade incrível encrustrada numa das montanhas!


Te garanto que na sua cabeça só fica: "como esses incas FDP conseguiram fazer isso aqui em cima???". E aí você vai andando pelas ruínas e conhecendo um pouco mais da história do lugar e a pergunta fica em negrito: como esses incas FDP conseguiram fazer isso aqui em cima???

É surreal. Concordo cada vez mais com Che Guevara:
Não importa muito, de todo modo, qual tenha sido a origem da fortaleza, ou melhor, é mais fácil deixar o debate para os arqueólogos. O que é inegável, entretanto, o mais importante, é que temos à nossa frente uma expressão pura da mais poderosa raça indígena das Américas, intocada pelo contato com a civilização invasora e cheia de tesouros imensamente evocativos em suas paredes, paredes que morreram em decorrência do tédio de não mais existir…
Algumas curiosidades e outras dicas:
  • Foneticamente, nós falamos "matchu pitchu", mas o correto é "matchu piCtchu". Não é à toa que Picchu tem dois Cs.
  • Machu Picchu significa "montanha velha", mas a cidade não está nessa montanha, não! Macchu Picchu é a montanha onde fica a Porta do Sol, por onde os viajantes (e mochileiros de hoje) chegavam.
  • Seu preparo físico está em dia? Sério... não é pra qualquer um não. Aliás, toda a viagem exige um bom preparo cardiorrespiratório. Cuide-se.
  • Wayna Picchu ("motanha jovem") é a montanha que sai em todas as fotos do lugar porque ela fica atrás da cidade quando se entra nela. Se você quiser subir lá, tem que se preparar bastante: são mais de 2 horas de caminhada íngreme e perigosa e compre suas entradas antes de viajar porque esgota num piscar de olhos (eu não pude ir...).
  • A entrada para o sítio arqueológico vale pelo dia inteiro. Normalmente, os guias fazem um passeio de 3 horas pela manhã e te levam pra almoçar no hotel que fica bem na saída do sítio. Então, VOLTE DEPOIS DO ALMOÇO!!! Os guias NÃO MOSTRAM TUDO!!!
  • Se tiver tempo livre, caminhe uns 20 minutos até o Museu do Sítio Arqueológico de Machu Picchu. Você passará pela ponte que treme acima do Urubamba e ainda pode visitar o Mariposário, os Jardins Botanicos e o museu em si.
  • Também dê uma voltinha (bem rápida) por Águas Calientes, o povoado onde - normalmente - todos ficam hospedados.

O trem Vistadome, com janelinhas no teto pra você ver a paisagem. É uma pena que não possua um guia pra te indicar onde você está passando, porque dá pra ver outros sítios arqueológicos no caminho que nem fazemos ideia do que sejam!

E essa é a subida louca para o posto de vigilância. A cidade está atrás de quem tirou essa foto (eu!).

A impressionante arquitetura das casas de pedra da parte urbana . Seus telhados são uma aula!

Terraços de sustentação: esses são para preparar o terreno. Ainda tem os terraços de agricultura, que estão espalhados pela cidade (e pelo país!).

As incríveis fontes que funcionam até hoje. Água potável, viu?

A única estrutura arredondada da cidade. Ninguém sabe muito bem o que ela é: inicialmente foi considerada uma estrutura militar por sua localização e seu formato. Mas a pedra que existe no centro é natural e foi escavada por baixo em um incrível templo! Veja aí embaixo:

Incrível, não? E imaginar que o guia não me levou pra ver isso... ainda bem que voltei!

Essa pedra tem o formato das montanhas atrás, não tem? Pois é. Diz-se que é natural!

O Templo das Três Janelas. Não se sabe para quem exatamente era dedicado o templo, mas fica na "parte mística" da cidade.

Intihuatana, a pedra/relógio solar! Saiba mais AQUI.

O Templo do Condor.

Os Espelhos D'Água, utilizadas para estudar as estrelas e ver o sol sem ferir os olhos. Não está vendo?

Os silos de alimentos (depósitos).

Queria que Machu Picchu fosse aqui do lado pra eu poder visitar mais vezes, deitar nos terraços, ler um livro, pegar um sol (como muitos fazem). Gostaria de ver a cidade num momento enevoado tambem, para imaginar todo o misticismo que ela carrega.

Creio que nunca mais colocarei os pés em Machu Picchu, mas garanto que minha memória e minha imaginação vão passear com frequência por aquelas pedras.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

DO PERU: Vale Sagrado


Começa aqui a viagem para Machu Picchu. Mas ainda não é nesse post porque o lugar é longe e tem algumas coisas interessantes pelo caminho.

Ainda em Cusco, pegamos um ônibus até o Vale Sagrado - que leva esse nome por causa do Rio Urubamba (ou Wilcanota), um dos rios mais importantes do Império Inca. Mas, antes de chegar lá, paramos em um tipo de zoológico aberto chamado Awanakancha, onde vimos os vários tipos de camelídeos tão famosos do Peru... com isso, quero dizer, Lhamas (na foto), Alpacas e Vicunhas (o "Ouro dos Incas"). Também vimos o processo de transformar a lã desses animais em produtos belíssimos.


Depois de uma óbvia paradinha pra comprar produtos de alpaca, continuamos o caminho para o Vale Sagrado. Mas você acha que a gente vai direto? Não... primeiro a gente pára em um mirante para tirar foto do vale em si (a primeira foto daqui) e depois vamos fazer MAIS COMPRAS na tão famosa Feira de Artesanato de Pisac. Lá comemos empanadinhas gostosinhas e baratinhas feitas em forno de cerâmica de trocentos anos e vimos como é feita a prata inca. O resto... sinceramente... é camelô. Nada mais a declarar. Sorte a nossa que depois de uma paradinha para o almoço, nós fomos a Ollantaytambo e a viagem parece ter voltado para os eixos arqueológicos.

Essa fortaleza inca - dita com o formato de uma lhama - é impressionante! Seu tamanho, sua altura, sua arquitetura... tudo é grandioso. Sua história (ou mito) gira em torno do amor do general Ollanta com a filha do imperador Pachacutec. Renegando o amor de um plebeu com sua filha, Pachacutec teria exilado Ollanta, que fugiu para o vale e começou a construção de seu tambo (cidade-alojamento) em uma posição estratégica. Pachacutec não conseguiu invadir a cidade e mandou um de seus melhores guerreiros trazer Ollanta morto. Incapaz de realizar a tarefa, o guerreiro decidiu não voltar ao império com medo de ser morto pelo imperador e pediu asilo a Ollanta, que aceitou. Dez anos depois, o guerreiro traiu a gentileza de Ollanta e abriu as portas da cidade para os exércitos de Pachacutec. No entanto, o imperador já havia morrido e seu filho havia assumido. Conhecendo toda a história, o novo imperador perdoou Ollanta e permitiu que ele se casasse com sua irmã. Final feliz!


Tudo nesse lugar é incrível: os depósitos de alimentos (silos) que achavam ser uma prisão, o rosto de um sacerdote esculpido na pedra e - principalmente - o Templo da Água, uma pequena fonte que te permite mudar o curso da água com o passar de um dedo para que seja feito silêncio para a reza. Um absurdo!




Eu nunca tinha ouvido falar desse lugar e fiquei realmente impressionado. Por que não se fala desse lugar? Se for estratégia de impressionar, nota 10! Mas é preciso estar preparado fisicamente para esta fortaleza, pois subir e descê-la é um árduo exercício... talvez mais duro que Machu Picchu. E é por isso que voltamos cedo para o hotel, para nos recuperarmos do passeio e nos prepararmos para o dia seguinte.

PS.: Tivemos neste dia a melhor guia da viagem, Ayde (ou, como ela disse, fala-se como as vitaminas A e D)!

sábado, 6 de agosto de 2011

DO PERU: Cusco


Ou Qosqo, o umbigo da mundo, a capital do Império Inca em forma de puma... onde a aventura estava realmente pra começar.

Se você for a Cusco deve saber desde já duas coisas: o soroche VAI acontecer e a cidade é muito mais seca do que Brasília... ou seja, você vai ficar sem ar, com dor de cabeça, com o nariz sangrando e a boca rachada. Tragédia? Seria se você não fosse bem tratado pelo povo de lá. Assim que você chega no hotel já recebe um chá de coca gratuito pra você iniciar sua adaptação. No quarto, a água é de graça também. A sugestão é tomar o chá de 2 a 3 vezes nos dois primeiros dias e água em profusão. Funciona? Sim... mas o soroche vai te pegar mesmo assim, nem que seja uma dorzinha de cabeça.

O que é o soroche, afinal? Simplificando: falta de oxigênio no seu corpo. Você chega de Lima - cidade ao nível do mar - e sobe 3400 metros. Ar rarefeito é um fato. Frio com sol destruidor é outro fato (protetor e boné são fundamentais). Seu sangue chega oxigenado, mas 3 ou 4 horas depois, ele vai pedir arrego. Por isso, a sugestão é ficar pelo menos esse tempo em repouso assim que se chega. Você vê aí na foto ao lado que existem caminhões vendendo oxigênio a granel!

E o chá de coca? Dá barato? Claro que não. Não é cocaína. É chá... E RUIM PRA CACETA!!! Os peruanos fazem uma mega propaganda dos atributos da folha de coca: excelente digestivo, limpa o organismo e deve até trazer o seu amor em 3 dias... mas é RUIM DEMAIS!!! Eu troquei o chá pela balinha que é mais palatável.

Bom... quem vai ao Peru querendo conhecer Machu Picchu, tem por objetivo ver sítios arqueológicos e coisas interessantes sobre a incrível civilização inca. Informações urbanas e católicas são iguais a todos os lugares e pouquíssimo interessantes. Só é válido citar que todas as igrejas estão construídas sobre terrenos sagrados incas (muitos vezes EM CIMA de templos) e que a polícia rodoviária obriga os motoristas a pararem o carro caso vejam um grupo de turistas querendo atravessar (afinal, turismo é a roda financeira da cidade). Ir a mercados só serviu para conhecermos algumas batatas, milhos e ervas.

Então o que me interessou (e me surpreendeu como o sítio de Pachacamac, em Lima) foi ver:
  • Saqsaywaman (leia-se sexy woman, piada deles), uma provável estrutura militar com pedras de mais de 150 toneladas dispostas em muralhas. Em quecha, seu nome significa "falcão satisfeito", e seria a cabeça do puma no desenho da cidade de Cusco.


  • Tambomachay, conhecido como "Os Banhos do Inca", seria um templo para reverenciar a água. É dito que suas fontes mantém o mesmo fluxo durante todo o ano.

  • Puka Pukara, a "fortaleza vermelha", uma outra estrutura militar que tem uma vista incrível do Vale de Cusco e pode ter sido também um posto de registro de visitantes.

  • Qenqo, o templo do Deus Puma talhado em uma grande formação calcárea com direito a monolito de reverência à chuva e altar para sacrifícios humanos.

  • Qoricancha, o templo do Deus Sol e - provavelmente - o local mais importante de todo o Império Inca. Hoje é o Convento de Santo Domingo, que foi construído sobre o templo inca. São contadas histórias dos terremotos no Peru que destruíram o convento mais de uma vez, mas o templo se manteve de pé com sua arquitetura antisísmica.


  • A famosa pedra de doze ângulos, que fica num muro inca - hoje a lateral do Palacio Arzobispal. A capacidade de trabalhar a pedra é citada constantemente e - constantemente - te assombra. Essa pedra é famosa, mas é só um pequeno exemplo. Em Machu Picchu, você até começa a achá-la insignificante.


Aqui vale uma reflexão. Em Lima, fiquei questionando a fraqueza dos museus. Aí me dei conta que esse sítios também não possuem a devida estrutura turística que eles merecem. Há alguns anos estive no sítio arqueológico de Delos, na Grécia, onde paguei minha entrada, recebi um folder bem completo com mapa e fui explorar o local cheio de legendas e textos explicativos ao longo do caminho. No Peru, nada disso acontece: nada de folder, nada de legendas... NADA. Se você for sozinho, sem guia, você vai ver um monte de pedra e supor que serviu pra alguma coisa e só. Inicialmente fiquei desapontado com isso... até que despertei para o lado social disso. Museus e sítios sem legendas ou folders tornam essencial a presença de um guia! Um emprego é gerado! É mais válido empregar uma pessoa do que gastar milhões com folders que serão usados (ou não) e jogados fora (ou não). Bom... nem tanto ao mar, nem tanto ao vento... mas - repito - vale uma reflexão.

Os museus de Cusco seguem - portanto - a linha de Lima, sendo ainda mais fracos e nos mostrando outra deficiência: são todos iguais. Explicando: todos - eu disse TODOS - os museus que visitamos possuíam a mesma curadoria de apresentação das culturas pré-incaicas até a queda do império, mostrando peças semelhantes. Até mesmo em museus com algum tema (como o Garcilaso de la Vega), essa estrutura se mantém. Espero que alguém abra o olho pra isso e potencialize essa parte turística do país.

No geral, Cusco é bem interessante e movimentada. Cheia mesmo. E como fomos no mês da pátria, vimos algumas manifestações folclóricas na cidade. O comércio é todo igual (praticamente um Saara carioca) e a bandeira de Cusco é das cores do arco-íris, como a do movimento GLBT. Alguns dizem que é invertida (do roxo para o vermelho) ao invés do convencional (do vermelho para o roxo), mas a explicação é meio divina. Veja AQUI. Vale uma visita ao Templo de la Merced por sua arquitetura e pelo inesperado de seu interior, e à Catedral (somente por causa do famoso quadro com a Santa Ceia inca, onde o prato principal é porquinho da índia e dizem que Judas é a cara de Pizarro, o conquistador).