sexta-feira, 6 de abril de 2012

Typocolate

O Natal de todo o chocólatra chegou! E como sou designer resolvi mostrar uma mistura de chocolate com tipografia!


Heck Yes: 72% de chocolate amargo com nougat
Oui? Oui.: chocolate ao leite
Tout commence maintenant: 80% de chocolate amargo com sal marinho
Best day ever: 50% de chocolate amargo com baunilha
Embalagens sustentáveis

Essas barras acima (240g cada) foram criadas pelo estúdio canadense Dynamo em parceria com a Suite 88 Chocolatier. Todos tem tipografias originais, criadas para o projeto, com um mantra positivo para 2012. Podem ser compradas por U$20 (cada dupla) no site deles.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dieta à base de chocolate!

Às vésperas da Páscoa, a melhor notícia que poderíamos ouvir: pessoas que comem chocolate com frequência tendem a ser mais magras! AÊÊÊÊÊ!!!!!

A descoberta foi feita em uma pesquisa que envolveu cerca de mil americanos na Universidade da Califórnia. Eles tiveram acompanhamento em sua dieta, ingestão calórica e Índice de de Massa Corporal (IMC). Os cientistas acreditam que, apesar da iguaria ser bastante calórica, ela contém ingredientes que podem favorecer a perda de peso, em vez da formação de gordura.

Os pesquisadores observaram que quem comeu chocolate algumas vezes na semana era, em média, mais magro do quem comia ocasionalmente. Em vez de aumentar a ingestão calórica, o consumo regular se mostrou relacionado ao baixo IMC no estudo (publicado na revista Archives of Internal Medicine). A relação entre o doce e a baixa medida continuou mesmo quando outros fatores, como a quantidade de exercícios, foram levados em conta.

O estudo indica que o mais importante é a frequência com que se come chocolate, e não o quanto se come, já que não há relação com a quantidade consumida. Segundo os pesquisadores, há apenas 1 chance em 100 de que suas descobertas sejam explicadas pelo acaso.

O consumo de certos tipos de chocolate já vem sendo relacionado a algumas mudanças favoráveis na pressão sanguínea, na sensibilidade à insulina e nos níveis de colesterol. E o doce, especialmente o tipo amargo, contém antioxidantes que podem ajudar a acabar com radicais livres, que prejudicam as células. A equipe de Beatrice Golomb - autora da pesquisa - acredita que são esses antioxidantes (catequinas) que podem melhorar a massa muscular magra e reduzir o peso - pelo menos estudos em roedores sugerem isso. Ensaios clínicos em seres humanos são necessários para conferir se os resultados se repetem.

Ou seja... chocolates... aí vou eu!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Design carioca

O Centro Carioca de Design (que fica na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, pra quem não sabe...) fez um concurso público para definir sua identidade visual. O vencedor? Fabio Lopez, né?


O projeto sagrou-se vencedor no dia 21 de março ao ser escolhido dentre outras 35 propostas por um júri formado pelos designers Paula Camargo (CCD), Chirs Lima (ADG), Luiz Stein e Bruno Porto (sociedade civil) e por Flavio Vaz (representante da prefeitura). Vamos à explicação do designer:
Forte, expansiva e irreverente: uma marca para representar a missão de construir um futuro vigoroso para o design carioca.
A ideia central da proposta apresentada apoia-se em três pilares de comunicação: no fortalecimento da economia criativa (estratégia), no espírito irreverente do design carioca (personalidade) e na importância da instituição (qualidade técnica). Esses pilares foram reunidos em uma solução simples e pregnante, uma marca feita para trabalhar.

Estratégia / fortalecimento da economia criativa
Com elementos compactos de preenchimento sólido, a marca constitui uma solução forte e consistente apta a operar com destaque sobre diversas escalas, cores e ambientes de aplicação. O acrônimo CCD faz menção aos conceitos de proteção (CC = Copyright / Creative Commons), bem como destaque e expansão, através de uma forma radial que lembra ainda uma engrenagem da indústria criativa da cidade.

Personalidade / espírito irreverente do design carioca
De maneira simbólica, a forma que abriga a letra ‘D’ no acrônimo CCD também remete ao Sol, astro tradicionalmente associado a capital carioca. Essa associação faz ainda mais sentido se entendermos o CCD como um centro de referência e fonte de transformação. O espírito irreverente do carioca está presente em uma escolha tipográfica que foge ao protocolo: na versão apresentada a fonte Aller Display mescla de maneira inusitada letras minúsculas e maiúsculas, sugerindo diversidade e descontração. Por se tratar de uma fonte distribuída gratuitamente, o projeto favorece um uso pleno e correto da tipografia sem custos para o CCD, facilitando o manuseio do projeto por designers e fornecedores.

Qualidade Técnica / importância da instituição
A marca apresentada é legível e bem acabada, e constitui uma representação de qualidade e eficiência que assegura a percepção de importância nas ações da instituição. Vale ressaltar ainda a versatilidade do sistema de identidade apresentado, baseado em uma completa gama de assinaturas institucionais e versões. Por constituir uma solução simples o sistema é extremamente flexível e permite inúmeras experimentações formais – e uma marca viva é um convite para a criatividade.

Então... concordam? Na página do Facebook do CCD, podemos ver as marcas que ficaram em segundo e terceiro lugares (ao lado). As críticas são inúmeras. Numa rápida contagem, parece que o segundo lugar é preferido pelos internautas. E, numa primeira olhada, essa segunda marca realmente parece ser de fácil entendimento: dá pra ver os dois C, o D, a ideia de sol, de cores quentes, etc etc.

Já a marca criada pelo Fabio não é tão óbvia: os C que lembram copyright, o sol azul que lembra uma engrenagem etc. Ao ler a explicação dada, ela ganha, então, maiores dimensões simbólicas. Mas quando vemos ela aplicada e a sequência de sua construção... é vitória fácil! (OBS.: Como não tive acesso a defesa e apresentação dos outros concorrentes, não tenho como opinar mais profundamente sobre eles.)

Memorial descritivo completo AQUI.

Como eu sempre digo, no design nada deve ser gratuito. Mesmo que o objetivo seja estético, esse já é um objetivo. É preciso ser coerente em todo o projeto para que fique fácil argumentar em sua defesa. E é isso que Fabio sempre faz. E ele ainda alia isso a uma linguagem atual que foge do convencional. Do óbvio.

Parabéns é pouco!

domingo, 1 de abril de 2012

Comemore seu gol... mesmo que fique ridículo!

Além dos tradicionais mortais acrobáticos, vejam outras comemorações de gols mundo a fora:


quarta-feira, 28 de março de 2012

Oceano perpétuo, Van Gogh eterno

Mais uma vez a Nasa mostra que nosso planeta é beeeeem mais bonito do que a gente supõe...



O vídeo Perpetual Ocean mostra as correntes oceânicas superficiais em todo o mundo entre junho de 2005 e dezembro de 2007 feito pelo modelo computacional ECCO2 (Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, Phase II). Ele simula os fluxos do oceano através do calor e do transporte de carbono e chega a atingir maiores profundidades, mas o objetivo deste vídeo era fazer arte... que fez muita gente lembrar de Van Gogh...

"Noite estrelada" (De sterrennacht)

Essa belezura aí é uma das mais famosas pinturas pós-impressionistas do holandês. Ele a pintou "de memória" - e não a partir da vista correspondente de uma paisagem como de costume - aos 37 anos enquanto esteve em um "asilo" na Provence (França). Mas será que ele era tão louco assim? Ou sua mente ia além? Dá pra pensar que Van Gogh era capaz de enxergar um beleza maior do que podemos ver.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Arte contemporânea na literatura infantil

Série Schizo, de Ofra Amit
No último sábado, aconteceu a abertura da 1ª MACLI - Mostra de Arte Contemporânea em Literatura Infantil, organizada pela Livre Galeria, "um espaço dedicado às artes visuais que investe no debate, produção e difusão da arte contemporânea e em suas articulações com os campos da literatura, poesia, teatro, cinema, ilustração, psicanálise e filosofia". A mostra fica até 26 de maio no bairro do Jardim Botânico.

O carioca Favish estava com três ilustrações na exposição que também estão presentes no livro que ele lançou durante a vernissage: A deusa, o herói, o centauro e a justa medida. O autor criou poemas narrativos inspirados livremente na mitologia grega com vocabulário atual - e bem brasileiro!

As xilogravuras do paulista Fernando Vilela são espetaculares! Fazem parte do belíssimo e premiado livro Lampião e Lancelote (Cosac Naify, 2006). Juliana Bollini veio da Argetina com várias estátuas de papel marché que são lindas e delicadas (dá vontade de levar algumas pra casa) e são utilizadas em livros infantis. O americano John Parra mostra suas raízes latinas em ilustrações que criam um universo de sonhos. As ilustrações de Ofra Amit (Israel) são de uma beleza singular.

Em uma entrevista para o portal de cultura do Rio de Janeiro, Fernando Vilela diz que:
Os livros são a primeira galeria de arte que as crianças visitam. Vejo a ilustração de livros como um tipo de arte contemporânea em que o artista escolhe o livro como suporte, como objeto gráfico.
E é. Pequena e bela exposição.

sábado, 24 de março de 2012

Gênio!

Na última terça-feira, Messi se tornou o maior goleador do Barcelona F.C. com 234 gols em 6 temporadas pelo Barcelona (média de 39 gols por temporada), além das 100 assistências para gol.


Humildade fora de campo. Genialidade dentro dele. Três vezes o melhor jogador do mundo! E tudo isso com 24 anos. Nem dá pra imaginar o que ainda vem por aí.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Imagine.

Lógica vai te levar de A para B. Imaginação vai te levar pra qualquer lugar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tempo bom... não volta mais!!!

sábado, 17 de março de 2012

Raridades futebolísticas



Esse vídeo aí em cima é de uma partida internacional realizada entre Paulistano e a Seleção da França, em Paris, numa tarde de 1925 (!!!) com vitória brasileira por 7 a 2 - três gols de Friedenreich, um deles mostrado nesse filme. Quase inédito no Brasil, esse é só uma das raridades que você pode ver nessas listas:

SELEÇÃO

CARIOCAS

Os mais atentos verão alguns resultados adversos da seleção brasileira estrelada de Péle, Tostão e Gérson. Será que não vale a pena esperar um pouco pra ver nossa seleção ganhar? Ou a gente já esqueceu que foram 24 anos sem título mundial entre 70 e 94?

terça-feira, 13 de março de 2012

Os jardins suspensos da Babilônia paulista

"Jardins suspensos da Babilônia" (clique para aumentar esta foto ou AQUI para ver outras)
Uau...

Essa intervenção artística – concebida e dirigida pelo fotógrafo Felipe Morozini em pleno Minhocão (SP) – propõe um questionamento sobre o uso do espaço público, a dureza do concreto e do asfalto, o plano diretor de urbanização da cidade. Em um domingo de outubro de 2009, o agressivo e cinzento elevado foi tomado por 30 pessoas que, munidas com cal, começaram a desenhar a primavera no chão.



Por ser uma obra de arte, provocou diferentes reações nas pessoas. Segundo o artista, uma pessoa disse que era bonito por ser primavera. Outra falou que alguém pensando positivamente na região já era uma boa coisa. E uma mulher acabou ligando para a polícia e disse que o Minhocão estava sendo pichado. "A polícia chegou, mas foi bacana", disse Morozini, que informou que o cal iria sair com água.

A foto acima foi leiloada hoje em um evento do movimento Baixo Centro que busca a articulação de centros culturais, políticos e humanos dos bairros Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios e Barra Funda ao redor do Minhocão. E esse movimento nasceu na Casa da Cultura Digital (CCD), um espaço para compartilhar ideias, projetos, experiências e criar coisas que tem como princípio tentar encontrar meios de entender e praticar novos pensamentos e relações entre pessoas pós-revolução digital contemporânea.

Tudo incrível.

sábado, 10 de março de 2012

Craque é craque

Na mesma semana que Messi assombrou o mundo com 5 golaços gols em um só jogo e Neymar mostrou seu potencial com duas arrancadas espetaculares, que tal relembrar o Rei Pelé?

Vejam esse curta-metragem feito pela O2 para a Vivo, homenageando o maior jogador de futebol de todos os tempos (até agora...). É uma partida fictícia em que Pelé, já com 70 anos, entraria em campo para tentar marcar seu último gol.



Ô saudade do bom futebol...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Simples Pixar

O designer gráfico Woncham Lee percebeu que um único detalhe seria capaz de simbolizar uma animação da Pixar e, então, produziu cartazes...

Carros
Carros 2
Wall-E
Up - Altas aventuras
Toy Story
Os Incríveis
Ratatouille
Monstros S.A.
Procurando Nemo

Gostou? Dá pra comprar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

"Não há como se entregar se não sabemos quem somos"

Essa frase (absolutamente perfeita) é do poeta, escritor e jornalista Fabrício Carpinejar em uma curta entrevista. Ele ainda levanta questões interessantes como o que ele chama de "profissionalização da dor". Ele diz: "Se o casal tem um problema, não resolve, delega para o consultório. Se o filho tem um problema, os pais não resolvem, delegam para o consultório" (ou pra escola...). Com isso ele questiona nossa postura em dividir as coisas com os outros.

Ainda conta que um dia resolveu fazer as unhas porque estava achando que a esposa tinha um caso com a manicure de tanto que ela ia pra lá e voltava feliz. E se deu conta de que estava mais feliz depois ter suas unhas polidas. Mas não foi a unha... foram os bons ouvidos sem julgamentos da manicure: "Ouvir sem julgar, esse é o segredo. A maior parte dos casais não se compreende, não se aconselha, mas estabelece sermões, ameaças. Como é possível desejar alguém sem desejar o seu mundo?" Excelente pergunta! E a frase do título é a grande resposta!

Na verdade, a pergunta da revista era "Um ser apaixonado é um ser solitário?". E sua resposta magistral:
"Um ser apaixonado valorizou antes a solidão para estar agora acompanhado. Não há como se entregar se não sabemos quem somos".

Fica a dica!

Essa é a essência do meu discurso. Detesto aquele papo de "cara metade". Eu não sou a metade de ninguém e não estou pela metade. Eu sou eu. Sou um inteiro (ou, pelo menos, venho tentando ser). Se procuro alguém, procuro alguém que esteja comigo, que deseje o meu mundo assim como eu desejarei o mundo da minha paixão. Por isso, valorizo e sempre valorizei a minha solidão, pois nela descubro o meu mundo e as minhas paixões (e quando digo "minhas paixões" não estou falando somente do amor clássico/romântico, mas de todos os meus desejos).

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ti(porno)grafia

Tart Cards são cartões em que as prostitutas de Londres anunciam os seus serviços, geralmente colados nas cabines telefônicas. Como a internet e o uso crescente de telefones celulares deixem esta forma de comunicação com seus dias contados, agora estes panfletos começam a ser considerados como itens cult de arte acidental e urbana... tanto que começam a fazer parte da criação de poster e outros produtos como o Poster Augusta Classificados da Leite-com

A Revista Wallpaper - junto com a St. Bride Library e a UKType, então, encomendou para artistas gráficos, de estudantes a profissionais, que fizessem o seu próprio cartão usando somente tipografia! O resultado rendeu 450 cartões criativos, divertidos, curiosos e, por vezes, até elegantes para um tema que será sempre um tabu.


O caracter como imagem! E que imagens!

(Do amenidades do design)

terça-feira, 6 de março de 2012

Nunca... nunca estacione!

Mas um belo exemplo de recado tipográfico:

Por favor, nunca nunca nunca nunca estacione aqui. Obrigado.

Será que assim funciona?

Tão perto e tão longe...

Cerveja grátis?

Clique na imagem para aumentar e ver que uma diagramação tipográfica por mudar tudo...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Deus escreve certo por Histórias Cruzadas

Tive um carnaval cinematográfico, tentando ver os filmes concorrentes ao Oscar para ter um preferido antes dos resultados de ontem. Nada me animava - nem mesmo o vencedor e o grande favorito -, mas eu de alguma forma sabia que Histórias Cruzadas (The Help, 2011) ia mudar essa sensação. E não deu outra. Saí do filme com a certeza que tinha visto um novo A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985). Resolvi até rever o filme para poder compará-los melhor.

O filme da magistral Whoopi Goldberg é mais visceral tanto para a violência quanto para os sentimentos mais doces. É quase impossível não ter um nó na garganta ou lágrimas escorrendo em liberdade nas cenas finais. Tudo é sentido com muita força. Também... dirigido por Steven Spielberg, produzido por Quincy Jones, com Danny Glover e Oprah no elenco... podia se esperar menos? Fora isso, A Cor Púrpura é um filme negro que fala da violência entre eles mesmos a partir da imposição social/racial da época.

Então, me lembrei de outro filme, Uma história americana (The long walk home, 1990) - também com Whoopi -, que fala da violência do preconceito racial na década de 1950 e do boicote aos transportes públicos pela comunidade negra. Neste filme, empregada e patroa se unem como forma de resistência.

É aí que vem as Históras Cruzadas. Skeeter (Emma Stone) é uma garota branca da elite de Jackson, Mississipi (em 1962), que retorna determinada a se tornar escritora. Por questões pessoais, ela decide entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos das jovens madames. Aibileen Clark (Viola Davis), a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões, como a da indomável Minny (Octavia Spencer), empregada cheia de atitude de Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard), a megera manda-chuva.


Este novo filme não é tão duro quanto os outros que mostram cenas de violência explícita. A violência aqui está implícita nas tramas preconceituosas, nas atitudes verbais. É mais intimista ao apresentar a luta racial por causa do uso do banheiro. É o ciclo paradoxal construído na permissão dada aos negros para criar os filhos brancos que crescem e passam a desrespeitá-los (ressalva: nem sempre existe o desrespeito). Mas isso não diminui em nada a força de seus questionamentos. Pelo contrário...é exatamente onde encontra sua grandeza.

Com belíssimas atuações (destaque total e absoluto para as coadjuvantes: a oscarizada Octavia Spencer e a indicada Jessica Chastain), o filme também aborda o sexismo da época: mulheres eram doutrinadas ao casamento e à família, independente de seus sonhos de ser alguém na vida.


É previsível e estereotipado? Até é. Falar de racismo no século XXI pode parecer antiquado quando o presidente dos EUA é negro. Mas, para mim, o objetivo do filme é mostrar a sutileza do racismo, que ele ainda está entranhado na sociedade sem precisar de estouros de violência. Que ele está nas palavras, nos gestos. O filme veio para nos fazer refletir sobre um passado que teima em não ficar distante. Alíás, a cena final de Viola Davis andando pela rua é uma bela metáfora para o longo caminho (long walk) que ainda temos que percorrer.

PS.: Em inglês, o filme se chama The Help. No filme, o livro escrito também se chama assim, mas é traduzido como A Resposta - o que seria um bom título para a película. Mas durante o filme ficamos sabendo que o significado de The Help é literal, ou seja, A Ajuda, que são os ajudantes, as empregadas domésticas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Gols rubro-negros pela história!

Apesar da dificuldade em fazer gols que o Flamengo vem passando ultimamente (sem comentários para o lance do Deivid), não foi sempre assim para quem já teve Leônidas, Zico, Nunes, Júnior, Bebeto, Romário, Adriano, Petkovic e por aí vai. Se você está com saudade de ver esses gols, vá até o blog Fla Museu que possui uma invejável videoteca de gols do Flamengo em toda sua história!


Flamengo 2 x 1 Fluminense, pelo 1º turno do Campeonato Carioca (02/06/1940), em São Januário. Gols rubro-negros de Leônidas e Sá.

O blog é administrado pelo carioca saudosista e entusiasta Marcelo Espíndola.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Metalinguagens cinematográficas

Seja de forma quase ingênua e documental ou de forma fantasiosa e infantil, os filmes O Artista (The Artist, 2011) e A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011) abordam nostalgicamente a história do cinema.

O Artista é ousado por natureza: um filme MUDO em preto e branco nos dias de hoje! Como fazer os espectadores do século XXI com seus filmes 3D e épicos intergalácticos pararem para ver um simples filme sem diálogos falados e sem cores?

O filme começa em 1927, exatamente quando o primeiro filme sonoro (O Cantor de Jazz) chegava aos cinemas (este tema já rendeu clássicos como Crepúsculo dos Deuses e Cantando na Chuva). Acompanhamos, então, a jornada de George Valentin (Jean Dujardin), um astro do cinema mudo aproveitando seu último sucesso antes de Hollywood se deslumbrar com o som. O orgulhoso ator confia em seu trabalho e se recusa a entrar na nova onda. Em paralelo à sua desgraça, vemos a garota anônima que ele ajudou a ingressar no showbiz voar alto na indústria e se tornar Peppy Miller (Bérénice Bejo), a queridinha do cinema falado.


O filme é simples... BEM simples. E com roteiro previsível. Lembre-se também que é um filme mudo feito com a tecnologia e os recursos de hoje. A edição sonora da cena que o protagonista tem pesadelos com a chegada do som merece um grande destaque. A força das atuações é o que realmente vale. Não considere as caretas exageradas nos momentos metalinguísticos do filme (ou o cachorrinho fofinho), mas a capacidade dos protagonistas em somente com os músculos do rosto expressar toda e qualquer emoção (percebam James Cromwell, o motorista).



Hugo é um filme família infanto-juvenil que nos conta a aventura de um órfão (Asa Butterfield) em busca de uma mensagem de seu falecido pai (Jude Law). Na verdade, ele precisa é encontrar seu lugar no mundo. Para isso, ele tem que consertar o robô deixado por seu pai com ajuda de uma menina bem sabida (Chloë Grace Moretz). De repente estamos no meio de um mistério: quem é realmente o dono da loja de brinquedos (Ben Kingsley)? Qual sua relação com o robô? Porque ele odeia tanto o cinema?

O problema é esse "de repente". O filme parece começar de um jeito e do nada termina previsivelmente. São inúmeros personagens descartáveis em um filme 3D que transforma Paris numa belíssima engrenagem de um relógio. A idéia de colocar o órfão como um diretor de cinema usando os relógios como suas lentes do mundo/estação de trem é uma boa sacada de Scorcese (diretor). Colocar atores que participaram da franquia de Harry Potter também (Narcisa Malfoy / Helen McCrory, Tio Dursley / Richard Griffiths e Madame Maxime / Frances de la Tour). Mas, apesar das ótimas relações com os sonhos e com as mágicas ilusionistas, conhecer a história do cinema nesta fábula é mais interessante, porém menos emocionante.



Diz muito sobre o Oscar o fato de ambos os filmes serem os campeões de indicações em 2012, respectivamente em 10 e 11 categorias, em um momento em que os grandes estúdios pensam em como evitar a evasão das salas e o poder da pirataria. Entre eles, não sei quem ganha. Um é "mais arte" enquanto o outro tem Martin Scorcese. Mas confesso que já vi disputas melhores.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dama de todos os metais

Ninguém decide ir ao cinema ver Dama de Ferro (The iron lady, 2012) para saber mais sobre Margareth Tatcher ou sobre a história recente da Inglaterra. Todos querem ver Meryl Streep. E vale qualquer centavo.

O filme retrata a ex-primeira ministra inglesa (hoje com 86 anos) como uma senhora semi-senil, solitária e cercada de auxiliares mais empenhados em vigiá-la do que acolhê-la. Despojada de sua glória, esta senhora fragilizada (difícil não se sentir penalizado diante da interpretação de Streep) tem pouco mais a fazer do que recordar o passado, discutindo com o fantasma de seu marido Denis (Jim Broadbent). O foco do enredo, então, está na humanização dessa polêmica personagem, que governou a Inglaterra entre 1979 e 1990, notabilizando-se por uma defesa estrita do monetarismo, da privatização, da flexibilização do mercado de trabalho e cortes de benefícios sociais, eliminando até o salário mínimo e entrando em guerra com a Argentina pelas Ilhas Malvinas/Falklands.



Maggie pode ter sido a Dama de Ferro do mundo na década de 1980, mas Meryl Streep é a Dama de Ouro, Platina, Chumbo, Aço... quaquer metal que você pensar, ela é capaz de transformar em nobreza. Ela é foda como Julia Child, como Irmã Aloyisis, como tudo que faz. Ela é PHODA e ponto final. Com PH mesmo.


PS.: Vale o destaque para a maquiagem. Não só a dentadura e o cabelo, mas a personagem em idade avançada está perfeita. O movimento do rosto, das rugas... soberbo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma lição a cada minuto

Invictus (2009) não é só um filme. É uma aula de vida. A sinopse diz o seguinte:
Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do Apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rugby, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião François Pienaar (Matt Damon), capitão da péssima equipe sul-africana, e o incentiva para que a selação nacional seja campeã.

Legenda em português de Portugal

Agora esqueça toda a informação de que é um filme sobre rugby. O jogo é só pano de fundo para mostrar o imperfeito herói de uma nação. Um herói da humanidade. Capaz de perdoar seus agressores após quase três décadas de prisão. Capaz de ver a alma e não a cor. Acho que qualquer outra coisa que eu escreva aqui sobre Nelson Mandela ficaria cliché. Só sei que me sinto um felizardo por viver na mesma época que Madiba.

Sequências de cenas – como da relação entre as equipes de segurança, da empregada na casa de Pienaar, do time fazendo caridade na parte negra da cidade e do garotinho que inicialmente recusa a camisa do time, mas no fim de arrisca a ouvir a final da Copa do Mundo de Rugby com os policiais – são de uma grandeza ímpar. Tiro o chapéu para a direção de Clint Eastwood. De Morgan Freeman, não esperava menos: ele desaparece no personagem.


"Invictus" significa invencível em latim e é também o título de um poema de William Henley que pode ser traduzido da seguinte forma:
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Não sei porque levei três anos para ver esse filme. Mas tenho certeza que verei outras vezes. Recomendo e OBRIGO que seja visto.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Folgada!

Na última Copa do Mundo de Futebol na África do Sul (em 2010), a Sky TV lançou dois comerciais maravilhosos com a lindíssima Gisele Bündchen comentando dois lances cruciais das carreiras dos craques Romário e Pelé. Divirtam-se:





Bom demais, entende?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entre trópicos

A incrível estante "Fear", de Ivan Capote.
Já que eu estava no Centro (fui ver a exposição do Modigliani), resolvi passar na excelente Caixa Cultural e - como sempre - fui surpreendido com a exposição Entre Trópicos - 46°05': Cuba/Brasil.

A curadoria (da cubana Íbis Hernández Abascal e da brasileira Marisa Flórido Cesar) queria estabelecer pontos de contato entre artistas contemporâneos dos dois países (11 de cada) e somos presenteados com expressões de altíssima qualidade. São obras que se relacionam em diversos suportes e nos oferecem olhares distintos e interessantes sobre seus discursos, como o Hino dos Vencedores, de Cadu, e o Mundo Interpretado IV, de Glenda León. Gastem tempo na excelente parede de Lázaro Saavedra.

Tenho pouco a escrever porque acho que todos deveriam ter essa experiência. Fica até 25 de março.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Modigliani e os outros


Fui ver a exposição Modigliani - Imagens de uma vida no Museu Nacional de Belas Artes, que está sendo descrito como um dos mais importantes eventos do calendário oficial do Momento Itália-Brasil em 2012. São 54 pinturas, 5 esculturas não-originais, 55 desenhos, 2 livros e 1 litografia, além de documentos, fotos, diários e manuscritos de Modigliani e de importantes artistas da sua época, num total de 230 peças para o público ter acesso a um rico panorama da vida artística parisiense e italiana do século XX.

E é com isso em mente que você deve ir à exposição. Não vá esperando ver inúmeras obras de Modigliani. Elas estão lá no centro das salas, mas as paredes estão lotadas de outros artistas que contextualizam o pintor. Essa estratégia só se mostra válida na última sala, onde vemos a pintura da jovem Céline Howard (abaixo) feita por ele e por outro pintor. A modelo posou para os dois, mas as visões são completamente diferentes. Veja primeiro a de Modigliani e tente imaginar como seria a modelo. Depois veja a do outro pintor, que é mais anatomista e, portanto, se aproxima um pouco mais da realidade.


É interessante ver a cronologia da vida do artista que liga sua deterioração física ao seu amadurecimento artístico. Toda sala tem um bom panorama explicativo. Mas são poucas as legendas que explicam as tais fotos, diários e manuscritos. Dá vontade de saber mais. Dá vontade de entender melhor o processo que o levou conhecer e trabalhar com esculturas, pois é visível o quanto isso influenciou sua pintura.

Boa, mas me deu a impressão que poderia ter sido melhor. Tinha potencial para isso. Me deu até vontade de me fazer a la Modigliani...

Autorretrato digital a partir do retrato de Raymond Radiguet, pintado por Amedeo Modigliani

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As mulheres que não amavam os homens

Já vi o filme faz mais de uma semana. Demorei pra escrever para poder digeri-lo. Antes de mais nada digo o seguinte: não li o livro. Portanto, não me importa se o livro é melhor do que o filme. Também não vi a versão sueca. O que quero dizer é que vou falar exclusivamente das impressões que tive da versão hollywodiana de Millennium - Os homens que não amavam as mulheres (The girl with the dragon tattoo, 2011).

Resumindo (muito) a história que eu vi: Mikael Blomkvist (Daniel Craig) é um jornalista que perde a credibilidade por não ter provas para desmascarar um esquema de corrupção. Ele aceita o trabalho de investigar a morte da jovem herdeira de um império industrial há mais de 40 anos. Para isso ele conta com a ajuda da desajustada Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma hacker fora de série que enfrenta suas próprias dificuldades sociais.

Cara... a melhor coisa que fiz foi ter iso ver esse filme sem qualquer premissa, preconceito ou expectativa. O impacto foi gigante! Eu costumo desenvolver teorias na minha cabeça em filmes com algum tipo de mistério e sempre tenho um suspeito, mas dessa vez não deu. Até cheguei a aventar o que acontece no fim, mas a trama me prendeu. Lisbeth me prendeu.


Pelo que entendi, o diretor David Fincher queria isso mesmo: ver a história através de Lisbeth. Então, ponto pra ele e pra interpretação de Mara (que foi obviamente indicada ao Oscar e outros vários prêmios). Eu não curti muito a edição picotada do filme. Antes das histórias de Mikael e Lisbeth finalmente se encontrarem, vemos pedacinhos curtos de ambos e ficamos ansiosos por mais e mais. Até porque os dramas de Lisbeth são terríveis. Uma porrada! E as reações delas são ainda mais terríveis. São várias porradas! A agressividade de suas respostas parece desenterrar algo de dentro da gente. Por isso, inverti o título neste post.



Apesar do intrigante mistério com vários bons atores (como Christopher Plummer, Stellan Skarsgard, Robin Wright, Joely Richardson etc), o que a gente quer saber mesmo é se Lisbeth vai ter um final feliz no meio da aridez gélida da Suécia. Em uma parte do filme, Lisbeth parece querer se tornar um homem para assumir a responsabilidade e o poder de si mesmo. Mas queremos enxergar a doce menina por trás das esquisitices da sofrida cyber punk e dos frios relacionamentos que vemos por todos os lados.

E aí temos o fim do filme. O choque. Um filme sem final feliz. Aquele que mantém a integridade da excelente personagem. Corações despedaçados na telona e nas poltronas.

Gostei muito do filme. A cena do estupro vai ficar gravada na minha cabeça. A resposta de Lisbeth também.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O que é um churrasco afinal?


Na minha pelada, churrasco é chamado de "coice de porco" (nome dado pelo Chicão graças a quantidade diminuta de carnes). Mas como funciona um churrasco afinal...

Escrito por uma mulher
O churrasco é a única coisa que um homem sabe cozinhar, e quando um homem se propõe a realizá-lo, ocorre a seguinte cadeia de acontecimentos:
  1. A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
  2. A mulher prepara a salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa.
  3. A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres necessários, enquanto o homem está deitado próximo à churrasqueira, bebendo uma cerveja.
  4. O homem coloca a carne no fogo.
  5. A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes.
  6. A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
  7. O homem tira a carne do fogo.
  8. A mulher arranja os pratos e os põe na mesa.
  9. Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça.
  10. O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas...

Direito de resposta masculino
  1. Nenhum churrasqueiro, em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas de frango e uma peça de picanha de 4,8 Kg que o açougueiro disse ser "ótima", pois não conseguiu empurrar para nenhum homem.
  2. Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja.
  3. Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come churrasco como tira-gosto e belisca com a mão, oras!
  4. Colocar a carne no fogo??? Tá louca??? A carne tem que ir para grelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora.
  5. Legumes??? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco.
  6. Carne queimando??? O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: "não gosto de carne sangrando"; "isto está muito cru"; "tá viva?". Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão.
  7. Pratos? Só se for para elas mesmas!
  8. Sobremesa? Só se for mais uma Skol.
  9. Lavar louça? Só usei meus dedos!!! (e limpei na bermuda).
Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Portfolio de terror

The Horror Portfolio (by hatinhand) é um vídeo que compacta décadas de horror em apenas cinco minutos. A montagem é dividida em três partes contendo 64 filmes: “Casas Assombradas e Histórias de Fantasmas”, “Anjos e Demônios” e “Psicopatas e Assassinos”. Trilha sonora caprichada e altamente sincronizada com as imagens exibidas.



Os filmes são:
Casas Mal-Assombradas e Histórias de Fantasmas
11-11-11 — 1408 — Horror em Amityville — O Despertar — Amanhecer dos Mortos — Não Tenha Medo do Escuro — O Olho do Mal — Fragile — A Casa Maldita — Evocando Espíritos — Sobrenatural — Espelhos do Medo — O Orfanato — Atividade Paranormal 2 — Poltergeist — O Iluminado — Ilha do Medo — Silent Hill — Triângulo do Medo — O Mistério das Duas Irmãs — Aterrorizada — Vozes do Além — A Mulher de Preto

Anjos e Demônios
Constantine — Demônio — Arraste-me para o Inferno — Fim dos Tempos — O Exorcismo de Emily Rose — O Exorcista — Legião — Estrada Perdida — O Último Portal — A Profecia — Anjos Rebeldes — O Rito — A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça — Stigmata — Suspiria

Psicopatas e Assassinos
30 Dias de Noite — A Hora do Pesadelo (2010) — A Epidemia — Gritos Mortais — Inverno de Sangue em Veneza — Sexta-Feira 13 (1980) — Sexta-Feira 13 (2009) — Halloween (1978) — Halloween (2007) — Hannibal: A Origem do Mal — A Morte pede Carona — Pontypool — Psicose (1960) — Dragão Vermelho — Vôo Noturno — The Reeds — The Ring — Jogos Mortais — Pânico 4 — Se7en — Ilha do Medo — Silêncio dos Inocentes — Os Estranhos — O Massacre da Serra Elétrica (2003) — Quando Um Estranho Chama (2006) — Zodíaco

Gostcho muito!!!