sexta-feira, 30 de abril de 2010

Imperativo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nem assim...

Chuvas vem das nuvens... então:


O Cloud Umbrella é só uma idéia conceitual do estúdio holandês Joon&Jung. Mas pra essas chuvas do Rio de Janeiro, isso é brincadeira mesmo...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Expo + expo + expo...

Estive em São Paulo no "feriadão" e mais uma vez tive a oportunidade de ver várias exposições. Teria muito a dizer sobre elas, mas serei bem suscinto:
1. ESTRELAS DO DESIGN FINLANDÊS
Exposição no Instituto Tomie Ohtake - patrocinada pela Tok&Stok sobre a produção finlandesa. Muito vidro, roupa e cadeiras. Interessante conhecer, principalmente ver móveis incríveis da década de 30.

2. HERÓI
Walter Malta Tavares leva ao Tomie Ohtake suas obras baseadas no vento. São motores e ventiladores acionados por célula fotoelétrica que produzem movimento. A peça principal, Herói, é bem interessante.

3. JOÃO LUIZ MUSA - FOTOGRAFIAS

Fotos de viagens... algumas graficamente interessantes, mas...

ANDY WARHOL - MR. AMERICA

A Estação Pinacoteca trouxe algumas das principais obras de Warhol. Imperdível! A sopa, a Marilyn, as polaróides... frases, vídeos... muito boa! Mesmo! Se vier para o Rio, acho que verei de novo!

4. LAM - OBRA GRÁFICA

Também está na Pinacoteca uma grande exposição do cubano Wilfredo Lam e seus monstros. Alguma coisa me disse que eu já tinha visto aquela exposição, mas estavam dizendo que era a primeira individual. Talvez seja porque todos os seus trabalhos se parecem...

5. NITSCHE E TOZZI - A POP ARTE BRASILEIRA

Me surpreendi. Em um foyer de um prédio bancário, uma exposição com obras bem interessantes de pop arte feitas por Marcelo Nitsche e Claudio Tozzi. Tipo de exposição que eu gosto: pequena e interessante.

6. HÉLIO OITICICA - MUSEU É O MUNDO

O Itaú Cultural traz três andares com obras do artista brasileiro. Sua fase concreta e geométrica me fazem entrar naquele estado "ainda vou entender isso", pois acho bem interessante mas não consigo alcançar. Se querer blasfemar, mas algumas outras coisas são bem desinteressantes.

7. VERSÕES DO MODERNISMO
O Instituto de Arte Contemporânea traz Goeldi, Tarsila, Rego Monteiro, Iole de Freitas, Guignard... quer mais?

8. ROMANTISMO: A ARTE DO ENTUSIASMO
Leu em cima? Então imagine agora Van Gogh, Picasso, Cezanne, Matisse, Rodin, Goya, Rembrandt, Portinari, Modigliani... e muito... mas muito mais! Que coleção do MASP!

9. A ARTE DO MITO
Belíssimo, porém pequeno acervo. Também no MASP e - por enquanto - sem previsão de tempo.

10. OLHAR E SER VISTO - RETRATOS E AUTO-RETRATOS
Não sou fã de retratos, mas sabe aqueles nomes que citei na exposição do Romantismo? Agora coloque todos eles aqui! Incrível!
E eu ainda perdi uma individual do Portinari e outra do Max Ernst. Será que elas vem pro Rio? Acho difícil... lá em São Paulo já estão inaugurando outro Centro Cultural público. Por que essas iniciativas não acontecem aqui?

Desce quadrada!?


O estudante Andrew Seunghyun Kim resolveu mudar bastante as emblemáticas garrafas de Coca-Cola. Buscando um ganho significativo de espaço de armazenamento e eficiência para a reciclagem, ele criou garrafas quadradas feitas de derivados de cana-de-açúcar!


A idéia pode até ser boa, mas a garrafa de Coca-Cola é um clássico que tornou-se um dos ícones mais reconhecidos em todo o mundo. Baseada na forma da noz, foi redesenhada em 1915 pela Root Glass Company de Terre Haute, em Indiana (EUA), permanecendo praticamente inalterada até hoje. Pelo menos, a identidade visual dos produtos foi mantida. É um exercício muito válido, mas continuo achando que a Coca-Cola não vai mudar.

Os gatos também sonham

Duas animações divertidas:

The Tail Gunner from tokyoplastic on Vimeo.


Catzilla from tokyoplastic on Vimeo.

A Tokyo Plastic desenvolveu o Kitteh Kitteh para ser uma série de curtas sobre esse gatinho fofo, sonhador e cruel. Legal!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Visual das Copas

Há dois meses da Copa do Mundo, que tal vermos um pouco das identidades visuais desses eventos? Cartazes existem desde a primeira Copa, em 1930, no Uruguai. Já marcas propriamente ditas, só em 1950 no Brasil, começando por uma forma de selo. Mascotes, só em 66 na Inglaterra.

Em 28 de maio de 1928, a FIFA decidiu pela criação do campeonato mundial, iniciando a partir de 1930 no Uruguai, na seqüência das comemorações do centenário da independência do país, aliada às conquistas olímpicas de seu futebol. Treze países participaram e o Uruguai sagrou-se campeão sobre a Argentina por 4 a 2. O grafismo que remete ao goleiro é muito legal, mas a tipografia deixou a desejar. Muito.

Na primeira Copa européia - cheia de política -, 16 times participaram e novamente os donos da casa se tornaram os campeões: Itália 2 x 1 Tchecoslováquia. Cartaz bem interessante que me parece mostrar as influências gráficas da época. Lembrem-se que a Bauhaus foi fechada em 1933, mas fascismo e nazismo aproximavam a Itália da Alemanha...

A Itália venceu novamente, em 38, na França. Foi um campeonato tenso, por conta da situação internacional que levaria à Segunda Guerra Mundial. Aliás... vocês não acham que esse cartaz mostra bem isso? Um homem que pisa na bola, que pisa no mundo, tudo com tons de vermelho... bem agressivo, imperativo, forte, nazista!

A Copa de 50 tem um final que todos nós - infelizmente - sabemos o resultado: vitória do Uruguai sobre o Brasil no Maracanã... Nada mais a dizer, somente que o cartaz é muito bonito. A idéia das bandeiras na meia me agrada e a ilustração passa a descontração - hoje já desgastada - do nosso país. A marca era na verdade cartaz reduzido e adequado para funcionar como um selo.

Com essa cruz vermelha em uma marca milimetricamente desenhada, alguém tinha dúvida que a Copa de 1954 foi na Suíça? Era o ano do 50º aniversário da FIFA, portanto era apropriado que a competição máxima do futebol fosse jogada no país de seu órgão maior. No cartaz de 30, o goleiro consegue agarrar a bola... nesse o goleiro está fazendo aquela cara de "putz, franguei!". Esse tipo de ilustração me parece ter algum significado, mas não descobri qual. Ah... a Alemanha Ocidental levou o título sobre a Hungria.

O Brasil conquistou seu primeiro título mundial na Copa de 1858, na Suécia, com um sonoro 5 a 2 sobre a seleção da casa. Pelé já fazia arte. Nada inovador no cartaz... mas gostei do amarelo texturizado. A marca seguiu o padrão de 1950.

Vários países se candidataram a sede da Copa de 1962, mas a FIFA não queria outro país europeu. Então, o Chile ganhou a chance. Mas dois anos antes do evento, um terremoto de 9,5 detonou o país! Com o slogan não-oficial "Porque nada tenenos, lo haremos todo" (porque nada temos, faremos tudo), o Chile consegui sediar o campeonato que o Brasil levou ao derrotar a Tchecoslávquia por 3 a 1. Interessante a idéia desse cartaz que coloca a bola como um satélite da terra e destaca o Chile no planeta. Já a marca... ruiiiiim! Imaginem as reduções dela! As coisas boas na marca são tão poucas que nem merece comentários.

A Inglaterra foi escolhida como anfitriã de 1966 pela FIFA para celebrar o centenário da codificação do futebol na Inglaterra. E a seleção inglesa levou o caneco ao bater a Alemanha Ocidental por 4 a 2. O cartaz serviu para introduzir World Cup Willie, o primeiro mascote da história das Copas e um dos primeiros a serem associados com uma competição esportiva importante. O leão é o símbolo do Reino Unido. A marca é ruim como a do Chile. Bem ruim... nem a Union Jack salva.

Essa foi a copa da seleção mágica do Brasil. Final incrível com a bomba de Carlos Alberto Torres fechando os 4 a 1 sobre a Itália. Foi a primeira Copa do Mundo da famosa bola de pentágonos pretos e hexágonos brancos, a Telstar da Adidas. E toda a identidade visual seguiu essa novidade. Bem legal... não sei o autor, mas me lembrou as criações de Otl Aicher para as Olimpíadas de 68. Será que não foi ele também? E o que dizer de Juanito? Mascotes definitivamente são para crianças... ou não?

A Weltmeisterschaft (Copa do Mundo, em alemão) teve a Alemanha Ocidental ganhando de 2 a 1 da Hungria na final. Os mascotes Tip e Tap usam o WM74 da marca. Muito legal esse cartaz. Gostei dessas pinceladas. Só que vejo poucas ligações entre esses elementos todos, como se fossem várias identidades.

Nossos hermanos levaram a Copa na casa deles com várias polêmicas políticas (e futebolísticas... que diga o Peru!). Gosto da marca e do cartaz. A bola deixa de ser o foco no cartaz para aparecer na marca, e ambos representam uma comemoração. Positivo. Só não entendo o mascote se chamar Gauchito e utilizar roupas do Sul do nosso país (mesmo que tenham gaúchos por lá).

Primeira Copa com 24 países e uma seleção brasileira inesquecível (Voa, canarinho, voa...). Pena que foi o terceiro título italiano. Na Espanha, Miró manda. Então, o cartaz segue seu incrível estilo, mas que não é apreciado por todos. Ah, o Laranjito (Naranjito, no original)... eu adorava! Ah, essa marca... pra quê as bandeiras no fundo? Só a bola riscando o ar na bandeira espanhola já seria excelente e de bom gosto.

A Copa de 86 era pra ser na Colômbia. Mas graves problemas econômicos fizeram a FIFA levar o campeonato para o México novamente. E vocês sabiam que Sarney recusou essa Copa? Sem comentários... Maradona estava mais uma vez sem controle e levou o título pra casa. me parece que o cartaz tentou mostrar uma grandiosidade mesclada com religiosidade através da fotografia. Chegou perto... mas ainda sou mais os cartazes ilustrativos. A marca tentou, mas não consegui ficar tão boa quanto a de 68. Pique, a pimenta jalapeño, tentou seguir o Laranjito e ficar melhor do que Juanito, mas não teve o mesmo apelo.

Marca? Cartaz? Pra quê se existe o Ciao (saudação italiana)? O mascote da Copa de 90 é o mais marcante, talvez por fugir do ideário infantil que permeia esse assunto. Ciao foi adorado por todos. E diga-se de passagem: marca e cartaz bem legais também! A Alemanha venceu mais essa.

É TETRA! Me arrepio até hoje ao ver o Baggio perdendo o pênalti... Gosto da marca da Copa de 94 nos EUA. Acho simples, objetiva, bem resolvida, lembra a bandeira deles. Bem feita. Já o cartaz... seguiu uma linha tão diferente que se perdeu. Bolas formando o ano, o eterno patriotismo exacerbado em cores e formas, sei lá... e por que um cachorro (Striker) de mascote? Não sei.

Tremeu, perdeu. A França levou a Copa em casa sobre o Brasil. Nem preciso lembrar. A marca é simples como a dos EUA, mas não gosto tanto. Pra mim, o cartaz ficou meio over. O galo Footix - um dos símbolos nacionais da França - tem seu nome como uma junção de "football" "-ix" de Asterix. Parece o Pica-Pau...

A FIFA criou um modelo de marca que passou a ser imposto: uma taça da Copa geometricamente estilizada. Não gosto, mas a solução dada no cartaz é excelente; Pinceladas rápidas como os ideogramas. Nada a declarar sobre esses mascotes bizarros... ok... Ato, Kaz e Nik foram gerados por computador para serem "átomos de bola". Tá... ah.. a gente levou mais essa com o Ronaldo cascão.

Odiei essa marca. Nem quero falar sobre ela. Sobre o mascote, também não... (Goleo e Pille, o leão e a bola falante...) Mas gosto do cartaz representando a constelação de jogadores que estariam presentes. A Itália ganhou essa Copa sobre a França.

Quem será o campeão da primeira Copa do Mundo disputada no continete africano? Quem fez o cartaz já ganhou! Eta cartaz bonito! Adorei (todos vêem que a silhueta do pescoço forma a África, né?)! E o legal é que fizeram várias cartazes pra essa Copa, lembram? Não sou fã da marca que também tem o modelinho FIFA. O leopardo dourado de cabelos verdes, Zakumi, representa as cores do uniforme da equipe Sul Africana. Seu nome vem de "ZA", a ISO 3166-1 código alfa-2 para a África do Sul, e "kumi", uma palavra que significa "dez" em vários idiomas africanos.

E 2014 no Brasil? Como será? Essa é marca do projeto que - acredito - deve mudar. Sugiro manifestações artísticas tanto, para a marca quanto para os cartazes. Devemos fazer como os africanos. Acredito que o mascote deve ficar entre o Pelézinho e uma arara. Quem sabe ressuscitam o Zé Carioca (que é um papagaio)?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

H+MIN+SEC

Chega de falar de relógios... por aqui! Acabo de inaugurar um novo blog - o H+MIN+SEC (hora+minuto+segundo) - pra falar exatamente sobre isso! Lá o importante será o QUANDO e o COMO!


Com o tempo, vou passar os posts daqui pra lá. Talvez o layout mude também... veremos.

Espero a minha vez

Muita gente tem preconceito com um cantor ou com um estilo musical e acabam perdendo a oportunidade de conhecer uma letra e uma melodia que podem dizer muito mais do que soam. Ainda bem que NÃO sou um desses... e foi assim que me permiti ouvir a música "Espero a minha vez" da banda NX Zero (clipe oficial AQUI.). É música positiva e ainda carrega uma frase que gosto muito de repetir: "o mundo gira". Então, percam 4 minutos do dia de vocês ouvindo essa letra:


Se o medo e a cobrança / tiram minha esperança / tento me lembrar / de tudo que vivi / e o que tem por dentro / ninguém pode roubar

Descanso agora / pois os dias ruins / todo mundo tem / já jurei pra mim / não desanimar / e não ter mais pressa / pois sei que o mundo vai girar / o mundo vai girar / eu espero a minha vez

O suor e o cansaço / fazem parte dos meus passos / o que nunca esqueci / é de onde vim / e o que tem por dentro / ninguém pode roubar

Descanso agora / pois os dias ruins / todo mundo tem / já jurei pra mim / não desanimar / e não ter mais pressa / eu sei que o mundo vai girar / o mundo vai girar / e eu espero a minha vez

E eu não to aqui pra dizer o que é certo e errado / ninguém tá aqui pra viver em vão
Então é bom valer à pena / Então é pra valer à pena, ou melhor não

Os dias ruins / todo mundo tem / já jurei pra mim / não desanimar / e não ter mais pressa / pois sei que o mundo vai girar / o mundo vai girar / e eu espero a minha vez.

Tenho meus dias ruins... dias que tenho pressa e que o medo e a cobrança acabam comigo e me desanimam. Mas sei do meu suor, do meu cansaço, de tudo que eu vivi, de onde eu vim e de quem eu sou. Espero a minha vez enquanto o meu mundo gira e eu giro com ele.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como usar bem a gestalt

Quem anda acompanhando os posts sobre cartazes que tenho feito, já deve ter percebido o quanto eu gosto do simples, do minimalista. É por isso que falo hoje sobre o ilustrador isralense Noma Bar (da Dutch Uncle Agency de Londres), que faz uma brincadeira gestaltiana de figura e fundo e consegue resultados pra lá de bons e significativos. Formas simples e cores fortes são o instrumento para Noma dissertar sobre causas sociais, políticas e religiosas com interesse e humor.

Grande parte destes trabalhos fizeram parte de uma exposição em Londres e estão no seu livro "Negative space". Tem uma entrevista dele em inglês aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Realidade acrílica

Sempre achei que seria difícil inovar no mundo da pintura, ainda mais com o computador dominando as áreas gráficas. Aí, eu fico conhecendo a artista plástica norte-americana de 23 anos (!) Alexa Meade. Nas palavras da artista: "Minha técnica de pintura empurra os limites da percepção, comprimindo o espaço tridimensional em um plano bidimensional, borrando as linhas entre arte e vida." E não é?

Primeiro vejam as obras fotografadas e, no fim, vocês verão o processo de pintura.


Gostaram? Ela utiliza tinta acrílica no "suporte". Aliás... estão preparados para ver qual é o "suporte"? Então, preparem-se:


Chocante! Aquele papo de "pintura que salta da tela" virou verdade!