segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ensinar computação gráfica é fácil...


...o problema é lidar com adolescentes!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um pouco mais do menos...

Isso aí... o minimalismo é definitivamente a tendência gráfica e visual do momento! Vejam agora a releitura minimalista de cartazes para filmes feita pelo publicitário / ilustrador / designer Pedro Vidotto, de Brasília:


Incrível como uma única imagem ou uma cor te liga direto ao filme. Se alguém quiser, dá pra comprar no Urban Arts.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gente finíssima e descolada!


Quem compra o jornal O Globo aos domingos TEM QUE ser fã da tirinha Gente Fina, de Bruno Drummond que sai na Revista de Domingo. Eu sou tão fã que comprei um livro dele no lançamento (esse aí ao lado), com direito a autógrafo e tudo! E nem sabia que ele tinha as divetidas tirinhas DEScolados na Revista Oi e o Cleyton Ltda, na Você S.A. que mantém o humor ácido.


A partir desse mês de agosto, Bruno irá reproduzir as páginas de seus diários de referência (vulgo sketch book ou os atuais moleskines) no blog Anotando Gente - Sorria! Você está sendo desenhado. Nas palavras dele para o blog Gibizada:
Nestes pequenos cadernos que surgiram como uma etapa na criação de cartuns, registro possíveis personagens criando um vocabulário visual ao qual recorro quando necessário. Com o tempo, a coisa virou um vício e passei a usá-lo diariamente. Meu caderninho virou um espaço para desenhar sem compromisso ou preocupação. Voltei a usar aquarela, fiz marcas com café, com cinzas de cigarros e restos de embalagens. Comecei a copiar letras num exercicio tipográfico sem sentido e a anotar conversas que não me diziam respeito.
Achei o máximo! Vou acompanhar isso sempre que possível!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Discos também podem ser minimalistas

De tanto falar e gostar dos cartazes minimalistas, tenho visto muita coisa nesse tom. Resolvi colocar aqui essa releitura minimalista de capas de discos de vinil feitas pelo californiano Ty Lettal, vulgo Sound Design.


Vocês reconhecem essas? São todos de rock.


Bom exercício!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Areia também é arte!

Ontem, grafite. Hoje, areia.

Este vídeo do programa Ukraine Got Talent já está rolando na internet há algum tempo. Ele apresenta a jovem ucraniana Kseniya Simonova, de 24 anos, desenhando uma série de imagens com areia em uma mesa de luz. Ela mostra sua interpretação da Grande Guerra Patriótica (como é chamada na Ucrânia, a invasão alemã na Segunda Guerra Mundial), que resultou na morte de ¼ da população... 8 a 11 milhões de mortos em uma população de 42 milhões de pessoas... Ganhe oito minutos na sua vida:



Fascinante! As imagens foram projetadas em uma grande tela que levaram o auditório às lágrimas. Ela ganhou o primeiro prêmio (cerca de 75 mil libras).

sábado, 21 de agosto de 2010

Grafite é arte

Não... não estou falando de graffiti que vemos em muros de grandes cidades por aí. Estou falando de grafite mesmo! Aqueles que usamos pra escrever. Vejam o que um marceneiro (e professor de vôlei) anda fazendo com pontas de lápis em Connecticut (EUA):


Essas incríveis miniaturas são feitas pelo brasileiro Dalton Ghetti com agulha, lâmina de barbear, coifa, mão firme e muita... mas muita paciência! E sem lupa ou qualquer lente de aumento!


Dalton diz que começou com isso a partir de gravações dos nomes de amigos da escola na superfície de lápis como presente. Com o tempo, foi se desfiando a fazer mínimos detalhes e gravações cada vez menores. Chegou a experimentar esculturas em carvão, mas voltou às origens do grafite. No início, ficou muito frustrado com sua mão pesada e os inúmeros grafites quebrados (que até se tornaram arte depois). Mas resolveu seguir uma filosofia que é válida para um reflexão individual: já que o erro vai acontecer, ele decidiu se preocupar em melhorar cada vez mais, desafiando-se a chegar cada vez mais perto de um resultado satisfatório. Com o tempo e com a percepção da inevitabilidade do erro, acho que podemos dizer que ele alcançou a perfeição.


Seus trabalhos levam meses e até anos (caso dos dois lápis unidos por uma corrente aí em cima) para serem concluídos. Em entrevista para o NY Times, Dalton diz que isso impressiona as pessoas: "Tudo hoje em dia tem quer rápido, rápido, rápido".

Ele continua dando de presente essas obras. Nunca vendeu (até agora...).

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Toys é Nóis!

Depois da surpresa com a exposição do Ziraldo no CCBB, fui na vernissage de Toys é Nóis, de Claudia Hersz, nesta última quarta-feira. Minha amiga Isabel Sanson Portella é a curadora dessa exposição que me deixou com a impressão de que o lúdico é a tendência atual. As obras de Claudia são cheias de questionamentos que levam o espectador a auto-reflexões e resgates mnemônicos incríveis! Não guardei o nome das obras, mas destaco o avestruz (eese aí ao lado que me fez viajar), o rei leão (que eu quero!), o bobo da corte e a incrível moldura que todo mundo ficava boquiaberto e perguntava como era feita! A expoisção tem um tamanho ótimo, pois é pequena, mas permite que você perca o devido tempo refletindo sobre cada obra.

E na sala ao lado está a exposição do artista plástico Paulo Santos com as telas de técnicas mistas meio surrealistas meio pop tupiniquim. Destaco a releitura do clássico "Nascimento de Vênus" de Botticelli, colocando um índia sobre vitórias régias em uma nova paisagem brasileira, e as ilusões gráficas da obra "Morro" (que me lembraram o chão da faculdade onde estudei!).

As exposições estão no Centro Cultural da Justiça Federal no Centro do Rio, até o dia 10 de outubro. São gratuitas, gente!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Acontecendo!

Ano passado, meu lema era deixar fluir... seguir o rumo das coisas do jeito que elas são, sem sofrer demais, me angustiar demais. Uma nova fase da minha vida estava começando e eu não queria boicotá-lo com bobagens. No fim do ano, eu prometi que esse ano seria o ano de acontecer, de dar um jeitinho das coisas fluirem a meu favor. Lembram da vontade de fazer xixi?

Mas o ano começou brabo. O primeiro semestre foi um mega inferno astral, ratificando minha idéia da minha prematuridade com esse malefício astrológico. Sorte a minha que ainda estava no mode Let it flow... Foi difícil? PACAS (como diria Fernanda Young)! Tantas coisas novas e sem explicação... e a maioria não tão positiva! Mas como sou um craque de bola, dei um drible bonito e segui a jogada.

Aí hoje eu recebi um torpedo de celular dizendo que o sol voltou a brilhar no nosso gélido Rio de Janeiro por minha causa. Claro que não tenho a pretensão de acreditar nisso, mas fico feliz de pensar que a partir de agora o tempo vai estar melhor pra mim.

Eu (sempre gato) em Mikonos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aquecido pela arte!

Neste último final de semana gélido, resolvi sair debaixo das cobertas para ver algumas exposições no Centro da Cidade do Rio de Janeiro... que boa pedida (gratuita)!!! Fui ao CCBB, ao Centro Cultural dos Correios e ao Caixa Cultural, e fiquei maravilhado! Só senti falta de mais... MUITO MAIS divulgação...

O CCBB está se tornando meu ponto preferido. Eles estão com três exposições de tirar o fôlego: Anita Malfatti: 120 anos de nascimento, Expedição Langsdorff e Zeróis: Ziraldo na tela grande! Todas obrigatórias!

ANITA MALFATTI: 120 obras, entre pinturas, gravuras e desenhos com algumas inéditas. O homem amarelo, A boba (imagem), Retrato de Mário de Andrade, A estudante... ainda preciso escrever mais? Uma beleza de passagem pela obra dessa artista moderna brasileira que afirma: "procurei por todas as técnicas, até me achar na simplicidade". Fica até 26 de setembro.

EXPEDIÇÃO LANGSDORFF: Na continuação da Anita, a gente já cai nessa interessante e educativa exposição. Ela é bem grande, mas a qualidade do material de Rugendas, Taunay e Hercule Florence vale a passada. São centenas de desenhos belíssimos de uma técnica apuradíssima que retratam a natureza e os tipos brasileiros encontrados pelos caminhos. Até os inacabados são lindos! Fiquei de queixo caído em alguns momentos! Fica até 26 de setembro.

ZERÓIS: IMPERDÍVEL! Sério! Sempre achei o trabalho do Ziraldo ótimo, mas fiquei meio preso com O Menino Maluquinho e os eternos cartazes da Feira da Providência. De repente, me deparo com 44 quadros incríveis, de humor perfeito e técnica admirável (ainda não sei como ele consegue fazer degradés!). Pra quem é fã de quadrinhos de super-heróis e arte, é um show! Suas releituras de obras famosas são educativas! E seus estudos, inspiradores! Fica até 19 de setembro!

Em seguida fui para o Centro Cultural dos Correios que sempre abriga várias exposições interessantes. Dessa vez só vi Goeldi - O encantador de sombras, cerca de 120 obras, entre xilogravuras, ilustrações, livros e desenhos, para homenagear o cinquentenário de morte desse grande artista. Confesso que é meio excessiva, beirando o cansativo, mas é um excelente registro. Fica até 5 de setembro.

Fechei meu domingo no Caixa Cultural com uma ótima exposição Sérgio Rodrigues: um designer dos trópicos, com inúmeros móveis desse grande designer e artista brasileiro. Fiquei feliz em ver que fui usuário de alguns dos móveis que ele fez e me orgulhei ao ter idéia da importância desse brasileiro no cenário do design mundial. Ponto pra nós!

Como o título deste post já entrega, cheguei em casa aquecido.

Gente como a gente!

Ainda em homenagem aos 30 anos de Guerra nas Estrelas, uma fotinho pra gente ver quem eram (e são) os nossos eternos heróis das galáxias tão distantes:


Harrison Ford (Han Solo), David Prowse (Darth Vader), Peter Mayhew (Chewbacca), Carrie Fisher (Princesa Leia), Kenny Baker (R2-D2) e Mark Hamill (Luke Skywalker). Faltou o C-3PO, o Yoda e o Imperador Palpatine!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Para os cinéfilos de plantão (e os fãs)


O jovem alemão Pascal Monaco vive na Itália, é fanático pela sétima arte e mestre em motion design. Resolveu, então, criar esse vídeo bem gráfico e minimalista fazendo uma pergunta: você consegue identificar 35 filmes em 2 minutos?



Você viu:
  1. Cantando na chuva?
  2. Titanic?
  3. Tubarão?
  4. Nascido para matar?
  5. Woodstock?
  6. Psicose?
  7. O diabo veste Prada? ou Carrie?
  8. Em busca do ouro?
  9. O mágico de Oz?
  10. Taxi Driver?
  11. Um estranho no ninho?
  12. E o vento levou...?
  13. Branca de Neve e os Sete Anões?
  14. Os Irmãos Cara-de-Pau?
  15. O exterminador do futuro?
  16. Star Wars?
  17. Toy Story?
  18. Clube da luta?
  19. Laranja mecânica?
  20. O vagabundo?
  21. Janela indiscreta?
  22. O encouraçado Potenkim? ou Os Intocáveis?
  23. Monstros S.A.?
  24. 2001 - Uma Odisséia no Espaço?
  25. E.T.?
  26. Tempos modernos?
  27. Watchmen?
  28. O exorcista? ou A Profecia?
  29. Apollo 13?
  30. O tambor?
  31. Nosferatu?
  32. Easy rider?
  33. O grande ditador?
  34. Intriga internacional?
  35. Pulp fiction?
Não viu? Nem eu... fiquei maravilhado com o projeto! Mas se você viu outros filmes, não se incomode: o objetivo é esse mesmo!

É isso aí!


(Do I can read).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"A Origem" é um sonho de um gênio (nada original)


Fui ver A Origem (Inception, 2010) do diretor Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio (Dom Cobb), Ellen Page (Ariadne), Joseph Gordon-Lewitt (Arthur), Ken Watanabe (Saito), Tom Hardy (Eames), Marion Cottilard (Mal), Cillian Murphy (Fischer), Michael Caine, Tom Berenger e outros. Inception quer dizer inserção, a colocação de uma idéia dentro da mente de uma pessoa. Talvez não seja um nome comercialmente interessante, mas A Origem ficou meio estranho também. A sinopse básica do filme é:
Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Page) e Eames (Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.




É difícil falar algo sobre o filme sem entregar algo importante, então aí vai: depois de ter visto Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) - também protagonizado por DiCaprio - fica fácil chegar a uma conclusão sobre o filme. Existem vários recados nas entrelinhas dos diálogos que entregam tudo. Novamente nenhuma atuação carrega o filme (apesar de adorar a jovem Ellen Page e acreditar no crescimento profissional de Gordon-Levitt), mas nada disso invalida o maravilhoso trabalho de direção de Nolan. Quem viu o excelente Amnésia (Memento, 2000) sabe que ele adora desconstruir os personagens, assim como as edições de seus filmes. Quem viu Batman - O cavaleiro das trevas (The Dark Knight, 2008) e o novo Coringa já sabe de sua capacidade de conduzir filmes de ação e construir cenas memoráveis. Aliás, Nolan escreveu esse filme antes de dirigir os filmes do homem-morcego porque achava que ainda não estava preparado para realizá-lo. Que bom. Sua maturidade no controle das câmeras está aprovadíssima. E sem 3D! Amén!

No entanto, confesso ter esperado algo muito maior em termos visuais já que estamos falando de sonhos! Me lembrei do filme A Cela (The Cell, 2000), com Jennifer Lopez e Vincent D'Onofrio, que possui um roteiro ao menos semelhante: entra-se na cabeça do psicopata em coma para saber onde ele deixou sua última vítima. O visual desse filme é muito louco! Entendo que no A Origem era necessário um sonho mais real com o objetivo de enganar os outros. Sobrou pra gente as incríveis escadas escherianas, alguns movimentos em câmera lenta e a excelente luta com a sala girando. Achei simples tudo em relação à arquitetura... dobrar uma rua? Andar no teto? Prédios em ruínas na beira do mar? Isso não é nada demais com os efeitos que temos hoje. Os belos cartazes já mostravam o que íamos ver:


Dito como o novo Matrix (1999 e 2003), A Origem já está sendo considerado o terceiro melhor filme de todos os tempos - atrás de Um sonho de liberdade (The Shawshank Redemption, 1994) e o Poderoso Chefão (The godfather, 1972)! Está com cheiro de Oscar... vários!!! Só que tenho que concordar com Ligia Fascioni: o filme é bom, mas Matrix (a trilogia toda mesmo) foi capaz de deixar o mundo inteiro refletindo. A Origem não é um filme tão difícil como se prega (já tem até história de ser um plágio do Tio Patinhas!), mas vai se tornar um extenso estudo psicológico sobre sonhos e as relações entre a vida real e nossos desejos. Então - sem ser tão entusiasta - acabo concordando também com Otávio Almeida, do blog Hollywoodiano: a genialidade do filme está em Nolan.

Além do sensacional cartaz que começa esse post (labirintos de cabeças dentro de labirintos de cabeças dentro de...), fica aqui esse outro do designer americano Trent Walton. Só vai entender os "totens" - objetos que os invasores de sonhos usam no filme como link com a realidade - quem viu, mas é legal: